Cobertura do Robótica 2016 em Recife, nós estivemos lá!

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Sobre o Evento

O evento Robótica 2016 foi um evento que aconteceu no Shopping RioMar na cidade do Recife nos dias 9 e 12 de outubro. E nós do SempreUpdate estávamos fazendo a cobertura do evento.

No dia 11 de outubro conseguimos entrevistar o mineiro Henrique Foresti engenheiro do C.E.S.A.R e Marcos Egito que trabalha no projeto robô livre. Ambos trabalharam na organização do evento.
Poderiam falar sobre o evento, quantidade de prevista de visitantes e pessoas envolvidas?
Henrique – são 1200 competidores, sendo 80% deles de todos estados do país, 15% outros países da América Latina e 5% outros continentes. A previsão eram 10000 visitantes para todos os dias de evento, mas somente hoje (terça-feira) já foram 25000 pessoas.
Marcos Egito da esquerda e Henrique Foresti na direita
Existe algum interesse por empresas no evento, ou a parte mais interessada são universidades ou centros acadêmicos?


Henrique – O foco do evento é acadêmico, mas o C.E.S.A.R divulgou alguns problemas demandadas de três empresas, no quais envolvem problemas com automação:

 

1. Baterias Moura
2. FRICON
3. Gerdau
Essas demandas foram colocadas no site. E alguns grupos já entraram em contato para que essas soluções sejam avaliadas tecnicamente para possível implementação.
Quais as oportunidades de melhoria da robótica no Brasil?
Egito – O grande desafio é fazer o convite ou repasse da tecnologia, e como eu faço pedagogia, vejo ainda que vivemos num método de ensino “tradicionalista” de como trabalhar os professores, ou forma de utilização dos equipamentos (kits) para que se entenda as diferença entre eles para uma melhor utilização.
O evento consegue disseminar o software livre de alguma forma?


Egito – A organização não proíbe o uso software proprietário, uma vez que o foco do evento é robótica, mas a máquina deve possuir licença. Mas tivemos um grande choque por perceber que grande parte dos participantes utilizavam Ubuntu em suas máquinas.

 

 Projeto Jabuti Edu

Outra pessoa entrevista foi o gaúcho Eloir Rockenbach que é membro ativo do projeto Jabuti Edu e um diretores da  Associação Software Livre (ASL).
Ele comentou sobre a plataforma do Jabuti Edu é um projeto de Robótica Educacional Livre desenvolvido pela Comunidade Jabuti Edu. Construída baseada no microcomputador Raspberry Pi, o Projeto Jabuti Edu visa desenvolver uma plataforma simples, acessível e funcional para o ensino de robótica para crianças e adolescentes. Esse projeto se baseia em Scratch for arduino em tempo real, usando php e python para a programação e para a configuração da placa wireless embarcada, é utilizado um servidor web Lamb/apache.

 

Porque o nome Jabuti?

Eloir: Seymour Papert quando criou a linguagem de programação Logo o símbolo é uma tartaruga, e aí fazendo uma análise: quem é a nossa tartaruga aqui no Brasil? É o jabuti! e daí surgiu esse nome, e que é algo brasileiro. Mesmo sendo uma linguagem que já existe e é consolidada, mas com o jeito brasileiro e com o foco na educação.
 O que você da aplicabilidade da robótica para a programação?

Eloir: Aí você chegou num ponto crucial que é justamente o grande objetivo do projeto Jaboti, você vê desde o início, quando você for dar os primeiros comandos, você já enxergar de forma física, e essa experiencia pode ser melhor que você imaginou. Uma criança mesmo quatro ou cinco anos ela vai ver na prática o que isso significa.
 E como ele tinha observado a entrevista anterior com Henrique e Egito ele complementou:
Eloir: Surpreendentemente, vários competidores estavam usando Ubuntu, eles justificaram o uso do sistema pelo tempo de resposta da porta serial ser mais rápida do que relação ao Windows.
Ele acredita na sustentabilidade tecnológica, ou seja, no uso da tecnologia para o difusão igualitária do conhecimento. Com o foco na robótica educacional para que preencha as lacunas com o desenvolvimento da lógica na sala de aula com o um equipamento que além de ser um robot é uma estacão de trabalho.

 

Competidores

O SempreUpdate também conseguiu entrevistar dois competidores baianos que representaram o ACSO – Núcleo de Arquitetura de Computadores e Sistemas Operacionais da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Um deles Ramon Mercês e o outro Sérgio Sacramento.

Há quanto tempo vocês estão no ACSO e qual curso vocês fazem?

Sérgio: Eu entrei no ACSO a dois anos atrás, um pouco antes de julho de 2014, logo no primeiro semestre do curso de Sistemas da Informação.

 

Quais prêmios vocês a ACSO ganhou com a chegada de vocês?

Sérgio: Participei da LARC 2015, RoboCup 2015, RoboCup2016 e LARC 2016. Nas LARCs conquistamos o primeiro lugar na Liga de Simulação 3D nos últimos dois anos e nas RoboCups o quarto lugar, também nessa liga.


Quais as linguagens de programação usadas nos projetos de robóticas?

Ramon: C++ e Python. Utilizamos C++ na Liga de Simulação 3D, já que cada “parte” dos robôs simulados (sensores, efetores) podem ser divididos em objetos em C++. Além disso, a parte de inteligência (IA) do robô também é dividida em objetos, sendo que alguns destes objetos são únicos para cada robô (inteligência individual), enquanto outros são informações acessadas por todos os robôs em campo (inteligência cooperativa).

Ramon Mercês o da esquerda e Sérgio Sacramento na direta

 

Quais partes positivas vocês puderam tirar do evento?

Sérgio: Durante o evento, conseguimos conversar bastante com equipes de outras ligas como a humanoide ou a @home e aprender um pouco mais sobre o que era desenvolvido nestas ligas, aumentando nossa interação com outros times enquanto aprendemos mais sobre as diversas áreas exploradas pela robótica.

 

Vocês no ACSO utilizam Software Livre?

Ramon: Utilizamos softwares livres produzidos por outras equipes dentro de nossa liga. Muitas equipes trabalham em softwares de testes ou em códigos base livres para incentivar o crescimento de equipes menos desenvolvidas na liga. Isto se aplica tanto na liga de Simulação 3D quanto em outras ligas da RoboCup.

 

Qual o sistema operacional que vocês usam no ACSO?

Ramon: O sistema operacional que utilizamos é o Ubuntu, que também é muito utilizado por diversas equipes, o que acaba fazendo com que grande parte dos softwares produzidos por estas equipes sejam compatíveis apenas com o Ubuntu.

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