Samsung previu o iPhone Fold em 2013? Galaxy Wide Fold e o futuro dos dobráveis

Samsung previu o futuro dos dobráveis em 2013, agora iPhone Fold e Galaxy Wide Fold confirmam a visão.

Por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...
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Em 2013, a Samsung apresentou na CES 2013 um vídeo que hoje é lembrado mais pelo constrangimento do que pela clareza. Na época, poucos imaginavam que aquele protótipo de celular dobrável, com suas linhas ousadas e formatos incomuns, seria, de fato, um vislumbre do futuro. Treze anos depois, enquanto a Apple finalmente se prepara para lançar o iPhone Fold, a Samsung retorna às suas raízes conceituais com o Galaxy Wide Fold. O cenário de 2026 mostra que os dobráveis não são mais experimentos; eles definem a nova maturidade do mercado de smartphones.

O fantasma da CES 2013: quando a Samsung desenhou o futuro

O conceito exibido pela Samsung CES 2013 parecia saído de um filme de ficção científica. Um dispositivo que se desdobrava para revelar múltiplas telas, alternando entre funções de smartphone e tablet, com proporções que agora soam familiares: a famosa proporção 4:3. Na época, a indústria olhou com ceticismo, considerando a ideia pouco prática, enquanto os smartphones com telas planas dominavam o mercado. Mas, olhando em retrospectiva, esse vídeo era uma verdadeira profecia — o design básico do futuro dos dobráveis estava ali.

Imagem: SamMobile

Proporção 4:3: o formato que a Apple (e agora a Samsung) escolheu

O curioso é que a escolha da proporção 4:3 não foi trivial. Para a Apple, a chegada do iPhone Fold com tela de aproximadamente 7.8 polegadas significa um retorno ao formato que favorece leitura, produtividade e conteúdo multimídia equilibrado. A Samsung, com seu Galaxy Wide Fold, segue a mesma lógica, deixando de lado o formato estreito do Z Fold original que, embora elegante, limitava a experiência de uso em apps e multitarefa. Esse alinhamento mostra que, após mais de uma década, o mercado converge para uma forma de tela que equilibra usabilidade e versatilidade.

Galaxy Wide Fold vs. iPhone Fold: a batalha pelo “formato ideal”

O Galaxy Wide Fold apresenta dimensões mais amplas e um aproveitamento de tela interno que transforma o dispositivo em um mini tablet. Comparado aos rumores do iPhone Fold, de 7.8 polegadas, fica claro que a disputa pelo “formato ideal” não é apenas sobre hardware, mas sobre como o software será otimizado. Enquanto a Samsung se orgulha de seguir seu próprio caminho tecnológico, a Apple tem a vantagem de ditar padrões de aplicativos, interface e integração com o ecossistema iOS, algo que pode fazer a diferença na percepção de produtividade e fluidez.

O modelo original do Galaxy Z Fold, com proporção mais estreita, aos poucos perde espaço. Usuários e desenvolvedores parecem preferir a tela mais quadrada, que facilita leitura, jogos e multitarefa. Nesse cenário, os dobráveis de 2026 não são apenas uma evolução estética; são uma resposta direta às necessidades práticas de quem quer mais do que um smartphone convencional.

O papel do Galaxy Z TriFold na nova hierarquia

Outro ponto crucial é o lançamento do Galaxy Z TriFold, marcado para 30 de janeiro. Com três dobras, ele eleva a Samsung a um novo patamar de experimentação, oferecendo ainda mais espaço e funcionalidade, sem perder a portabilidade. O TriFold posiciona a Samsung no topo da pirâmide tecnológica, mostrando que a empresa não apenas prevê tendências, mas também define novos padrões de design. É uma prova de que, embora a Apple siga o mesmo caminho, a Samsung mantém vantagem no quesito inovação de hardware.

Conclusão: visão de futuro ou convergência inevitável?

O que os entusiastas de tecnologia observam é que a Samsung CES 2013 não errou ao imaginar o futuro dos dobráveis. Ela apenas chegou cedo demais. Hoje, com o Galaxy Wide Fold, o Galaxy Z TriFold e o iminente iPhone Fold, vemos que a convergência para a proporção 4:3 não é coincidência, mas sim a escolha natural para maximizar a experiência de uso. A Apple pode ditar como o software vai explorar essas telas, mas a Samsung já deixou sua marca como visionária de hardware.

E você, leitor, prefere um dobrável que se transforma em um mini tablet (4:3) ou mantém o formato mais alongado de antes?

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