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Notícias e tutoriais sobre Linux
Ambientes de desktop

Mir 26.10 abre temporada de caça aos protocolos Wayland

O compositor da Canonical abre temporada de sugestões para revolucionar a experiência Wayland no Ubuntu!

Logotipo da Canonical, representando a empresa por trás do Ubuntu e de projetos como o Mir e o Wayland

O projeto Mir iniciou o planejamento estratégico para o ciclo do Ubuntu 26.10, convocando a comunidade para definir os próximos passos técnicos do compositor. A pauta ignora burocracias e foca no que realmente importa para a sobrevivência do ecossistema: suporte a protocolos modernos de gerenciamento de janelas, menus globais e uma gestão de cores que finalmente faça o Linux competir de igual para igual com sistemas proprietários.

O contexto (Para quem não conhece)

O Mir é a fundação desenvolvida pela Canonical que permite a criação de compositores Wayland robustos. Ele deixou de ser apenas um “projeto do Ubuntu” para se tornar a base de novos ambientes gráficos, como o Miracle-WM e o Miriway, facilitando a vida de quem quer criar uma interface sem escrever milhares de linhas de código gráfico do zero.

O que isso significa na prática

  • Para o usuário final: Significa desktops mais integrados, com suporte a menus globais (estilo macOS/KDE) e a possibilidade de usar ferramentas de captura de tela mais eficientes sem as gambiarras atuais.
  • Para desenvolvedores/sysadmins: Uma fundação mais maleável que permite portar lógicas de gerenciamento de janelas (tiling ou stacking) de outros compositores sem precisar reinventar a roda.

Fim do engessamento visual

A comunidade exige a implementação do protocolo de Global Menu e, principalmente, do Color Management. A gestão de cores é o Santo Graal para profissionais de design e vídeo no Linux, e o Mir quer garantir que o suporte seja nativo e performático. Isso tira o compositor da zona de conforto de “apenas funcionar” para se tornar uma opção de alta fidelidade visual para sessões Wayland.

Gestão de janelas flexível

Um dos pontos de atrito na discussão envolve o River Window Management Protocol. Enquanto usuários pedem essa integração para facilitar a troca de gerenciadores de janelas, os mantenedores do Mir, como Alan Griffiths, defendem que a arquitetura atual já permite customizações profundas, citando os avanços apresentados na FOSDEM 2026. O foco agora é entender se o protocolo River está maduro o suficiente para uso cruzado ou se o Mir seguirá seu próprio caminho com o Miracle-WM.

Como participar

O desenvolvimento do Mir para o ciclo 26.10 está em fase aberta de coleta de requisitos. Desenvolvedores podem enviar sugestões e reportar necessidades técnicas diretamente no Discourse da comunidade Ubuntu. As implementações aprovadas devem começar a aparecer nas builds experimentais do Mir nas próximas semanas.

QUEM ESCREVE
Emanuel Negromonte

Sobre o autor

Emanuel Negromonte é Jornalista, Mestre em Tecnologia da Informação e atualmente cursa a segunda graduação em Engenharia de Software. Com 14 anos de experiência escrevendo sobre GNU/Linux, Software Livre e Código Aberto, dedica-se a descomplicar o universo tecnológico para entusiastas e profissionais. Seu foco é em notícias, tutoriais e análises aprofundadas, promovendo o conhecimento e a liberdade digital no Brasil.