Até 2025 serão desenvolvidos mais de 65% dos aplicativos com ferramenta de baixo código

O low-code deve fazer parte da maioria dos aplicativos do futuro

Jardeson Márcio
5 minutos de leitura

O low-code está ganhando espaço e, estima-se que nos próximos anos, as empresas farão cada vez mais uso dele. Até 2025, segundo estimativa da Gartner, serão desenvolvidas mais de 65% dos aplicativos com ferramenta de baixo código.

O uso do baixo código está crescendo cada vez, principalmente depois que teve um aumento da procura por esse tipo de sistema de 23% no ano passado, o que movimentou R$ 72,67 bilhões. Esse aumento expressivo, certamente fez com que empresários, CEOs, CTOs e outros profissionais se atentassem para essa tecnologia.

Além disso, como somente 0,5% da população do mundo tem conhecimento de programação, as plataformas de desenvolvimento de baixo código vêm se sobressaindo por representar uma possibilidade de inovação nos mais diversos segmentos.

Low-code: desenvolvendo aplicativos com baixo código

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Filipe Bento, CEO da BR24

Uma tecnologia pronta para criar sistemas simples ou complexos, desburocratizando e otimizando a rotina de empresas. O low-code opera por meio de funções de arrastar e soltar “objetos” para, além da construção de apps e sites, também games, interfaces de usuários, inteligência artificial, bem como processos de dados e lógica, tudo isso de forma rápida e visual, conforme explica Filipe Bento, CEO da BR24, representante oficial da plataforma Bitrix24, com mais de mil clientes em 66 países em sua carteira:

Trata-se de um modelo de trabalho que vem crescendo porque poupa tempo e custos da equipe de desenvolvimento, que consegue ter várias vantagens ao utilizá-lo na comparação com outras plataformas, como escalabilidade, soluções mais criativas e foco no cliente.

A pesquisa da Gartner também aponta que a produtividade é o principal motivo para as empresas adotarem o low-code (76%). Além disso, 67% querem reduzir o tempo para ganhar mercado, e 63% almejam automatizar processos.

Nesse sentido, para se ter ideia da potência low-code, uma projeção atual da BR24 mostra como uma de suas inovações – a Bitrix24, plataforma completa de gestão, CRM e marketing – agiliza o trabalho, independentemente do setor de atuação, em até 10 vezes ou mais, como vem acontecendo com a Zucchetti, uma das principais softwares houses italianas e que vem se destacando no mercado brasileiro. Presente em 12 países, a empresa, focada em ERP, atendendo desde pequenos lojistas a gigantes do mercado, contratou o Bitrix24 para automatizar o processo. E o resultado surpreendeu a todos:

A ideia era ter um sistema único onde conseguíssemos separar os produtos, programar atendimentos, aprimorar o relacionamento com os colaboradores e clientes, ter mais controle sobre as vendas, informações centralizadas e melhor gestão de tempo. Sem dúvida, foi a melhor escolha, a qual nos tem trazido melhores oportunidades em todos os sentidos.

Carolina Campos, gerente comercial da Zucchetti

Graças à possibilidade “all in one”, tendo como principal vantagem reunir vários recursos de otimização em um só app, a empresa teve a possibilidade de agregar o Bitrix24 aos sistemas que já trabalhava, como o RD Station, uma ferramenta para automação de marketing digital, e o PowerZap, criado pela Br24 e disponível no marketplace do Bitrix24, o que acarretou perfeita sintonia, nas palavras de Carolina.

Nesse sentido, para a perfeita integração dos sistemas, há ainda a plataforma Make, a qual permite ao usuário criar e automatizar visualmente fluxos de trabalho, sem depender de recursos do desenvolvedor. E é justamente o desejo por integrar sistemas aliado ao “arrastar e soltar objetos”, para automatizar fluxos de trabalho existentes ou criar processos, que tem feito com que a BR24 esteja registrando alta demanda na procura de suas soluções.

Outro fator que colabora para a alta procura se dá, segundo Filipe Bento, porque um programador terceirizado cobra, em média, R$ 300 a hora, porém como desenvolvimento é um serviço demorado, no fim das contas, o resultado é bem oneroso.

Além disso, há o fator pressa. Então, comparando os apps da BR24 a uma casa pré-fabricada, é a alternativa mais viável para quem precisa construir logo, para poder habitá-la, e com pouco dinheiro.

O low-code é o futuro do desenvolvimento dos aplicativos e veremos muito ainda falar sobre ele.

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Jardeson é Mestre em Tecnologia Agroalimentar e Licenciado em Ciências Agrária pela Universidade Federal da Paraíba. Entusiasta no mundo tecnológico, gosta de arquitetura e design gráfico. Economia, tecnologia e atualidade são focos de suas leituras diárias. Acredita que seu dia pode ser salvo por um vídeo engraçado.