iPhone Fold: Vazamento revela design radical, chip A20 Pro e bateria gigante

Apple abandona 15 anos de tradição e aposta em design radical, chip de 2nm e a maior bateria já vista em um iPhone para estrear no mercado de dobráveis.

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Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...
8 min
Imagem: PhoneArena

A Apple está finalmente pronta para entrar no mercado de dobráveis, mas não do jeito que esperávamos. Depois de anos de especulação, patentes e silêncio estratégico, novos vazamentos indicam que o iPhone Fold não será apenas mais um smartphone dobrável no mercado. Em vez disso, a Apple parece disposta a abandonar tradições de design consolidadas ao longo de 15 anos para priorizar uma engenharia interna inédita, focada em eficiência energética, autonomia e confiabilidade estrutural.

Os rumores mais recentes apontam para um dispositivo que quebra padrões históricos do iPhone, desde a posição dos botões físicos até a escolha dos sistemas de autenticação biométrica. Tudo isso para acomodar uma arquitetura interna pensada do zero, algo que ajuda a explicar por que a Apple demorou tanto para entrar nesse segmento.

Essas informações não surgem do nada. Elas vêm de fontes recorrentes e respeitadas da cadeia de suprimentos asiática, como o leaker Instant Digital e o analista Jeff Pu, conhecido por seu histórico de acertos relacionados aos planos de hardware da Apple. O cenário que se desenha é o de um dobrável extremamente ambicioso, tanto em design quanto em especificações técnicas.

Um design que prioriza a engenharia interna

O maior choque revelado pelo vazamento do iPhone Fold está na sua estrutura interna. Diferentemente de outros dobráveis do mercado, a Apple teria optado por concentrar a placa lógica principal em apenas um dos lados do dispositivo, especificamente no lado direito quando aberto.

Essa decisão elimina a necessidade de cabos flexíveis atravessando a área da dobra, um dos pontos mais críticos em termos de durabilidade e falhas em smartphones dobráveis. Ao reduzir a complexidade nessa região, a Apple pode aumentar a longevidade do painel interno e diminuir riscos de mau contato ao longo do tempo.

Esse arranjo interno também libera espaço físico no outro lado do aparelho, permitindo a inclusão de módulos de bateria significativamente maiores. É aqui que o design deixa de ser apenas estético e passa a servir diretamente à eficiência energética e à autonomia, dois pontos historicamente sensíveis em dispositivos dobráveis.

Imagem: PhoneArena

Botões de volume no topo: O retorno ao passado?

Outra mudança que chama atenção é a possível realocação dos botões de volume para a parte superior do dispositivo. Essa escolha remete diretamente ao iPad Mini, que já utiliza uma disposição semelhante devido a limitações internas e à necessidade de acomodar componentes maiores.

No contexto do iPhone Fold, essa alteração faz sentido do ponto de vista técnico, mas também levanta debates sobre ergonomia. Em modo aberto, o alcance aos botões pode se tornar mais intuitivo, especialmente para uso com as duas mãos. Já no modo fechado, usuários acostumados ao layout tradicional do iPhone precisarão de um período de adaptação.

Essa decisão reforça a ideia de que a Apple está disposta a sacrificar familiaridade em favor de soluções mais funcionais e sustentáveis a longo prazo.

O fim do Face ID no dobrável?

Talvez a mudança mais simbólica seja a ausência do Face ID. Segundo os vazamentos, o iPhone Fold deve adotar o Touch ID integrado ao botão de energia lateral, uma solução já conhecida em iPads recentes.

A remoção do Face ID não seria apenas uma escolha estética. Integrar sensores de reconhecimento facial avançados em um painel dobrável, fino e sem comprometer a área da tela interna, é um desafio técnico significativo. O Touch ID, por outro lado, ocupa menos espaço e se adapta melhor a diferentes orientações do aparelho.

Essa decisão pode dividir opiniões, mas também indica uma abordagem pragmática da Apple, priorizando confiabilidade e simplicidade em um produto de primeira geração.

Especificações de tirar o fôlego: O poder do chip de 2nm

Se o design externo já impressiona, o conjunto de hardware do iPhone Fold eleva ainda mais o nível. O dispositivo deve ser equipado com o A20 Pro, primeiro chip da Apple fabricado no processo de TSMC 2nm.

Essa litografia representa um salto significativo em eficiência energética e desempenho bruto. Em termos práticos, isso significa mais poder de processamento com menor consumo de energia, algo essencial em um smartphone dobrável com telas grandes e multitarefa avançada.

Os vazamentos também indicam a presença de 12 GB de RAM, uma quantidade inédita para iPhones, reforçando o foco em produtividade, uso profissional e multitarefa intensa. Esse conjunto deve permitir que o iPhone dobrável execute aplicativos pesados, jogos e fluxos de trabalho avançados sem comprometer a fluidez.

A tela interna, por sua vez, teria aproximadamente 7,8 polegadas, com tecnologia avançada para eliminar completamente o vinco visível no centro. Caso isso se confirme, a Apple pode estabelecer um novo padrão de qualidade visual no segmento de dobráveis.

A maior bateria já vista em um iPhone

Um dos pontos mais impressionantes do vazamento do iPhone Fold está na bateria. Graças à reorganização interna e ao uso de tecnologia de bateria de silício-carbono, o dispositivo pode alcançar capacidades entre 5.400 e 5.800 mAh.

Para efeito de comparação, isso coloca o dobrável da Apple em vantagem direta sobre concorrentes como o Galaxy Z Fold, que tradicionalmente sofre críticas pela autonomia limitada. A combinação de uma bateria maior com a eficiência do A20 Pro em TSMC 2nm pode resultar em um dos dobráveis com melhor duração de bateria do mercado.

Essa escolha reforça uma filosofia clara, a Apple não quer apenas competir em design ou desempenho, mas resolver um dos maiores problemas históricos dos dobráveis, a autonomia no uso real.

Preço e disponibilidade: O iPhone mais caro da história

Toda essa engenharia de ponta tem um custo, e ele não será baixo. As estimativas atuais apontam para um preço entre US$ 2.000 e US$ 2.500, tornando o iPhone Fold o iPhone mais caro já lançado.

A janela de lançamento mais citada pelos analistas é setembro de 2026, alinhada ao calendário tradicional da Apple. Isso sugere que o dobrável não será um experimento isolado, mas parte integrante da linha principal de produtos da empresa.

Esse posicionamento premium indica que o público-alvo inicial será composto por entusiastas, profissionais e usuários dispostos a pagar mais por inovação e exclusividade.

Conclusão e o futuro dos dobráveis da Apple

O vazamento do iPhone Fold deixa claro que a Apple não está interessada em ser apenas mais uma no mercado de dobráveis. A empresa prefere acertar, mesmo que isso signifique chegar depois.

Com um design que prioriza engenharia interna, um chip de 2nm, uma bateria sem precedentes e decisões pragmáticas como o retorno do Touch ID, a Apple parece determinada a redefinir o que esperamos de um smartphone dobrável.

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