Linguagem C usando Ubuntu – Aula 01 – Primeiro Programa

Olá caros leitores. Hoje começaremos uma série de postagens referentes a programação utilizando a linguagem C. A proposta dessa série é mostrar uma abordagem mais prática e visível da linguagem, ao invés do uso indiscriminado dos códigos, ou seja, o leitor terá a cada postagem base suficiente para entender o mecanismo da linguagem a cada programa elaborado.
Inicialmente, usaremos apenas um editor de texto qualquer e o terminal para elaboração dos nosso códigos fonte. Sei que serei criticado em relação a isso, por que algumas pessoas irão querer fazer uso de IDE’s. Porém acredito que o aprendizado também pode ser feito através da repetição em paralelo com o embasamento teórico. Posteriormente, quando estivermos falando sobre estruturas de repetição usaremos a IDE Codeblocks para fazer o processo depuração do código. Mas, a priori usaremos apenas editor de texto, que no caso é o gedit e o terminal.

SENTA QUE LÁ VEM ESTÓRIA

Os computadores entendem apenas a linguagem binária, isto é, compreendem somente “0” e “1”. Mas este texto que você está vendo agora está no idioma (linguagem) humano(a). Então precisaremos de algum mecanismo para fazer essa tradução. O programa responsável por essa tradução da linguagem inteligível para seres humanos (alto nível) para a linguagem de máquina (baixo nível) é chamado de compilador. A figura abaixo mostra simplificadamente esse processo.
Obviamente, este processo é mais complexo do que mostrado na figura. Porém, como estamos no início, vamos nos ater a ela.

Se você usa alguma das distribuições Debian, Ubuntu ou Arch Linux, muito provavelmente o conjunto de compiladores para C já estão instalado. Mas, vamos supor que não esteja. Então se você usa Ubuntu ou Debian execute o seguinte comando:

[$ sudo apt install build-essential]

Se usa Arch Linux:

[$ sudo pacman -S base base-devel]

Pronto! você já está pronto pra fazer os programas em C. Iremos usar o gcc (GNU Compiler Collection) para compilar nossos programas.

Começaremos com o programa famigerado de qualquer da área de tecnologia: Hello World ou Olá mundo. Que consiste em imprimir na tela essa mensagem chamada Hello World.

  1. [#include <stdio.h>
  2. #include <stdlib.h>
  3. int main()
  4. {
  5.  printf(“Hello world!n”);
  6.  return 0;
  7. }]
Como estamos elaborando um programa em C, devemos salvar a extensão do arquivo em .c para ser feita a compilação e execução do programa. Para isso, o código fonte acima deve ser digitado no editor de texto de sua preferência e salvo, por exemplo, como programa01.c. Posteriormente devemos fazer o processo de compilação do código fonte.

Por exemplo, você salvou o arquivo na área de trabalho. Então precisaremos mudar o diretório para onde o arquivo está salvo. Para isso seguiremos para área de trabalho fazendo o seguinte comando:


[$ cd Área de Trabalho/]

Se seu sistema estiver em inglês, o comando fica:

 [$ cd Desktop]

Com a mudança do diretório, agora  você pode fazer o processo de compilação com o comando:

[$ gcc programa01.c]

Observe que foi gerado um arquivo de saída chamado a.out. Mas, não seria mais produtivo e lógico se quisermos dar o nome desse arquivo? Isso é possível! você somente basta determinar o nome desse arquivo de saída no momento da compilação com o comando:

[$ gcc programa01.c -o programa01]

Depois de gerado o executável, você pode executar esse programa quantas vezes quisermos com o comando:

[$ ./programa01]

Esmiuçando linha a linha 

# include <stdio.h> →  Estamos incluindo algo, mas o quê? Exatamente o item que está entre <>, ou seja:
std (standard) – Padrão
io (input/output) – Entrada e saída
.h (header) – Arquivo de cabeçalho
Agora fica mais bem fácil de entender! No caso da linha 01, estamos incluindo para ao programa a manipulação de dados pelos dispositivos de entrada e saída padrão, no caso teclado e monitor respectivamente. Mas aí você está se perguntando: “Mas isso é lógico! estou fazendo programas aqui no computador somente usando esses periféricos”. Esse pensamento está incompleto. Pense comigo: Se você fizesse um programa para ficar lendo a temperatura de forno industrial, você usaria teclado e monitor?
Por isso o símbolo de # antes do include. Esse processo que acontece no momento de compilação Então, no nosso caso como estaremos usando a entrada e saída padrão usaremos essa diretiva de compilação. Neste caso, também, não há a necessidade de aprofundamento deste conceito.

Da mesma forma acontece com o próxima linha:
# include <stdlib.h>
std (standard) → padrão
lib (library) → biblioteca
h (header) → cabeçalho
De forma análoga, nesta linha será feita a inclusão de bibliotecas padrão para uso geral da biblioteca na linguagem C.
int main () → Todo programa deverá começar de algum ponto. No caso de programas em C, essa função é chamada de main (ou principal). Observe que ela contém duas chaves abrindo e fechando, indicando um bloco de instruções. Outra coisa importante é que ao final de cada instrução deve ser colocado um ‘;’ para indicar ao compilador que aquela instrução foi terminada.
Por enquanto, não vou entrar no mérito dos parenteses para que não atrapalhe mais do que ajude. O que é importante que seja sabido agora, é que esse int antes da função refere-se ao tipo do retorno desta função.

printf (Impressão formatada) → Como o nome já explica, essa função irá imprimir na tela alguma coisa, mas como? A impressão na tela terá um formato determinado pelo programador. Observe que nessa função, o texto, conjunto de caracteres ou strings são digitados dentro do símbolo das aspas duplas.

return 0; → Retorno da função, alguns sistemas operacionais podem encarar como erro o fato de não retornarmos nada da função principal que exigia um dado do tipo inteiro, então pode deixar com essa linha. Você pode testar sem essa linha, caso não funcione a coloque novamente.

Para treinar, você pode ficar alterando o conteúdo do texto com qualquer mensagem entre as aspas duplas e repetir todo o processo de compilação e execução.  


Por enquanto vamos ficar por aqui, até o próximo tutorial!

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