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Cibersegurança

Vulnerabilidades em protocolos de tunelamento afetam 4,2 milhões de hosts

Imagem de um hacker digitando em um laptop com uma caveira representando uma ameaça cibernética exibida na tela, simbolizando uma falha de segurança e ataque cibernético.

Uma pesquisa recente identificou vulnerabilidades significativas em protocolos de tunelamento que podem permitir que invasores conduzam ataques a uma grande quantidade de dispositivos conectados à internet. De acordo com o estudo realizado pela Top10VPN em parceria com o professor Mathy Vanhoef da KU Leuven, mais de 4,2 milhões de hosts, incluindo servidores VPN, roteadores domésticos, roteadores de internet core e nós de redes de entrega de conteúdo (CDNs), estão suscetíveis a tais ameaças. Países como China, França, Japão, Estados Unidos e Brasil estão entre os mais afetados.

Falhas nos protocolos de tunelamento

Os protocolos de tunelamento como IP6IP6, GRE6, 4in6 e 6in4, usados principalmente para conectar redes desconectadas, não possuem mecanismos adequados de segurança, como autenticação e criptografia. Isso os torna alvos fáceis para invasores, que podem explorar essas falhas para realizar uma série de ataques, como o envio de tráfego malicioso e a criação de proxies unidirecionais.

Vulnerabilidades tunelamento
Vulnerabilidades em protocolos de tunelamento afetam 4,2 milhões de hosts 3

Tipos de ataques possíveis

A exploração dessas vulnerabilidades pode permitir ataques anônimos e até a execução de negação de serviço (DoS), como explicou o CERT Coordination Center (CERT/CC). Em um cenário de ataque, um invasor pode enviar pacotes maliciosos com cabeçalhos falsificados, fazendo com que o dispositivo vulnerável os repasse para outros alvos sem a devida verificação, já que o endereço de origem parece legítimo.

Além disso, esses ataques podem ser usados para criar ataques de negação de serviço (DoS) que congestionam a rede, prejudicando a performance e até a disponibilidade dos sistemas afetados.

CVEs identificados

Foram atribuídos diversos identificadores de CVE (Common Vulnerabilities and Exposures) a essas falhas, como:

  • CVE-2024-7595 (relacionado a GRE e GRE6)
  • CVE-2024-7596 (encapsulamento UDP genérico)
  • CVE-2025-23018 (IPv4 sobre IPv6 e IPv6 sobre IPv6)
  • CVE-2025-23019 (IPv6 sobre IPv4)

Essas falhas permitem que um atacante envie pacotes encapsulados, com o cabeçalho de origem alterado, para mascarar sua identidade e comprometer a rede do alvo.

Recomendação de defesa

Para mitigar esses riscos, especialistas sugerem a implementação de soluções como IPSec ou WireGuard, que oferecem autenticação e criptografia adequadas, e a filtragem rigorosa de pacotes de tunelamento para garantir que apenas fontes confiáveis sejam aceitas. Além disso, é aconselhável utilizar técnicas de Deep Packet Inspection (DPI) e bloquear pacotes não criptografados nos roteadores e middleboxes.

Impacto potencial

As vítimas de ataques que exploram essas vulnerabilidades podem enfrentar uma série de consequências, incluindo congestionamento de rede, interrupção de serviços e sobrecarga de dispositivos de rede. Além disso, esses ataques abrem portas para exploração adicional, como ataques man-in-the-middle, onde dados podem ser interceptados e manipulados.

QUEM ESCREVE
Jardeson Márcio

Sobre o autor

Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista em Android, Apple, Cibersegurança e diversos outros temas do universo tecnológico. Seu foco é trazer análises aprofundadas, notícias e guias práticos sobre segurança digital, mobilidade, sistemas operacionais e as últimas inovações que moldam o cenário da tecnologia.