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WikiLeaks libera novos documentos após prisão de Assange

O líder da organização foi detido na Inglaterra após ser expulso da embaixada do Equador. Parte do material já havia sido exposto.

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GettyImages

O ciberativista, jornalista, escritor e criador do WikiLeaks, Julian Assange, foi preso na manhã de quinta-feira (11/04), em Londres, Inglaterra. A prisão ocorreu após ele passar 7 anos sob proteção da embaixada do Equador. Porém, havia um pedido de prisão contra ele, que deve ser extraditado para os Estados Unidos. Isso porque o governo equatoriano negou asilo a ele.

Lenín Moreno, presidente do Equador, postou uma declaração em seu Twitter oficial com a seguinte mensagem:

 

O Equador decidiu deliberadamente retirar o asilo diplomático de Julian Assange por ele ter violado reiteradamente as convenções internacionais e protocolos de convivência.

Reação do Wikileaks

Com a prisão de Assange, o WikiLeaks divulgou mais itens de lista de arquivos com conteúdo sensível. São milhares de dados sigilosos de governos de inúmeros países, incluindo Estados Unidos e Brasil.

A liberação dos documentos foi um pedido do próprio Assange. Dentre os diversos arquivos listados, estão assuntos ligados à política.

O material pode ser acessado clicando aqui.

Os documentos possuem informações sigilosas sobre o governo dos Estados Unidos, o que provocou a ira norte-americana e o pedido de extradição do fundador do WikiLeaks. Lá ele é investigado pelo vazamento de documentos.

Sobre Julian Assange

O australiano Assange fundou o WikiLeaks em 2006. Porém, ainda na década de 1990, ele já havia sido condenado por atividades como hacker.

Ele se declarou culpado, foi multado em milhares de dólares e escapou da prisão ao se comprometer a não repetir os atos.

Depois desse caso, ele estudou Física e Matemática na Universidade de Melbourne, e trabalhou com uma acadêmica, Suelette Dreyfus, que pesquisava a internet e seus efeitos na sociedade.

A plataforma ficou conhecida em 2010. Naquela data, divulgou um vídeo que exibia soldados norte-americanos executando 18 civis de um helicóptero no Iraque.

O WikiLeaks usa sistemas de criptografia para dificultar a identificação das fontes que enviam materiais.

Contra Assange pesava uma acusação de estupro que foi arquivada pela Justiça da Suécia. O asilo na embaixada se deu em 2012 por causa da ameaça de extradição. A prisão dele na Inglaterra é justificada por faltas a audiências e por ele não ter cumprido determinações da Justiça.

WikiLeaks

Assange criou o WikiLeakspara divulgar documentos secretos. Além da divulgação de material que mostrava a atuação de tropas dos EUA no Iraque e no Afeganistão, mostrava também a comunicação entre diplomatas.

Os vídeos mostraram assassinatos de civis, entre eles jornalistas. Sem falar nos abusos cometidos por autoridades dos EUA e outros países. Identidades dos executores foram reveladas, o que foi considerado perigoso por oficiais norte-americanos.

Por conta da divulgação desses arquivos, um soldado do exército dos EUA, Bradley Manning foi condenado à prisão. Depois, Manning mudou de gênero e nome, passando a ser conhecida como Chelsea Manning. Ela cumpriu sete anos de prisão, até que o presidente Barack Obama trocasse a pena.

O WikiLeaks voltou ao noticiário em 2016, quando publicou milhares de e-mails do comitê do Partido Democrata.

A prisão

Logo após a prisão, Julian Assange foi levado a uma corte de Westminster. Imediatamente, foi julgado e considerado culpado por violar as condições de sua libertação provisória. Ele pode ficar até um ano preso por esse decisão.

Depois da prisão, foi divulgado que ele é acusado nos EUA de conspiração para acessar ilegalmente dados de um computador, o que levou a divulgação de documentos secretos em 2010.

Não há, por enquanto, acusação de espionagem. Segundo o jornal New York Times, esta pode ser uma forma de não se discutir temas ligados à liberdade de imprensa.

A Justiça inglesa ainda vai determinar se ele será ou não extraditado para os EUA. A pena prevista para o crime do qual Assange é acusado é de, no máximo, cinco anos.

Escrito por Claylson

Jornalista com pós graduações em Economia, Jornalismo Digital e Radiodifusão.

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