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Software livre pode ser vendido? Posso ganhar dinheiro com ele?

O termo free ainda confunde muita gente, mas será que este free é grátis? ou livre?

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A história do paulistano Robson Costa mostra que é possível acreditar em um grande futuro, por mais que as circunstâncias não sejam das mais favoráveis.

Liberdades fundamentais para o Software ser livre

Antes de adentrarmos em um caso de sucesso, confira as liberdades fundamentais, que caracterizam o software livre. O software só poderá ser chamado de Software Livre se ele atender as quatro liberdades, ou as quatro, ou ele não é software livre.

  • A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito;
  • A liberdade de estudar o programa, e adaptá-lo para as suas necessidades.
  • A liberdade de redistribuir cópias do programa de modo que você possa ajudar ao seu próximo;
  • A liberdade de modificar (aperfeiçoar) o programa e distribuir estas modificações, de modo que toda a comunidade se beneficie.

Critérios para o Open Source (Código aberto)

  • Livre redistribuição: sua licença não pode restringir ninguém, proibindo que se venda ou doe o software a terceiros;
  • Código-fonte: o programa precisa obrigatoriamente incluir código-fonte e permitir a distribuição tanto do código-fonte quanto do programa já compilado;
  • Obras derivadas: a licença deve permitir modificações e obras derivadas que possam ser redistribuídas dentro dos mesmos termos da licença original;
  • Integridade do código do autor: a licença pode proibir que se distribua o código-fonte original modificado desde que a licença permita a distribuição de patch files com a finalidade de modificar o programa em tempo de construção;
  • Não discriminação contra pessoas ou grupos: a licença não pode discriminar contra pessoas ou grupos;
  • Não discriminação contra áreas de utilização: a licença não pode restringir os usuários de fazer uso do programa em uma área específica;
  • Distribuição da licença: Os direitos associados ao programa através da licença são automaticamente repassados a todas as pessoas às quais o programa é redistribuído sem a necessidade de definição ou aceitação de uma nova licença;
  • Licença não pode ser específica a um produto: os direitos associados a um programa não dependem de qual distribuição em particular aquele programa está inserido. Se o programa é retirado de uma distribuição, os direitos garantidos por sua licença continuam valendo;
  • Licenças não podem restringir outro software: a licença não pode colocar restrições em relação a outros programas que sejam distribuídos junto com o software em questão; e
  • Licenças devem ser neutras em relação as tecnologias: nenhuma exigência da licença pode ser específica a uma determinada tecnologia ou estilo de interface.

Case de sucesso

Desde os 17 anos, quando começou a trabalhar, Costa atuou no mercado de telefonia. Só que começou bem de baixo. Ao escolher empreender, obteve sucesso. Aos 30 anos, ele comandou a Encanto Telecom, empresa que existe até hoje e que possui um alto faturamento.

Além disso, a empresa pretender ser até 2021 referência no mundo das telecomunicações. O primeiro emprego de Costa foi como vendedor de uma representante autorizada da Telefônica. Ele saía vendendo linhas telefônicas, planos de internet e outros produtos da empresa. Naquela época, descobriu que tinha talento para as vendas.

“Em três meses, saí da posição de vendedor e virei coordenador de uma equipe de 10 pessoas”, afirma.

Só houve um problema: seu empregador não estava pagando os salários direito.

No ano seguinte, 2003, foi para outra empresa, também representante da Telefônica. Lá, aos 18 anos, foi o responsável por negociar e fechar uma parceria com a Vivo. Com o contrato assinado, a empresa em que Costa trabalhava começou a vender produtos e serviços da operadora.

“O mercado de telefonia móvel começou a se popularizar naquela época e entendi que era importante que nós nos posicionássemos. O problema é que o trabalho aumentou e a gerência não aumentou o salário das pessoas. Com isso, fiquei sem clima e decidi pedir demissão.”

Depois disso, decidiu empreender. Em maio de 2004, pegou o dinheiro recebido na saída do antigo emprego e alugou uma salinha comercial no centro. Nascia ali a Livre Telecom. A intenção de Costa era vender planos telefônicos, combinando o que era oferecido por operadoras fixas e móveis para empreendedores.

No entanto, três meses depois, conheceu a tecnologia VoIP, que permite que ligações telefônicas sejam feitas pela internet e fiquem mais baratas. Ele percebeu o potencial desse nicho e decidiu transformar a venda de planos VoIP no foco da Livre.

Foi aí que, ironia do destino, Costa recorreu às vendas porta a porta. Começou a fechar acordos com lojistas da rua 25 de Março, conhecida em São Paulo pelo comércio popular que acomoda. Ajudado pelo boca a boca, foi aumentando sua carteira de clientes. Posteriormente, forneceu a tecnologia a empreendedores de outras regiões.

Seis anos depois, a Embratel lançava uma linha de telefone fixo compactada em um aparelho celular. O nome do produto? Livre.

“Muita gente começou a confundir nossa empresa com o serviço. Pelo tamanho da Embratel, entendi que não valia a pena manter o nome da empresa”, afirma Costa.

Segundo ele, ao pensar em um novo nome, decidiu usar o que sua empresa tinha de melhor: o atendimento ao cliente. “Queríamos proporcionar uma experiência encantadora a todos. Foi daí que veio o nome Encanto Telecom.”

Há mais ou menos quatro anos, quando as operadoras de telefonia começaram a diminuir suas tarifas, Costa entendeu que o foco na tecnologia VoIP poderia levá-lo ao fracasso. Por isso, direcionou a atenção da empresa às linhas de PABX, sistema de ramais internos usado comumente em empresas.

O diferencial da Encanto foi focar no PABX com Asterisk, software livre que inclui recursos como gravações e pesquisas de satisfação na rede de telefones. Mais recentemente, a Encanto entrou no setor de monitoramento de ambientes com câmeras.

Algum tempo depois, a empresa já tinha 28 funcionários, e mais 400 clientes. Tudo isso foi conquistado sem que Costa jamais tivesse terminado a faculdade.

A ausência de um diploma, entretanto, não indica que o paulista não valoriza os estudos.

“Minha grande escola foi a empresa e uma série de cursos que fiz para me aperfeiçoar”, afirma.

Além dos cursos, Costa considera que o cuidado em manter seus funcionários satisfeitos foi essencial para seu sucesso.

“Sem uma equipe engajada, eu com certeza não teria conquistado tudo isso. Tenho o cuidado de oferecer benefícios e treinamentos e manter a equipe engajada. Vale a pena investir nas pessoas.”

Este é só um exemplo de que sim, é possível ganhar dinheiro honesto com software livre, ou até mesmo open source(código aberto). Inclusive, como dizem por aí, o código é grátis, mas o serviço é pago. E assim, cada empresa implementa, dá suporte, auxilia em todo processo de tramitação.
E eis que vemos surgir novos horizontes e possibilidades. Cada empreendedor deve criar oportunidades e gerenciar da melhor maneira possível, com total transparência e claro, elaborando planos e traçando metas.

Written by Emanuel Negromonte

Fundador do SempreUPdate. Acredita no poder do trabalho colaborativo, no GNU/Linux, Software livre e código aberto. É possível tornar tudo mais simples quando trabalhamos juntos, e tudo mais difícil quando nos separamos.

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