Xiaomi 18 Ultra é cancelado por preço elevado

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

Xiaomi 18 Ultra teria sido cancelado por custos elevados, apesar de câmeras e tecnologias impressionantes.

O Xiaomi 18 Ultra pode ter sido um dos smartphones mais ambiciosos já planejados pela fabricante chinesa, mas aparentemente nunca chegará às lojas. Um novo vazamento atribuído ao conhecido informante Digital Chat Station (DCS) revela que o projeto teria sido cancelado internamente após a Xiaomi concluir que seu preço seria alto demais para garantir vendas suficientes.

O mais curioso é que o aparelho não teria sido simplesmente mais um celular premium. As especificações planejadas apontam para três câmeras de 200 MP, sensores com tecnologia LOFIC, zoom óptico contínuo, lente externa magnética e uma tela plana com bordas de aproximadamente 1 mm. Em outras palavras, a Xiaomi estaria preparando uma verdadeira vitrine tecnológica para sua linha Ultra.

O problema teria sido justamente transformar toda essa tecnologia em um produto comercialmente viável. A configuração de 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento teria chegado a 9.999 yuans, cerca de US$ 1.490, segundo o vazamento.

O Xiaomi 18 Ultra seria um monstro das câmeras

O maior destaque do projeto seria o sistema fotográfico. Diferentemente dos smartphones que normalmente combinam um sensor principal de alta resolução com câmeras secundárias de menor resolução, o Xiaomi 18 Ultra teria adotado uma abordagem muito mais agressiva.

O aparelho seria equipado com três sensores de 200 MP:

  • câmera principal de 200 MP, com sensor de 1/1,12 polegada e tecnologia LOFIC;
  • câmera ultrawide de 200 MP, com sensor de 1/1,56 polegada;
  • câmera periscópica de 200 MP, com sensor de 1/1,28 polegada, LOFIC e zoom óptico contínuo.

O conjunto ainda incluiria uma lente multiespectral e uma lente externa com conexão magnética, ampliando as possibilidades fotográficas do aparelho.

Essa configuração mostra que a Xiaomi não estaria simplesmente perseguindo números maiores de megapixels. A intenção seria construir um sistema capaz de entregar alta resolução em diferentes distâncias focais, mantendo maior consistência entre as câmeras.

A estratégia também faz sentido diante do movimento atual da empresa. Os Xiaomi 18 Pro e 18 Pro Max já adotaram sensores de 200 MP na câmera principal e na teleobjetiva, enquanto a linha anterior utilizava sensores de 50 MP nesses componentes.

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Xiaomi 18 Ultra teria tela plana e hardware de alto desempenho

Na parte frontal, o projeto também seria bastante sofisticado. O Xiaomi 18 Ultra teria uma tela plana com bordas de aproximadamente 1 mm nos quatro lados, criando uma aparência praticamente sem molduras.

O objetivo seria combinar a estética de uma tela totalmente plana com uma área frontal extremamente aproveitada, algo que poderia diferenciar o aparelho dos tradicionais displays curvos encontrados em alguns flagships.

Para processamento, o vazamento menciona apenas um chipset topo de linha capaz de ultrapassar 5 milhões de pontos em um benchmark. O modelo exato e a plataforma utilizada não foram especificados pelo informante, portanto qualquer associação com um chip específico deve ser tratada como especulação.

O conjunto de hardware também incluiria 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, além de um motor de vibração 0916 e dois alto-falantes simétricos.

Sensores LOFIC e zoom contínuo seriam os grandes diferenciais

Entre todas as tecnologias planejadas, talvez a mais interessante seja o LOFIC, sigla para Lateral Overflow Integration Capacitor. Essa arquitetura permite armazenar carga excedente dentro do próprio pixel, ajudando o sensor a lidar melhor com regiões muito iluminadas e ampliando o alcance dinâmico.

No Xiaomi 18 Ultra, a tecnologia seria aplicada tanto à câmera principal quanto à teleobjetiva periscópica. Isso seria especialmente interessante para fotografia em cenas com forte contraste, nas quais áreas muito claras podem facilmente perder detalhes.

A teleobjetiva também teria zoom óptico contínuo. Em vez de trabalhar apenas com determinadas ampliações ópticas fixas, o mecanismo poderia variar a distância focal de maneira progressiva.

Essa solução é tecnicamente mais complexa do que simplesmente alternar entre duas câmeras. Ela exige componentes ópticos e mecânicos capazes de movimentar elementos internos mantendo foco e qualidade de imagem. Por isso, o projeto representaria um desafio considerável de engenharia.

Xiaomi 18 Ultra teria sido vítima do preço alto demais

Toda essa tecnologia teria um custo. E, segundo o vazamento, esse custo acabou sendo determinante para o cancelamento.

A versão com 12 GB de RAM e 256 GB teria um preço estimado de 9.999 yuans, aproximadamente US$ 1.490. O próprio DCS teria questionado se consumidores estariam dispostos a pagar esse valor e indicado que o projeto acabou sendo cancelado porque a Xiaomi considerava o preço elevado demais para gerar vendas suficientes.

Esse ponto é importante porque o problema não estaria necessariamente na capacidade de fabricar o smartphone. A questão seria se existiria mercado suficiente para justificar o investimento.

Um aparelho com três sensores de 200 MP, componentes ópticos complexos, sensores LOFIC, mecanismo de zoom contínuo e construção avançada teria uma lista de materiais muito mais cara. Além disso, relatos anteriores já relacionavam a ausência do Ultra ao aumento dos custos de memória e à necessidade de controlar o preço dos novos flagships.

O posicionamento também seria complicado. Um preço próximo de US$ 1.500 colocaria o smartphone diretamente em uma faixa dominada por aparelhos premium extremamente consolidados, além de aproximá-lo de alguns modelos dobráveis.

Para a Xiaomi, isso representa um dilema estratégico. A marca construiu sua reputação justamente oferecendo hardware avançado por preços competitivos. Um Ultra próximo dos US$ 1.500 poderia colocar essa proposta em xeque.

O Xiaomi 18 Pro Max assume o topo da linha

Com o cancelamento do Xiaomi 18 Ultra, o destaque da geração passa para o Xiaomi 18 Pro Max. A própria Xiaomi apresentou os modelos 18 Pro e 18 Pro Max com sistemas de câmeras atualizados e confirmou que a série Pro terá lançamento global.

O Pro Max não é exatamente um substituto direto para tudo o que estava planejado no Ultra, mas representa uma mudança importante na estratégia da empresa. Ele já utiliza uma câmera principal de 200 MP com sensor LOFIC de 1/1,28 polegada e uma teleobjetiva periscópica de 200 MP, enquanto mantém uma ultrawide de 50 MP.

Isso sugere que parte da pesquisa desenvolvida para o Ultra pode encontrar espaço em produtos mais viáveis comercialmente.

O cancelamento, portanto, não significa necessariamente o abandono das tecnologias. Sensores LOFIC, sistemas ópticos mais sofisticados e telas com bordas extremamente finas podem continuar evoluindo e aparecer em futuros flagships da Xiaomi.

Também não há indicação de que a empresa esteja abandonando definitivamente a marca Ultra. Relatos anteriores apontam para a possibilidade de um futuro Xiaomi 19 Ultra, especialmente quando os custos dos componentes estiverem mais favoráveis.

No fim, o Xiaomi 18 Ultra deixa uma situação curiosa: pode ter sido tecnicamente impressionante demais para ser comercialmente viável. A configuração de três câmeras de 200 MP, zoom óptico contínuo e sensores LOFIC certamente despertaria interesse entre entusiastas, mas transformar esse conjunto em um smartphone capaz de vender em grande escala seria outra história.

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Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista em Android, Apple, Cibersegurança e diversos outros temas do universo tecnológico. Seu foco é trazer análises aprofundadas, notícias e guias práticos sobre segurança digital, mobilidade, sistemas operacionais e as últimas inovações que moldam o cenário da tecnologia.