Novo AirTag 2026: Apple aposta em melhorias invisíveis, mas decisivas

Novo AirTag 2026: mesmo visual, desempenho que você finalmente sente.

Por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...
7 min

Cinco anos depois do lançamento do primeiro AirTag, a Apple finalmente apresentou o Novo AirTag 2026, oficialmente a segunda geração do seu rastreador. À primeira vista, nada mudou, o design circular, minimalista e familiar continua exatamente o mesmo. Mas essa aparente falta de novidade é proposital. A Apple decidiu mexer apenas onde realmente importa, no interior. O resultado é um produto mais preciso, mais útil no dia a dia e significativamente mais difícil de ignorar quando se perde algo. O AirTag de 2ª geração não tenta reinventar a roda, ele a faz girar melhor.

Desde o início, o AirTag sempre foi vendido como um acessório simples, quase invisível, que só aparece quando você precisa. Em 2026, essa filosofia se mantém, mas com melhorias internas que transformam a experiência prática. O foco sai do “bonito no papel” e entra de vez na usabilidade real, algo que usuários antigos pediam em silêncio há anos.

O chip U2 e a revolução no alcance

A maior evolução do Novo AirTag 2026 está no novo chip U2 Apple, sucessor direto do U1 presente na primeira geração. Esse componente utiliza a tecnologia Ultra Wideband de 2ª geração, a mesma encontrada nos modelos mais recentes do iPhone 17, e entrega um ganho direto de aproximadamente 50% no alcance da Busca de Precisão.

Na prática, isso muda tudo. Se antes o AirTag exigia que o usuário estivesse relativamente próximo para receber instruções precisas de direção e distância, agora esse raio de ação é muito maior. Ambientes amplos, como estacionamentos, shoppings, aeroportos ou áreas externas, deixam de ser um desafio. A seta na tela aparece mais cedo, o feedback é mais estável e a localização acontece com menos tentativas frustradas.

O uso do Ultra Wideband (UWB) também melhora a confiabilidade. O sistema se torna menos suscetível a interferências e erros comuns em locais com muitos sinais sem fio. Para quem já passou minutos andando em círculos tentando achar uma mochila ou uma chave, essa melhoria invisível é exatamente o tipo de evolução que faz diferença no cotidiano.

Mais alto e mais inteligente: O novo alto-falante

Outra mudança importante no AirTag de 2ª geração está no som. O novo alto-falante é cerca de 50% mais alto do que o da geração original e conta com um novo padrão sonoro, mais agudo e facilmente identificável em ambientes barulhentos.

Esse detalhe pode parecer pequeno, mas tem impacto direto na usabilidade. Encontrar um objeto perdido embaixo de um sofá, dentro de uma mala ou em um ambiente externo agora é muito mais rápido. O som atravessa obstáculos com mais eficiência e reduz a dependência exclusiva da interface visual do iPhone.

Além disso, a Apple reforçou os recursos de privacidade. O novo alto-falante também atua como parte do sistema anti-stalking, emitindo alertas mais claros quando um rastreador da Apple desconhecido acompanha alguém por longos períodos. Isso atende a críticas antigas e reforça o posicionamento da empresa em segurança do usuário, um ponto sensível quando se fala em dispositivos de rastreamento.

Integração com Apple Watch e manutenção do design

Uma das novidades mais interessantes do Novo AirTag 2026 é a expansão da Busca de Precisão Apple Watch. A partir do Apple Watch Series 9, incluindo o Ultra 2 e modelos posteriores, o usuário passa a contar com busca direcional diretamente no relógio, sem precisar pegar o iPhone.

Isso transforma o AirTag em um acessório ainda mais integrado ao ecossistema. Quem usa o Apple Watch durante atividades ao ar livre, exercícios ou no dia a dia ganha mais autonomia e rapidez na localização de objetos. O relógio vibra, indica direção e distância, criando uma experiência fluida e coerente com a proposta do dispositivo.

No visual, a Apple tomou uma decisão estratégica. O design permanece idêntico. Isso garante compatibilidade total com acessórios existentes, incluindo chaveiros, suportes e até os modelos premium da Hermès. Outro acerto importante é a manutenção da bateria CR2032, facilmente encontrada no mercado e substituível pelo próprio usuário, sem custos extras ou dependência de assistência técnica.

Vale a pena o upgrade?

A pergunta inevitável surge. Vale trocar o AirTag original pelo Novo AirTag 2026? A resposta depende do perfil do usuário, mas o custo-benefício é difícil de ignorar. A Apple manteve o preço em US$ 29 (cerca de R$ 150,00), o mesmo da geração anterior, o que torna o upgrade mais atraente do que parece.

Para quem já usa AirTags com frequência, especialmente em ambientes grandes ou barulhentos, as melhorias no alcance da Busca de Precisão e no volume do alto-falante justificam a troca. Já para novos usuários, a segunda geração se apresenta como uma versão mais madura, corrigindo limitações práticas sem complicar a experiência.

No mercado de rastreadores, o impacto é claro. O AirTag de 2ª geração não tenta competir em preço ou funções extravagantes, ele reforça a liderança da Apple em integração de hardware, software e privacidade. Enquanto concorrentes apostam em design ou números inflados, a Apple aposta em precisão, confiabilidade e ecossistema.

O Novo AirTag 2026 é a prova de que evolução nem sempre precisa ser visível. Às vezes, basta funcionar melhor exatamente quando você mais precisa. E isso, para um rastreador, é tudo.

Você ainda usa os AirTags originais ou já está considerando o upgrade para a nova geração? Conte nos comentários.

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