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2 anos usando Linux, o que mudou?

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2 anos usando linux, o que mudou?

Ultimamente tenho recebido muitas perguntas sobre como é a experiência de migrar para o linux e sobre como isso impacta na vida da pessoa se tratando de tecnologia, por esse motivo resolvi relatar a minha experiência nesses dois anos que estou usando linux (Ubuntu).

OBS.: Por ser um post mais extenso, dividirei em partes para facilitar o entendimento.

1 – Os primeiros passos com o linux
A partir do momento ingressei no setor de TI meu interesse é aprender mais sobre a API android e o desenvolvimento em Java, afim de criar aplicações para a plataforma mobile, a dois anos atrás comprei meu notebook afim de cumprir esse objetivo, que veio da loja com o janelas 8.1, e com isso tive problemas ao instalar o eclipse e tentar rodar o emulador do android, o desempenho não era satisfatório para emulação de testes, o que me fez buscar alternativas, tentei todas as formas de acelerar o emulador do android e nada do que fazia permitia que rodasse o emulador de forma satisfatória, como já tinha visto sobre o ubuntu, resolvi instalá-lo e testar os emuladores, que para minha surpresa rodou 4 emuladores e de forma fluída quando comparado ao outro sistema.

2 anos usando linux, o que mudou?

2 – Sem dualboot

Nas primeiras semanas de uso do Ubuntu a minha intenção era manter o ecossistema funcionando com dualboot, para que eu pudesse acessar as ferramentas do outro sistema, no entanto, percebi que tinha alternativas a todo o trabalho básico no ubuntu e de forma mais acessível pra instalação, como deixei o janelas de lado, fiz mais uma formatação removendo o dualboot do computador e mantendo apenas o Ubuntu como sistema operacional, os 3 primeiros meses foram traumáticos, quebras constantes do sistema em tentativas de personalização (ainda não sabia usar o sistema) mas com o passar do tempo fui me ‘ajeitando’.

3 – O primeiro ano
O primeiro ano com linux é o mais difícil, pois além do preconceito das pessoas que sempre apontam pra dizer que o sistema é difícil sem o conhecer, tem também as dificuldades de iniciantes, como problemas com permissões, a falta de familiaridade com a hierarquia de diretórios e até mesmo a falta de compreensão do sistema, no entanto, a comunidade está sempre bem disposta a ajudar com as dúvidas e encontrei pessoas experientes que me auxiliaram nessa jornada.

4 – O segundo ano
A partir do segundo ano, tive mais facilidade de usar as ferramentas que o linux me oferecia, bem como uma melhor compatibilidade com o hardware do meu notebook (a aceleração gráfica funcionou apenas depois da atualização para o Ubuntu 14.10), o que me permitiu ter uma melhor experiência no desktop com relação ao linux e permitiu que começasse a contribuir ativamente com a comunidade, prestando suporte aos membros mais novos e compartilhando o conhecimento com todos.


5 – Chegou pra ficar
Hoje eu não deixo mais de usar o linux por facilitar o meu trabalho com desenvolvimento, e muitos me perguntam se pretendo voltar ou se pretendo fazer dualboot, a resposta curta é sempre a mesma: não! Para que eu possa voltar ao sistema proprietário será necessário uma demanda muito específica e sem alternativas, não pelo sistema ser proprietário, mas pela qualidade de software que encontrei no linux, um sistema seguro e estável que atende perfeitamente a minha demanda pessoal e profissional e a cada dia que passa está cada vez melhor.

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