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Introdução ao Ambiente de Desenvolvimento com Vagrant – Parte 2

Conheça um pouco mais e desmistifique o Vagrant.

Neste segundo conteúdo daremos seguimento ao estudo sobre ambientes de Desenvolvimento com Vagrant. Caso ainda não tenha visto a primeira parte, click no link abaixo para seguirmos avançando.

Parte 1

Principais comandos do Vagrant

Antes de prosseguir com as primeiras configurações, é importante conhecer alguns dos principais comandos que nos auxiliarão no uso do Vagrant. São eles:

  • vagrant version – Testa a integridade da instalação no sistema operacional.
  • vagrant init – Inicia um projeto Vagrant no diretório atual.
  • vagrant status – Exibe o estado vigente da máquina virtual.
  • vagrant up –  Liga a máquina virtual.
  • vagrant ssh  Esse comando permite o acesso remoto a máquina virtual.
  • vagrant halt  Desliga a máquina.
  • vagrant destroy – Remove a máquina virtual por completo.
  • vagrant reload  Com o reload é possível atualizar a máquina após qualquer alteração feita no aquivo de configuração, expansão de memória por exemplo.

Configuração do Vagrant

Iniciaremos o processo de configuração criando uma pasta no local de nossa preferência, onde os arquivos da máquina virtual serão gerado. Como exemplo faremos:

mkdir Vagrant

Para criar a pasta e depois:

cd Vagrant
Para acessar o diretório criado. Se listarmos o conteúdo com o comando ls veremos que não a nada. Com isso o arquivo vagrantfile será criado logo após a execução do comando vagrant init visto anteriormente.
ls -lah
total 8,0K
drwxr-xr-x  2 sempreupdate sempreupdate 4,0K Out  5 22:10 .
drwxr-xr-x 71 sempreupdate sempreupdate 4,0K Out  5 22:10 ..

Com a execução do vagrant init iremos perceber a criação do arquivo Vagrantfile:

vagrant init
ls -lah
total 8,0K
drwxr-xr-x  2 sempreupdate sempreupdate 4,0K Out  5 22:10 .
drwxr-xr-x 71 sempreupdate sempreupdate 4,0K Out  5 22:10 ..
-rw-rw-r-- 1  sempreupdate sempreupdate 3,0K Out  5 22:30 Vagrantfile
O próximo passo é editar o arquivo gerado, para isso faremos o comando a seguir. Lembrando que você pode usar o editor de texto que achar mais conveniente.
sudo vim Vagrantfile

Vagrantfile

Agora, observe a figura 1. A linha de número 15 será a primeira a ser modificada, para isso vamos remover o comentário e adicionar o nome da máquina. Para conhecimento, o site da comunidade Vagrant trás uma grande quantidade de Boxes. Basta fazer uma busca específica e informar o nome no arquivo de configuração, no nosso modelo escolheremos a provider VirtualBox e o nome da máquina é ubuntu/xenial64 conforme mostra a linha 15.

Introdução ao ambiente de Desenvolvimento com Vagrant – Parte 2
Figura 01 – Arquivo de configuração Vagrantfile.

Na linha 26 estamos informando para o Vagrant que queremos um redirecionamento de portas, ou seja, tudo que chegar na porta 8080 da máquina real será enviado para a porta 80 da máquina virtual.

Para concluir faremos as últimas configurações no arquivo. A primeira removendo o comentário das linhas 52, 57 e 58, onde estaremos definindo a quantidade de memória que a máquina terá quando for criada.
Caso deseje que a máquina virtual se apresente com uma interface gráfica por meio do VirtualBox, descomente também a linha 54.
Introdução ao ambiente de Desenvolvimento com Vagrant2 – Parte 2
Figura 2 – Fim do arquivo de configuração.

Por ultimo temos o provisionamento, onde podemos definir comandos que serão realizados no processo de criação do máquina virtual. Nesse exemplo padrão, foi definido o comando para atualização de pacotes e a instalação do Apache2 em seguida, confira as linhas a partir da 66 até a 70 na figura 2.

Finalizando

Com tudo definido podemos salvar o arquivo e chamar o comando que dará ao Vagrant permissão para criar uma máquina conforme definimos. O processo de Download pode variar de acordo com a velocidade da sua conexão com a internet. Para isso faça:

vagrant up

No próximo post faremos os ajustes definitivos dando números finais ao nosso estudo sobre ambientes de desenvolvimento com virtuais.

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