iPhone dobrável pode ter bateria de 5.500 mAh e superar rivais

Apple aposta em eficiência e alta capacidade para redefinir a autonomia dos smartphones dobráveis.

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Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...
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O aguardado iPhone dobrável começa a ganhar contornos mais claros, e um dos pontos que mais chamam atenção nos rumores recentes é a possível autonomia acima da média. Em um segmento onde telas grandes costumam cobrar um preço alto em consumo de energia, a Apple pode estrear apostando justamente no que hoje ainda é um calcanhar de Aquiles dos dobráveis.

Segundo informações divulgadas pelo leaker Fixed Focus Digital, o primeiro modelo dobrável da Apple estaria sendo testado com uma bateria significativamente maior do que a dos principais concorrentes atuais. A expectativa é que esse avanço ajude a posicionar o dispositivo como uma alternativa mais madura para quem busca produtividade, consumo de mídia e uso prolongado ao longo do dia.

O fim do problema dos dobráveis? A bateria de 5.500 mAh

Os vazamentos apontam que a capacidade da bateria do iPhone dobrável ficaria entre 5.400 e 5.800 mAh, com 5.500 mAh sendo o valor mais citado nas fases internas de teste. Para um aparelho dobrável em formato de livro, esse número representa um avanço relevante frente ao padrão atual do mercado.

Dobráveis exigem mais energia por conta de telas maiores, painéis de alta taxa de atualização e cenários frequentes de multitarefa. Por isso, a autonomia sempre foi uma preocupação para usuários avançados e profissionais que dependem do smartphone durante longos períodos. Ao elevar a capacidade desde a primeira geração, a Apple parece tentar eliminar uma das principais objeções ao formato.

Mais importante do que o número em si é o contexto. Historicamente, a Apple não busca liderar apenas em capacidade nominal, mas sim em eficiência energética. Se essa bateria maior vier acompanhada das otimizações tradicionais do iOS, o impacto prático pode ser ainda mais expressivo no uso real.

Comparativo com a concorrência

Quando comparado aos rivais diretos, o cenário fica ainda mais interessante. O Galaxy Z Fold 7, de acordo com informações preliminares, deve manter uma bateria de 4.400 mAh, valor que já vem sendo utilizado há algumas gerações pela Samsung. Apesar das melhorias de software, a autonomia continua sendo um ponto de crítica recorrente.

No caso do Pixel 10 Pro Fold, a expectativa é de uma bateria de 5.015 mAh, um avanço importante em relação aos modelos anteriores do Google, mas ainda abaixo do patamar mencionado para o dobrável da Apple. Essa diferença pode parecer pequena no papel, mas tende a ser perceptível em tarefas como navegação prolongada, leitura, edição de documentos e streaming de vídeo.

Se confirmados, esses números colocariam o iPhone Fold com vantagem clara em autonomia dentro do segmento premium, algo raro em uma primeira geração de produto.

O segredo da Apple: Chip A20 e células de alta densidade

A capacidade maior não deve ser explicada apenas por espaço interno. Um dos pilares dessa estratégia seria o chip A20, que deve ser fabricado no processo de 2 nm da TSMC. Esse salto tecnológico promete ganhos importantes em eficiência energética, algo crucial para dispositivos dobráveis.

Processadores em 2 nm oferecem menor consumo por operação, melhor controle térmico e maior densidade de transistores. Em um aparelho com duas telas e múltiplos modos de uso, isso se traduz em consumo mais equilibrado e previsível, mesmo sob carga elevada.

Outro fator citado por analistas como Ming-Chi Kuo é o uso de baterias de silício-carbono, tecnologia que permite armazenar mais energia no mesmo volume físico. Essa combinação explicaria como a Apple pode alcançar uma bateria acima de 5.500 mAh sem comprometer espessura, peso ou design, algo essencial para a aceitação do produto.

O que mais esperar do iPhone Fold em 2026

Além da autonomia reforçada, o conjunto técnico do iPhone dobrável deve ser bastante ambicioso. Os rumores indicam uma tela interna de 7,8 polegadas, posicionando o dispositivo diretamente no mesmo patamar dos maiores dobráveis atuais.

O hardware incluiria o chip A20, o novo modem C2, focado em eficiência e estabilidade de conexão, e melhorias estruturais na dobradiça, uma área onde a Apple costuma ser extremamente conservadora. A expectativa é de um dispositivo mais robusto e com menor desgaste ao longo do tempo.

O lançamento estaria previsto para 2026, ocorrendo em paralelo à linha iPhone 18 Pro. Isso reforça a percepção de que o dobrável não será tratado como um experimento, mas como parte integrante da estratégia premium da empresa.

Conclusão: A Apple chegará tarde, mas para dominar?

A Apple não será pioneira no mercado de dobráveis, mas os indícios sugerem que ela pretende entrar quando conseguir entregar uma experiência mais completa. Uma bateria na faixa de 5.500 mAh, aliada a um processador em 2 nm e tecnologias de alta densidade, pode mudar a percepção sobre autonomia nesse formato.

Se a eficiência prometida se confirmar, o iPhone dobrável pode se tornar uma opção mais confiável para usuários que hoje evitam esse tipo de aparelho justamente pelo consumo elevado. Isso teria impacto direto na adoção do formato, especialmente entre profissionais e entusiastas mais exigentes.

Ainda é preciso cautela, vazamentos podem evoluir até o lançamento. Mesmo assim, o cenário atual aponta para um produto que chega mais tarde, mas com potencial real de redefinir expectativas no segmento de dobráveis.

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