A Apple liberou o código fonte do El Capitan Darwin BSD,o sistema base dos seus sistemas operacionais. Há mais de uma década a Apple tem feito isso a cada lançamento dos OS X.
É interessante notar, como de uns tempos para cá, esses anúncios se tornaram mais pomposos e frequentes. Por que será?
A resposta está, no poder da colaboração. Da comunidade. Ter um código aberto e prover uma comunidade de desenvolvedores oportunidade de ver e experimentar o que há debaixo do capô de sistemas como os OS X, concedem a empresa a impressão de empresa do “bem”.
Sim, eu simplesmente acho que esses anúncios e políticas são voltados para o marketing da empresa. A Apple, sabe usar muito bem o marketing a seu favor. Nenhuma empresa sabe fazer isso melhor que ela. Haja vista a quantidade de Apple fans espalhados pelo mundo, como uma seita.
Mas o que um anúncio como esse significa para a comunidade mundial do software livre. Quase nada, de certo. Já que os sistemas e aplicativos da Apple são tão proprietários quanto os da Microsoft. Contudo, há um componente simbólico e político embutido nessa política da empresa: a percepção de que o software livre ganhou a batalha. De que não adianta se fechar em seu próprio castelo. Justamente, por que não há equipe desenvolvimento no mundo, mesmo sendo a mais bem paga ou a mais qualificada, que seja capaz de dar conta de desenvolver todos os features, apps, e sistemas que comporão qualquer sistema operacional. A capacidade de aglutinação e colaboração de uma comunidade é 10 ou 100 vezes mais eficiente que qualquer equipe de desenvolvimento. Essa que é a verdade. Por isso e não menos que isso, que a base de desenvolvimento dos OS X são todos baseados no FreeBSD. O trabalho de engenharia da Apple é somente baseado na interface e no gerenciamento de pacotes. O grosso quem faz é a poderosa comunidade do FreeBSD a custo quase zero e o restante está com o Darwin e seu kernel Mach. Por isso que FreeBSD e os Mac OS X são tão diferentes entre si.
E a prova dessa afirmação é a própria existência de sistemas como o Debian. O Debian é considerado o maior e melhor sistema do mundo. Com uma quantidade absurda de aplicativos, nativos ou portados e uma comunidade gigantesca em torno. Um sistema potente o suficiente para dar origem a outros tão grandes e potentes quanto, como o Ubuntu. Tudo isso sem nenhuma de linha código fechado, sem nenhum orçamento fechado, provisionado ou com alguma grande verba de publicidade e equipe paga. É algo assustadoramente formidável, não é mesmo? Jobs também achava isso, minha gente. Tanto que ele tentou várias vezes levar membros da comunidade do Debian para dentro da Apple e outrora tentara sem sucesso, contratar e convencer Torvalds a deixar/largar o desenvolvimento do Linux e se render aos bônus que a Apple pagariam a ele. Para nossa sorte o finlandês arretado não aceitou a oferta.

Colaborador: Leandro França de Mello

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Redação
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