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O dia em que Edward Snowden se apresentou ao mundo – Parte 3

O dia em que Edward Snowden se apresentou ao mundo - Parte 3
Confira abaixo a parte 2 da série de postagens, “O dia em que Edward Snowden se apresentou ao mundo, lembrando que recomendamos ler a Parte 1 e a Parte 2 antes de prosseguir. 


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Laura, Snowden e eu acompanhávamos estas reações juntos, enquanto conversávamos ao mesmo tempo com dois estrategistas de mídia do The Guardian sobre quais entrevistas eu deveria aceitar na segunda-feira de manhã. Decidimos pelo programa Morning Joe, na MSNBC, e, em seguida, pelo The Today, da NBC, os dois programas exibidos mais cedo que determinariam a cobertura do assunto Snowden ao longo do dia.
Saber que Snowden estava em boas mãos me deixou mais calmo, embora soubéssemos que provavelmente não iríamos mais ver ou falar com ele, pelo menos não como um homem livre.
No entanto, antes que me fizessem as entrevistas, às cinco da manhã – apenas algumas horas depois da publicação da reportagem sobre Snowden – me chamou a atenção uma ligação de um antigo leitor que vivia em Hong Kong e com quem estive periodicamente em contato durante a semana.
Na ligação, o homem afirmou que em breve o mundo inteiro iria procurar Snowden em Hong Kong e salientou a urgência de Snowden contar com advogados bem relacionados na cidade. Ele disse que dois dos melhores advogados de direitos humanos estavam prontos para agir, pronto para representá-lo. Os três poderiam vir ao meu hotel imediatamente?


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“Nós já estamos aqui”, ele disse, “no piso térreo do seu hotel. Estou com dois advogados. A recepção está cheia de cinegrafistas e repórteres. A imprensa está procurando Snowden e vai encontrá-lo logo; segundo os advogados, é essencial que eles tenham acesso a Swnoden antes dos jornalistas”.
Eu tinha acabado de levantar, me vesti com a primeira roupa que encontrei e eu fui até a porta, tropeçando. Assim que abri, dispararam flashes de várias câmeras. Sem dúvida, o bando midiático havia subornado algum funcionário do hotel para descobrir o número do meu quarto. Duas mulheres se identificaram como repórteres do Wall Street Journal, com sede em Hong Kong; outros, incluindo um com uma enorme câmera, eram da Associated Press.
Eles me encheram de perguntas e formaram um semicírculo móvel em torno de mim, enquanto me dirigia até o elevador. Entraram comigo em meio a empurrões sem deixar de me fazer perguntas – respondi à maioria delas com frases curtas, secas e irrelevantes. Na recepção, outra multidão de repórteres se juntou ao primeiro grupo. Tentei procurar o meu leitor e os advogados, mas não podia dar um passo sem que me impedissem de avançar.
Estava particularmente preocupado com o fato de os jornalistas me seguirem e impedirem que os advogados entrassem em contato com Snowden. Por fim, decidi conceder uma entrevista coletiva improvisada na recepção do hotel, onde respondi às perguntas para que os repórteres deixassem o local. Após cerca de quinze minutos, não havia quase nenhum.


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