Google Meet usa ultrassom para eliminar eco em reuniões presenciais

Google Meet passa a identificar automaticamente salas de reunião e ativa o Modo Acompanhante em celulares para eliminar eco e microfonia.

Por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...
7 min

Quem já participou de uma reunião presencial com pessoas conectadas remotamente conhece bem a cena. Alguém entra na chamada pelo celular, o áudio começa a ecoar, surge a microfonia e, em poucos segundos, a conversa vira um caos sonoro. Esse tipo de situação é mais comum do que parece e afeta diretamente a produtividade em ambientes corporativos.

Para resolver esse problema clássico, o Google anunciou uma atualização importante no Google Meet. A plataforma passou a ativar automaticamente o Modo Acompanhante em smartphones Android e iOS quando detecta que o usuário está em uma sala de reunião já conectada a uma chamada principal. A tecnologia por trás disso envolve detecção ultrassônica, um recurso inteligente que funciona de forma invisível para o usuário.

A novidade reforça o esforço do Google em aprimorar a experiência de reuniões híbridas, unindo software e hardware para eliminar fricções comuns do dia a dia corporativo. O resultado é menos interrupções, menos constrangimento e reuniões mais fluidas desde o primeiro minuto.

O que é o Modo Acompanhante e por que ele é tão importante

O Modo Acompanhante do Google Meet foi criado para permitir que participantes em uma mesma sala física usem seus próprios dispositivos sem interferir no áudio da reunião. Em vez de entrar como um participante completo, o dispositivo atua como uma extensão da experiência.

Nesse modo, o usuário pode acessar o chat, responder enquetes, levantar a mão virtualmente e acompanhar conteúdos compartilhados, tudo isso com microfone e alto-falantes desativados. Assim, o áudio da sala fica concentrado em um único equipamento, normalmente um notebook ou sistema de videoconferência dedicado.

Essa abordagem é essencial para evitar eco, atraso no som e microfonia, problemas que se tornam ainda mais frequentes em ambientes híbridos. Com a automação do Modo Acompanhante, o Google reduz a dependência de ações manuais e erros humanos durante o início das reuniões.

Como funciona a detecção por ultrassom no Google Meet

A grande inovação dessa atualização está na forma como o Google Meet identifica que um usuário está fisicamente presente em uma sala de reunião. Em vez de exigir pareamento manual ou confirmação do usuário, o sistema utiliza detecção ultrassônica.

Quando uma reunião está ativa em um dispositivo principal, como um notebook conectado à sala, o Meet emite sinais ultrassônicos imperceptíveis ao ouvido humano. Ao entrar na mesma reunião pelo smartphone, o microfone do aparelho reconhece esses sinais e entende automaticamente o contexto.

Tecnologia invisível, mas altamente eficiente

A detecção ultrassônica funciona como um identificador de proximidade. Assim que o sistema confirma que os dispositivos estão no mesmo ambiente físico, o Modo Acompanhante é ativado automaticamente no celular.

Todo o processo acontece em segundo plano, sem notificações confusas ou necessidade de configuração. Para o usuário, a experiência é simples, ele entra na reunião e já pode interagir sem o risco de causar problemas de áudio.

Essa automação representa um avanço significativo na usabilidade do Google Meet, especialmente para empresas que realizam várias reuniões presenciais ao longo do dia.

Disponibilidade e quem pode usar o novo recurso

O Google informou que a liberação do Modo Acompanhante automático está sendo feita de forma gradual. O prazo estimado é de até duas semanas para que o recurso esteja disponível globalmente em dispositivos Android e iOS compatíveis.

A funcionalidade está vinculada a contas do Google Workspace, incluindo planos corporativos e educacionais que já utilizam o Google Meet como ferramenta principal de comunicação. Não é necessário ativar nada manualmente, basta manter o aplicativo atualizado.

Essa estratégia deixa claro que o foco do recurso está em ambientes profissionais, onde reuniões híbridas fazem parte da rotina e qualquer ganho de eficiência tem impacto direto no trabalho das equipes.

Google Meet e a disputa por reuniões mais produtivas

A automação baseada em proximidade não é exclusiva do Google. Plataformas concorrentes, como o Zoom, já oferecem recursos semelhantes para melhorar a experiência em salas de reunião. No entanto, a abordagem do Google se destaca pela integração nativa e pela simplicidade.

Ao utilizar detecção ultrassônica diretamente no aplicativo, o Google Meet elimina etapas adicionais e reduz a curva de aprendizado. Tudo acontece de forma transparente, sem exigir novos hábitos do usuário.

Essa decisão fortalece o posicionamento do Meet como uma solução madura dentro do ecossistema do Google Workspace, focada em produtividade real e não apenas em recursos técnicos isolados.

Conclusão e o futuro das reuniões híbridas

A ativação automática do Modo Acompanhante mostra como ajustes inteligentes de experiência do usuário podem gerar ganhos significativos no cotidiano corporativo. Ao eliminar eco e microfonia logo na entrada da reunião, o Google reduz interrupções que, ao longo do tempo, custam minutos preciosos de trabalho.

Mais do que uma simples atualização, esse recurso aponta para um futuro em que as plataformas de reunião entendem o contexto físico do usuário e se adaptam automaticamente. Em um mundo cada vez mais híbrido, soluções assim deixam de ser conveniência e se tornam padrão esperado.

Agora queremos saber de você, já passou por alguma situação constrangedora causada por microfonia em reuniões? Conte nos comentários e diga se essa novidade do Google Meet resolve um problema real do seu dia a dia.

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