Software livre no Brasil – um passo à frente e dois pra trás! | Comunidade GNU/Linux SempreUPdate

Software livre no Brasil – um passo à frente e dois pra trás!

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É meus caros amigos e militantes do Software Livre no Brasil. As coisas já não andam como antes no cenários nacional. Estamos vivendo uma maré baixa em relação a adoção do SL dentro das diversas esferas dos governos federal e estadual em diversas estados e um grande retrocesso dentro das empresas autárquicas e bancos federais. A que devemos isso? A um contra-ataque do império(leia,Microsoft)ou descompasso(leia,desinteresse)dos compradores de serviços/produtos baseados em SL?
Perguntas difíceis de serem respondidas a olho nu e no calor dos acontecimentos. Contudo, o que está claro para todo nós ligados ao tema é que: o Software livre no Brasil dá um passo à frente e dois para trás.
Apesar dos esforços iniciais nos dois primeiros mandatos de Lula, durante o governo Dilma, já demos diversos passos pra trás. Os dois últimos golpes, foram a troca do EXPRESSO da Serpro pelo Outlook Exchange pelo Ministério do Planejamento, numa compra conjunta com Ministério Público, DNIT e CGU. Uma compra sem licitação e sem justificativa na ordem de R$74,5 milhões. Serão 5.078 servidores e estações de trabalho afetados por essa compra. – Ponto para Microsoft! E mais nenhum real gasto no mercado nacional de SL.
Outro duro golpe no mercado de SL foi feito pela CEF. Uma compra da ordem de R$144 milhões em um contrato de dois anos. Nada mais que R$72 milhões por ano! – Ponto para Microsoft! E mais nenhum real gasto no mercado nacional de SL.
Na FISL desse ano, antes da famigerada troca sem justificativa legal, do EXPRESSO pelo Outlook. Marco Manzoni(Presidente do Serpro)exaltou as iniciativas positivas do governo na adoção ao SL e à sua adoção à reboque das revelações de espionagem feitas por Snowden em 2013. Pois com uso massivo do SL nas principais esferas do governo, estaríamos ao menos nos blindando ou criando alguma dificuldade à NSA para nos espionar. Um mês depois, o duro golpe desferido pelo Ministério do Planejamento. – Dois passos para trás.
E não paramos por aí: A CEF tinha investido dinheiro(22% do capital em um investimento de R$321 milhões)na CPM Braxis Capgemini, numa joint venture franco-brasileira, para ter participação nesse mercado de infra-estrutura de TI e assim inclusive obter sinergias e fornecimento de serviços exclusivos para sua própria base, a partir desse investimento. Resumo da ópera: A CPM Braxis não existe mais e só ficou a Capgemini( o “sócio” francês) no nome do negócio. Mas como a CEF só toma atitudes sem paradoxo – fechou diversos acordos de fornecimento de TI e Infra com a Indra e SAP. Este último sim, um contrato que bota a MS no chinelo: R$518 milhões por três anos de suporte! – Mais dois passos para trás.
Será que há alguma luz no fim do túnel ou alguma salva guarda às políticas públicas do SL? Talvez. Apesar das críticas à nomeação do novo ministro da Ciência e Tecnologia, o deputado federal Celso Pansera, analisando seu perfil e sua trajetória dentro da Faetec/RJ, instituição de ensino médio técnico. Lá adoção do SL em todos os anos de sua passagem como presidente da instituição foi balizada pela adoção de sistemas baseados em SL tanto para a administração direta da instituição, tanto como grade de ensino de novas tecnologias. Muitos dos grandes e bons profissionais de TI oriundos da Faetec e que estão no mercado aqui no RJ são entusiastas e formados nas fileiras do SL. No que tange à política educacional fluminense, temos que reconhecer o imenso esforço e incentivo que antigo Secretário de Ciência e Tecnologia Estadual, à época Alexandre Cardoso( atual prefeito de Duque de Caxias)fez em promover a adoção do SL no estado. Atualmente, Duque de Caxias é o município fluminense líder na adoção e desenvolvimento de sistemas open source para uso na administração direta de todo o Estado do Rio.
O que não vemos em outras cidades e estados do Brasil. Por exemplo: SP. A prodesp firmou um contrato em 2013 de 36 meses sem valor pré-determinado com a MS para compra de software para toda administração do estado de SP. Sem licitação. Sem justificativa. Sem alarde. – Mais dois passos para trás.
O que esperar então? Desistir? Mudar de lado? – Penso que o melhor caminho é continuar trabalhando. Continuar a ensinar e catequizar sobre o SL. Mas o mais importante: O mercado do SL no Brasil precisa se profissionalizar mais. Precisa levantar a cabeça e despontar como player de um mercado extremamente competitivo que é o mercado de TI. Não podemos mais aceitar vender soluções engessadas para os clientes e parar imediatamente com esse discurso do “alternativa” à MS. Software Livre não é “alternativa” é outro paradigma de mercado e tecnologia. Temos que seguir os passos da Índia, que possui o maior mercado de outsourcing do mundo e com empresas que utilizam em seu core business, SL. Um exemplo a seguir. Eles deram centenas de passos à frente e nós ainda estamos feito patos, ora nadando ou voando. Mas avançando muito pouco.

Colaborador:Leandro França de Mello

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