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Software livre vocacionado à administração pública!

Não é de hoje que todos sabem que desenvolver qualquer coisa no setor público é um desafio a mais. Justamente porque, tudo é moroso, lento, burocrático e sofre N resistências pelo caminho, até sua implementação. Essa é visão clássica de qualquer profissional de TI, quando pensa no setor público.
Software livre vocacionado à administração pública!

Contudo, essa não é uma visão ou verdade consolidada. Há novos caminhos e o setor público tem sido nas últimas décadas, “early adopter” de tecnologias que só depois chegaram ao mercado. O conceito de webservices por exemplo: foi o governo que desempenhou o primeiro papel nesse segmento, quando lançou serviços da Receita Federal e nos bancos públicos como BB e CEF. A adoção do software livre é outro exemplo que devemos destacar.

O governo lançou a primeira grande software house,a Serpro; e adotou as principais linguagens de programação e ambientes como ferramenta de trabalho. Das quais podemos destacar: java, PHP, Joomla, Plone, Moodle e o Linux.
Todas essas tecnologias juntas e conjugadas criaram diversos serviços para o cidadão e ajudaram a criar cases de sucesso que influenciaram diversos mercados.
Mas voltando aos desafios de se criar software no setor público. No âmbito federal, como já falado nas linhas acima, há diversos cases de sucesso e um histórico rico de implementações e adoções de tecnologias. Tais como a adoção massiva do Linux nos terminais de atendimento do BB, da CEF e na base de desenvolvimento da Receita. A adoção dos formatos de arquivos abertos(ODT),com a suíte de escritório, o LibreOffice. Nas esferas estaduais e municipais, esse mesmo sucesso não se repetiu na mesma velocidade. Porém, a partir do início da década passada esse quadro começou a mudar com os diversos programas de fomento à modernização das prefeituras e adoção da internet como principal canal de comunicação com o cidadão. Nesse quesito, destacamos a influência de iniciativas do terceiro setor, como a Rede de Cidades Digitais.
O conceito de Cidades Criativas, serviu de força teórica para fortalecer as políticas públicas de fomento à informatização de diversas cidades pelo Brasil, a reboque da cybercultura,que se instalou rapidamente na nossa sociedade e que a partir dela passamos a cobrar mais transparência da administração pública,na mesma velocidade que temos acesso à informação,que nunca antes esteve tão acessível a todos. Culminando na atual cultura de se criar webservices que atendam o gestor público e que sirvam de ponte entre ele e os cidadãos.
Portanto, atualmente não é estranho, encontrarmos setores da administração municipal, que funcionam como verdadeiras software houses. Uma cultura, que só foi possível, a partir da popularização e adoção de ferramentas baseadas em software livre. Tendo o Linux e Java como os principais binômios desse fenômeno.
Como exemplo, dessa cultura de se desenvolver os próprios softwares a partir dessa cultura do software livre, podemos destacar a prefeitura de Duque de Caxias/RJ. A Secretaria Municipal de Educação, tem como meta desenvolver e/ou adaptar todos os sistemas que sirvam de apoio à administração da secretaria. Uma posição audaciosa, que vem de encontro à cultura implantada em nível federal e pelas comunidades que mantém os diversos softwares no Portal do Software Livre do governo federal. A SME está dando vários passos à frente. Podemos destacar uma das suas iniciativas: a criação de sua própria distro Linux(Lineduc)que roda em todos os computadores da própria secretaria e nas diversas escolas que compõem sua rede de 175 escolas.
Naturalmente, que há um tempo para maturação dessa cultura de empreender o próprio software, mas temos visto que exemplos como da SME de Duque de Caxias, pode servir de farol para diversas outras administrações.

Colaborador: Leandro França de Mello

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