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22/01/2020 às 13:00

4 min leitura

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Por Leonardo Santana

O Comando Cibernético dos EUA não estava preparado para lidar com a quantidade de dados que eles hackearam do Estado Islâmico

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Documentos obtidos através dos pedidos da FOIA (Lei da Liberdade de Informação) e divulgados revelam que, apesar de bem-sucedida, a campanha do US Cyber Command para invadir o Estado Islâmico (ISIS) enfrentou alguns problemas, como falta de espaço de armazenamento para armazenar a quantidade de dados roubada das contas do ISIS.

A quantidade de dados do Estado Islâmico

Os seis documentos com redação censurada publicados pelo National Security Archive na Universidade George Washington, em Washington, DC, revelam as conclusões de uma avaliação de 120 dias do Comando Cibernético dos EUA, realizada após a conclusão da Operação Glowing Symphony.

Realizada em novembro de 2016, a Operação Glowing Symphony foi uma operação cibernética ofensiva executada pela Joint Task Force Ares (JTF-Ares).

A principal tarefa da operação foi interromper os esforços de presença e propaganda on-line do ISIS. Ele fizeram isso invadindo ou sequestrando contas de mídia social on-line. Além disso, derrubaram sites e servidores usados pelo grupo terrorista para espalhar materiais de propaganda e recrutar novos membros.

De acordo com uma avaliação post-mortem de 120 dias da Operation Glowing Symphony, o US Cyber Command não previu a magnitude dos dados que acabariam extraídos da infraestrutura comprometida do ISIS.

Michael Martelle, analista do National Security Archive, disse:

A avaliação revela que um dos principais desafios para a exploração foi o armazenamento dos dados. Dessa forma, essa foi uma indicação do escopo da operação em relação à capacidade da USCYBERCOM na época.

Uma recomendação incluída na avaliação foi que o Grupo de Desenvolvimento de Capacidades (CDG) do US Cyber Command desenvolva novas soluções de armazenamento de dados para operações futuras.

O Comando Cibernético dos EUA não estava preparado para lidar com a quantidade de dados que eles hackearam do Estado Islâmico

Houve falta de espaço de armazenamento para guardar a quantidade de dados roubada das contas do ISIS.

Mas o armazenamento de dados foi apenas um dos problemas técnicos e burocráticos que a JTF-Ares enfrentou na época. Outras questões mencionadas na avaliação incluem desafios em coordenação com outros membros da coalizão e agências do governo dos EUA. Além disso, houve um processo longo e excessivamente complexo para examinar os suspeitos, o que dificultava o engajamento de metas sensíveis ao tempo.

Os seis documentos estão disponíveis no site do National Security Archive. A Operação Glowing Symphony foi detalhada em outras reportagens da NPR, ABC e Darknet Diaries.

Fonte: ZDNET

Profissional da área de manutenção e redes, astrônomo amador, eletrotécnico e apaixonado por TI desde o século passado.

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