YouTube bloqueia reprodução em segundo plano em Brave, Vivaldi e Samsung Internet

YouTube bloqueia reprodução em segundo plano em navegadores alternativos

Por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...
5 min

Com o crescimento do consumo de conteúdo em dispositivos móveis, muitos usuários buscam alternativas para ouvir YouTube com a tela desligada sem precisar assinar o YouTube Premium. Navegadores alternativos como Brave, Vivaldi e Samsung Internet têm sido soluções populares para contornar essa limitação do app oficial. No entanto, recentes relatos apontam falhas na reprodução em segundo plano nesses navegadores, frustrando quem dependia desse recurso para ouvir música, podcasts ou vídeos enquanto realizava outras tarefas no celular.

O fim da reprodução em segundo plano gratuita?

Usuários de Brave, Vivaldi e Samsung Internet têm relatado que a reprodução em segundo plano no YouTube parou de funcionar nos últimos dias. Ao tentar continuar o áudio com a tela desligada ou alternando de aplicativo, surge o erro “MediaOngoingActivity”, interrompendo o conteúdo. Esse bloqueio não afeta apenas a experiência de quem consome vídeos de forma casual, mas também aqueles que usam os navegadores para aumentar produtividade ou economizar bateria enquanto ouvem conteúdo do YouTube.

O impacto é mais sentido nos navegadores móveis alternativos, justamente por sua popularidade entre usuários que valorizam privacidade, uso de bloqueadores de anúncios e recursos avançados não disponíveis no app oficial. Com isso, a funcionalidade que antes permitia ouvir YouTube com a tela desligada sem pagar pelo serviço passa a depender do YouTube Premium, fortalecendo o modelo pago da plataforma.

A estratégia do Google e o YouTube Premium

Essa ação faz parte de uma estratégia recorrente do Google para incentivar a assinatura do YouTube Premium. No passado, a empresa já bloqueou funcionalidades de adblockers, controles de reprodução e até downloads alternativos. A lógica é clara: limitar recursos gratuitos em aplicativos ou navegadores terceiros para empurrar o usuário ao serviço pago.

Ao afetar a reprodução em segundo plano no YouTube, o Google fortalece a percepção de que apenas a versão oficial, com assinatura, oferece a experiência completa. Isso gera discussão sobre práticas monopolistas e o controle das Big Techs sobre como o conteúdo pode ser consumido, especialmente em plataformas móveis.

Como isso afeta os navegadores baseados em Chromium

Tecnicamente, navegadores como Brave e Vivaldi usam motores baseados em Chromium, o mesmo do Google Chrome. Apesar de compatíveis com o ecossistema, o YouTube consegue identificar o navegador através de sinais como User Agent e outros parâmetros de requisição. Quando detecta que o acesso não é pelo app oficial ou navegador autorizado, ele bloqueia a reprodução em segundo plano, garantindo que a funcionalidade seja exclusiva para usuários do YouTube Premium ou do Chrome.

Essa detecção não exige mudanças no motor do navegador, apenas ajustes no código do YouTube Web. Isso significa que mesmo navegadores alternativos bem otimizados não conseguem contornar facilmente o bloqueio sem que haja intervenção dos desenvolvedores ou mudanças por parte do Google.

O que o usuário pode fazer agora

Por enquanto, as opções do usuário são limitadas. Atualizar os navegadores para a versão mais recente pode ajudar em casos de ajustes técnicos, mas não há garantia de que o bloqueio será removido. Alguns usuários tentam modificar o User Agent para simular o Chrome, mas essa é uma solução temporária e que pode ser revertida a qualquer momento.

A principal recomendação é acompanhar anúncios oficiais do Google e dos navegadores afetados. A comunidade de Brave, Vivaldi e Samsung Internet deve discutir alternativas, mas é importante ter em mente que o controle sobre a reprodução em segundo plano no YouTube ainda está nas mãos da plataforma.

Conclusão e o futuro da web móvel

O bloqueio da reprodução em segundo plano evidencia a crescente centralização do consumo de conteúdo em plataformas controladas pelas Big Techs. Para usuários de navegadores alternativos, isso significa menos liberdade e necessidade de repensar a escolha de aplicativos e navegadores móveis. Apesar do impacto negativo, a situação também reforça a importância de conhecer as ferramentas de privacidade e produtividade disponíveis.

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