Eu quero fechar a Comunidade do Ubuntu no Brasil é?

Você deve ter lido isso em algum lugar, e certamente algum hater já deve ter comentado isso com você. Resolvi fazer este artigo não para dar uma resposta, mas para explicar para os nossos leitores o que de fato aconteceu e de onde eu acredito que tudo isso deva ter iniciado.

Eu quero fechar a Comunidade do Ubuntu no Brasil é?

No ano de 2012, eu Emanuel, resolvi ajudar a Comunidade Ubuntu no estado de Pernambuco, porém antes a comunidade havia sido basicamente enterrada, não existia atividade nenhuma. Pois muito bem, procurei informações de como fazer e como conseguir através de meios oficiais movimentar a comunidade em meu estado. 

Tudo deveria começar através do Conselho do Ubuntu Brasil, então conversei com o conselho e aí discorremos sobre o ocorrido e a situação atual, por fim entrei para o time. A partir daí senti muita dificuldade para interagir com o meu par, pois é, nas lideranças estaduais, segundo o conselho, é preciso ter duas pessoas para liderar o grupo. 
No mesmo ano, descobri na cidade do Recife uma empresa que era parceira da Canonical e que fazia eventos em torno do lançamento do Ubuntu e que estava precisando de alguém que tivesse senso comunitário para ajudar no evento e assim fomentar e estimular o uso do Ubuntu em PE. 
O outro líder havia sido indicado pela empresa e que segundo o empresário o qual não vou citar nome, havia me dito que ele tinha problemas para se relacionar com o público e que estava fazendo tratamentos para melhorar isso, e assim fiquei na espera desta melhora. 
Entendo que para trabalhar na comunidade você precisa ao menos ser acessível e alguns requisitos que são exigidos no código Ubuntu que assinamos na época. Pois muito bem, começou a dificuldade de interação, pessoas reclamando e eu sem saber o que fazer enviei um e-mail para o conselho contando o que estava ocorrendo, e claro, deixando claro que eu não estava mais aguentando tanta reclamação de uma questão que infelizmente eu não poderia fazer muita coisa, e assim pedi ajuda. 
Depois de alguns dias, o conselho respondeu que eu deveria gastar as minhas energias a favor do Ubuntu. Desta forma entendi que a resposta no popular seria “Te vira e é o que tem para hoje”, eu confesso que nunca gostei de oferecer qualquer coisa, tão pouco tratar pessoas que acreditam no Ubuntu e que produzem com ele de qualquer maneira. Só que não sou um poço de calma e não tenho filtro quando vou falar, o que vem na minha cabeça eu falo mesmo.
Não vim aqui dar exemplo de calmaria e mansidão, até porque não sou nem de longe. O excesso de sinceridade sempre foi um defeito para alguns e qualidade para outros, e claro, eu nunca me importei com isso, eu sou assim, detesto copiar os outros ou ser igual a maioria, acho que por isso que não uso Windows desde de 1998, e não me arrependo disso. 
Essa falácia, me deixou muito irritado e começou uma troca sem fim de e-mails que terminou em quase que agressões verbais, acho que só não levei um soco porque eu estava longe. Não sabia eu que estava mexendo no sossego, e ao mesmo tempo com alguém que gostava de preservar a imagem, bem semelhante ao que acontece na rede Globo, quando as câmeras estão ligadas somos simpáticos e amáveis, mas quando elas são desligadas o bicho pega e a verdadeira face aparece, a quem diga uma frase interessante “Quem é você quando somente Deus te olha”, pois é. 
Depois de muito bater na tecla e graças a um intervenção do próprio conselho em relação a esse membro, ele observou através de toda a confusão que agiu com falta de diplomacia, mas já era tarde demais, eu já havia pedido desligamento e feito uma postagem em forma de resposta. Entendeu-se também que o que eu queria era alguém que pudesse liderar que não tivesse dificuldades em ao menos agradecer, reconhecer e claro, dar o velho e bom sorriso de bom dia ou boa tarde a cada encontro. 
Isso deixou muita gente “graúda” do Ubuntu revoltada comigo, e atualmente, alguns sites tem usado isso para me difamar e fazer um boicote como se eu fosse inimigo do Ubuntu. Eu cheguei a explicar tudo isso em um hangout privado, e alguns colaboradores confirmaram que já ouviram em algum lugar este comentário.
De forma particular e usando a cabeça para pensar um pouco, para que eu iria querer fechar o Ubuntu no Brasil? Eu não tenho nenhuma distribuição, não trabalho atualmente em nenhuma concorrente da Canonical ou algo parecido, não fundei nenhuma comunidade brasileira de distribuição X ou Y. 
Geralmente quando alguém tenta fechar qualquer movimento é para que o seu se sobressaia, para auto promoção ou para se aproveitar de alguma coisa do tipo. O Ubuntu permanece sólido e crescendo a cada ano, os usuários no Brasil continuam utilizando o sistema normalmente, inclusive eu mesmo dei palestra no ano passado sobre o Ubuntu e as fotos não me deixam mentir, além do mais se eu fosse contra o sistema que nunca me fez mau, eu não postaria nada ele aqui no SempreUpdate. 
Então queridos haters, acho que não cola essa ideia de que eu sou o fechador de comunidades geral da união. Hoje depois de muitos anos passados, reconheço que eu deveria ter sido mais brando e até ter relevado, mas existem defeitos de personalidade que eu ainda não consigo conviver, infelizmente ainda moro no planeta terra e sou um ser humano como tantos outros e por incrível que pareça nas minhas veias correm sangue e não cachaça. 
Espero que depois de contar essa história ela seja entendida, e que quem ler possa entender um pouco, mas o importante mesmo é saber que eu não sou inimigo do Ubuntu e nem de seus usuários como também não pretendo nem mesmo no meu maior momento de insanidade fechar qualquer comunidade, mesmo que eu não simpatize com o que ela ofereça. Até porque, cá para nós e o resto mundo, quem diabos teria condições ou vontade de querer acabar com o Ubuntu?! 
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