Galaxy Wide Fold: Samsung e Honor disputam o futuro dos dobráveis de tela larga

Samsung e Honor apostam em telas dobráveis mais largas para redefinir o futuro dos smartphones premium em 2026.

Por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...
7 min

A indústria de smartphones dobráveis está prestes a entrar em uma nova fase. Depois de anos apostando em telas internas altas e estreitas, o mercado começa a migrar para um formato mais próximo de tablets compactos, com proporção 4:3. No centro dessa virada está o Galaxy Wide Fold, um modelo inédito que a Samsung prepara como resposta direta às limitações percebidas no design tradicional da linha Fold e, principalmente, como uma jogada estratégica para se antecipar ao aguardado iPhone Fold. Ao mesmo tempo, rumores indicam que a Honor não pretende ficar de fora dessa disputa e já desenvolve um dobrável de tela larga para competir globalmente. O resultado é um embate que pode redefinir o mercado de dobráveis 2026 e mudar a forma como consumidores enxergam esse tipo de dispositivo.

O que é o Galaxy Wide Fold e por que ele importa

O Galaxy Wide Fold surge como uma evolução conceitual dentro do portfólio de dobráveis da Samsung. Diferente dos modelos atuais da linha Z Fold, conhecidos por sua tela interna verticalizada e externa bastante estreita, a proposta do novo aparelho é adotar um painel mais largo, com proporção 4:3, aproximando a experiência de uso à de um tablet compacto, como um iPad Mini. Essa mudança não é apenas estética, ela responde a críticas recorrentes de usuários que veem o formato atual como pouco prático para leitura, navegação web, produtividade e consumo de mídia.

Na prática, um smartphone com tela larga oferece vantagens claras. Aplicativos ganham mais espaço horizontal, vídeos se adaptam melhor ao painel e a multitarefa se torna mais natural, especialmente no uso lado a lado de dois apps. Para a Samsung, o Galaxy Wide Fold representa uma tentativa de corrigir o principal “calcanhar de Aquiles” do design tradicional do Fold, sem abandonar o conceito premium que consagrou a linha.

Outro ponto importante é o posicionamento interno do produto. Tudo indica que o Galaxy Wide Fold não substituirá diretamente o Galaxy Z Fold 7, mas coexistirá com ele, atendendo a um público diferente, mais interessado em produtividade e experiência de tablet do que em portabilidade extrema. Essa estratégia permitiria à Samsung testar a aceitação do novo formato sem arriscar o legado da linha principal.

Imagem: GSMArena

Honor entra na disputa: O sucessor da linha Magic Vs

Enquanto a Samsung prepara sua resposta ao mercado, a Honor também se movimenta. Rumores vindos da Ásia indicam que a empresa trabalha em um sucessor da linha Magic Vs com foco em uma tela ainda mais larga, reforçando a tendência do formato “Wide”. Diferente de gerações anteriores, que eram vistas como alternativas regionais ou focadas no mercado chinês, o novo dobrável da Honor teria ambições globais, mirando diretamente os consumidores que consideram a Samsung como referência em dobráveis.

O diferencial competitivo da Honor costuma estar em dois pontos-chave: espessura reduzida e baterias mais generosas. Historicamente, marcas chinesas conseguem entregar dobráveis mais finos quando fechados e com maior capacidade de bateria, algo que pesa bastante na decisão de compra. Se esses atributos forem combinados a uma tela interna em proporção 4:3, o dobrável da Honor pode se tornar uma opção extremamente atraente frente ao Galaxy Wide Fold.

Além disso, a empresa tem investido pesado em otimização de software para telas grandes, um fator essencial para o sucesso de qualquer smartphone com tela larga. Caso consiga alinhar hardware competitivo, autonomia sólida e uma interface bem adaptada, a Honor pode elevar o nível da concorrência e forçar a Samsung a acelerar ainda mais sua inovação no segmento.

O fator Apple: O iPhone Fold como catalisador

Nenhuma análise sobre o futuro dos dobráveis estaria completa sem considerar a Apple. O iPhone Fold, embora ainda envolto em sigilo, é visto como o verdadeiro catalisador dessa mudança de design em toda a indústria. A expectativa é que a Apple não adote o formato alto e estreito popularizado pelos primeiros dobráveis Android, optando por uma tela interna mais próxima de um iPad mini, também com proporção 4:3.

Esse possível movimento da Apple tem impacto direto no planejamento de concorrentes. A Samsung, tradicional fornecedora de painéis para a empresa de Cupertino, conhece bem essa tendência e parece determinada a não ser pega de surpresa. O Galaxy Wide Fold surge justamente como uma forma de testar o mercado e estabelecer um padrão antes que o iPhone Fold chegue oficialmente às lojas.

Para marcas como a Honor, o efeito é semelhante. Antecipar-se ao design da Apple significa ganhar relevância, visibilidade e até credibilidade perante consumidores que aguardam a “validação” do formato por parte da Apple. Em outras palavras, o iPhone Fold não é apenas mais um concorrente, ele redefine expectativas e empurra todo o mercado para uma nova direção.

Conclusão: 2026 e o impacto dos dobráveis de formato largo

Tudo indica que 2026 marcará o auge dos dobráveis de formato largo. Com o Galaxy Wide Fold, a Samsung sinaliza uma mudança clara de estratégia, buscando corrigir limitações históricas e ampliar o apelo dos dobráveis para além do nicho entusiasta. A Honor, por sua vez, aparece como uma concorrente agressiva, disposta a explorar vantagens como design fino e bateria robusta para conquistar espaço fora da China. No horizonte, o iPhone Fold funciona como o grande ponto de inflexão, acelerando decisões e forçando toda a indústria a evoluir.

Para o consumidor, o cenário é positivo. Mais concorrência significa mais opções, formatos melhor adaptados ao uso real e, possivelmente, preços mais competitivos no médio prazo. O smartphone com tela larga deixa de ser uma curiosidade para se tornar uma proposta concreta, capaz de substituir tanto o celular tradicional quanto, em alguns casos, um tablet compacto. O mercado de dobráveis 2026 promete ser mais maduro, diversificado e alinhado às necessidades reais dos usuários.

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