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Linux Desktop: seus Ambientes Gráficos e suas Diferenças!

Descubra de uma vez por todas a diferença entre eles!

KDE, Cinnamon, LXDE, XFCE, Unity, Gnome, Mate… Afinal Qual delas devo utilizar?

Com bem sabemos, todos que iniciam no mundo open source, informam que a maior dificuldade na transição do Windows para o Linux é exatamente o ambiente gráfico. Aqui, abordaremos os mais conhecidos ambientes e também daremos nosso parecer em relação ao mais indicado para iniciantes no Linux. Abaixo segue a lista:

KDE

(K Desktop Environment)

Figura 1 – SparkyLinux – Distro Baseada em Debian, com interface KDE.

KDE (K Desktop Environment) é uma comunidade internacional de software livre produzindo um conjunto de aplicativos multiplataforma projetados para funcionar em conjunto com sistemas GNU/Linux, FreeBSD, SolarisMicrosoft Windows e Apple Mac OS X (Estando em Desenvolvimento uma versão para Android). Ela é mais conhecida pela sua área de trabalho Plasma, um ambiente de trabalho fornecido como o ambiente padrão em muitas distribuições, com o GNU/Linux. A imagem acima mostra a Distro SparkyLinux, uma distribuição baseada em Debian, ela traz um ambiente baseado em KDE, considerado por muitos como ideal para iniciar no mundo open source, isso por ter uma aparência mais enxuta e intuitiva.

Gnome

(GNU Network Object Model Environment)

Figura 2 – Debian 9, utilizando o ambiente Gnome.

GNOME (acrônimo para GNU Network Object Model Environment) é um projeto de software livre abrangendo o Ambiente de Trabalho GNOME, para os usuários, e os desenvolvedores. O projeto dá ênfase especial a usabilidade, acessibilidade e internacionalização. O Gnome é um dos Desktop Enviroments mais populares de todos os tempos, não se limita apenas à interface, mas a diversas aplicações que compõem toda ela, como por exemplo, o gerenciador de arquivos Nautilus, considerado um dos grandes destaques.

Unity

(Interface of User)

Figura 3 – Interface Desenvolvida inicialmente para Ubuntu.

Unity foi uma interface para o ambiente desktop, desenvolvido pela comunidade Ayatana e adaptado pela Canonical para o seu sistema operativo Ubuntu. O Unity estreou na versão para netbook do Ubuntu 10.10 e foi desenhado inicialmente para fazer um uso mais eficiente do espaço das telas limitadas dos netbooks, porém devido ao sucesso tornou-se a interface padrão do Ubuntu 11.04 que também incluía ainda o GNOME como opção. Ele foi desenhado exclusivamente para Ubuntu, porém, diferente do GNOME, KDE, Xfce e LXDE, o Unity não incluía aplicações, já que foi feito para usar programas em GTK+ (GUI) já existentes. A partir da versão 11.10 do Ubuntu, o Unity passou a ser a única interface padrão.

No dia 5 de Abril de 2017, foi anunciado que o Unity não será mais desenvolvido. A partir da versão 18.04 LTS, o Ubuntu terá como desktop padrão o GNOME.

Cinnamon

Figura 4 – Interface Cinnamon sendo utilizada pelo Linux Mint.

Cinnamon é uma interface de usuário, derivada (Fork) do Gnome, desenvolvido pelo Linux Mint. Porém, foi adotado por muitos outras distribuições como o Manjaro (mostrado abaixo):

Figura 5 – Manjaro utilizando interface Cinnamon.

XFCE

Figura 6 – Kuki Linux com Interface XFCE.

XFCE é um ambiente de trabalho gráfico, executado sobre o sistema de janelas X (daí vem a origem de Xfce) em sistemas Unix, seus derivados e Linux. Assim como GNOME 2, o Xfce utiliza a biblioteca GTK+2 para fazer a interface com o usuário, o que os tornam ligeiramente parecidos. Porém, não se engane, ele é composto por diversos componentes que combinados fornecem um ambiente de trabalho completo. Além disso, o Xfce pode funcionar em hardware com poucos recursos ou de baixa configuração.

Vantagem

Devido à sua modularidade, os componentes podem não ser usados todos em conjunto e podem ser combinados com outros ambientes. É possível usar aplicações do GNOME ou KDE, sem instalar esses ambientes. No caso de aplicações GNOME, por usarem as mesma bibliotecas, a integração é boa. O projeto xfce tem firmado-se como plataforma de desenvolvimento. Sendo possível desenvolver aplicações em C/C++, Python e Perl recorrendo às bibliotecas oferecidas pelo ambiente.

LXDE

Figura 7 – Interface LXDE utilizada na Distro Raspberry pi Releases

LXDE é um ambiente de desktop open source para Unix e outras plataformas POSIX, como Linux BSD. O nome LXDE significa “Lightweight X11 Desktop Environment. LXDE foi desenvolvido para funcionar bem em computadores lentos e de baixa performance e para sistemas simplificados como netbooks e outros computadores pequenos (Raspberry Pi, Orange Pi e etc). LXDE é eficiente no uso de energia e rápido comparado com outros desktops. LXDE pode ser usado em várias distribuições Linux como MandrivaUbuntuDebianFedora, openSUSE ou como supracitado no Raspberry Pi.

MATE

Figura 8 – Ubuntu Mate Ambiente Gráfico

MATE é um ambiente de desktop derivado (como a maioria) do GNOME. Foi criado devido a mudança “agressiva” de visual do seu sucessor, GNOME 3, que não agradou todos. Pode ser descrito como a re-leitura do GNOME 2, com os recursos do GNOME 3, porém, com o visual intuitivo e bem mais tradicional que sua versão anterior. É distribuido oficialmente pelas distribuições: Arch Linux, Gentoo, Mageia, openSUSE, Fedora, Linux Mint, Debian, entre outras. Também, utiliza somente a biblioteca GTK+ 3 desde a versão 1.18. Não é um ambiente que se tenha muito o que falar, porém, utiliza o Caja, Gerenciador de arquivos baseado no Nautilus, Pluma, Editor de textos, baseado no Gedit, entre outros aplicativos bastante funcionais e de fácil manuseio.

Download Ubuntu Mate

E agora? Qual Ambiente Gráfico devo utilizar?

Desde Técnicos em TI até pessoas leigas em Softwares Livres, concordam que um dos ambientes gráficos mais intuitivos para se utilizar é o Cinnamon e o Gnome. Outrora, há opiniões controversas, porém, cada um utiliza o ambiente que mais lhe agrada. Entretanto, as duas mais utilizadas e “mais fácil” de usar são as duas citadas. Além dos ambientes serem intuitivos e simples, remetem uma linguagem usual mais fácil sendo possível instalar softwares das próprias comunidades das suas respectivas distribuições. Um bom exemplo disso é o recurso para instalação de softwares no linux, que utilizando o ubuntu como exemplo, pode ser instalado de duas formas sem utilizar o CLI (command Line Interface). As duas formas são:

  • Pacotes com extensão .deb;
  • Ubuntu Software Center.

A primeira opção seria como uma extensão .exe ou .msi do Rwindows, ele é capaz de instalar qualquer software com apenas um ou dois cliques. A outra alternativa se trata de uma “loja” de softwares, parecida com o Google Play, lá você procura o software desejado clica em instalar e aguarda o processo de instalação concluir e pode utilizar o programa, simples, leve, rápido, intuitivo, fácil, dinâmico, Linux.

Para quem quiser testar algumas dos Ambientes Gráficos acima citados, deixaremos abaixo o site do Debian para acessar e baixar:

Distros Debian

Sabemos que existem outros ambientes gráficos, citamos aqui os mais utilizados, mas se você conhece outros e deseja ver em outra publicação, comenta ai abaixo, compartilha nas redes sociais, me segue!!!

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