YouTube muda a busca em 2026 e remove visualizações para priorizar popularidade

Menos números, mais algoritmo: o YouTube muda a busca em 2026 e redefine como vídeos são encontrados.

Por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

O YouTube iniciou 2026 promovendo uma das mudanças mais profundas já vistas em sua interface de busca. Em nome de uma experiência mais limpa e orientada por relevância, a plataforma removeu filtros clássicos, ocultou a contagem pública de visualizações e passou a destacar um novo critério chamado Popularidade. Ao mesmo tempo, introduziu um botão específico para remover Shorts dos resultados, algo aguardado há anos por usuários que buscam conteúdo técnico e aprofundado.

Essas alterações redefinem a forma como as pessoas interagem com a busca do YouTube em 2026, especialmente quem utiliza a plataforma como ferramenta de aprendizado, pesquisa ou trabalho. Para criadores de conteúdo e usuários que prezam por controle da interface, o impacto vai muito além da estética.

O fim da contagem de visualizações: Entra a popularidade

Uma das decisões mais controversas do YouTube em 2026 foi remover a exibição direta da contagem de visualizações nos resultados de busca. No lugar desse número, que por anos serviu como referência rápida de relevância, o algoritmo passou a ordenar vídeos com base em Popularidade, um conceito deliberadamente mais amplo e menos explícito.

Na prática, Popularidade está diretamente ligada a métricas internas como Tempo de Exibição e Retenção de Público. Isso significa que o algoritmo passou a valorizar quanto tempo os usuários permanecem assistindo a um vídeo e se eles chegam até o final do conteúdo, reduzindo a importância de cliques isolados.

Do ponto de vista técnico, essa mudança não é surpresa. O Watch Time já vinha sendo apontado como um dos principais fatores de ranqueamento há anos. O problema surge quando o usuário perde um indicador simples e transparente. Sem a contagem de visualizações visível, torna-se mais difícil diferenciar conteúdos consolidados de vídeos novos ou pouco testados.

Para criadores, o recado é claro, vídeos que não entregam valor consistente tendem a desaparecer da busca. Para o usuário, no entanto, a sensação é de dependência total do algoritmo, já que o critério de Popularidade não é explicado de forma objetiva.

Imagem: Gizchina

Adeus, Shorts: Como filtrar vídeos curtos da sua busca

Nem todas as mudanças foram negativas. Um dos recursos mais celebrados na busca do YouTube em 2026 é o novo botão que permite remover Shorts dos resultados de pesquisa. Essa função atende a uma reclamação antiga de quem busca tutoriais longos, análises técnicas ou conteúdos educacionais.

O funcionamento é simples. Após realizar uma pesquisa, o usuário pode desativar o filtro Shorts, fazendo com que todos os vídeos curtos e verticais desapareçam imediatamente da lista. Não é necessário acessar menus avançados nem instalar extensões de terceiros.

Para usuários de Linux, desenvolvedores e entusiastas de tecnologia, essa opção representa um ganho real de eficiência. Conteúdos curtos raramente oferecem profundidade técnica suficiente, e sua presença excessiva tornava a busca poluída e pouco funcional.

Embora o filtro atue apenas nos resultados de pesquisa e não afete recomendações gerais, ele marca uma rara concessão do YouTube ao controle manual da interface, algo cada vez mais escasso na plataforma.

Menos controle para o usuário? O fim do filtro de “Última hora”

Se o controle sobre Shorts avançou, o mesmo não pode ser dito sobre os filtros cronológicos. Em 2026, o YouTube começou a remover opções como “Última hora” e “Hoje”, além de antigos sistemas de classificação baseados em avaliação.

Segundo a plataforma, esses filtros não refletiam necessariamente a qualidade do conteúdo e podiam ser manipulados. O algoritmo, baseado em comportamento do usuário, seria mais eficaz para destacar vídeos relevantes.

Na prática, essa decisão reduz significativamente o controle do usuário. Para quem acompanha notícias de tecnologia, atualizações de software ou falhas de segurança, a filtragem por tempo era essencial. Sem ela, encontrar conteúdo realmente recente se tornou mais trabalhoso.

Outro efeito colateral é o favorecimento de criadores já estabelecidos. Vídeos antigos, com alta Popularidade, tendem a dominar os resultados, enquanto conteúdos novos enfrentam mais dificuldade para ganhar visibilidade, mesmo quando são tecnicamente superiores.

Para um público acostumado à personalização e previsibilidade, essa mudança reforça a percepção de que a busca do YouTube em 2026 está menos voltada ao usuário e mais alinhada às decisões automatizadas do algoritmo.

Conclusão e impacto para criadores

As mudanças implementadas pelo YouTube em 2026 deixam claro que a plataforma aposta em menos transparência visual e mais curadoria algorítmica. A remoção das visualizações e dos filtros cronológicos contrasta com a introdução pontual de controles como o botão para ocultar Shorts.

Para criadores de conteúdo, o cenário exige adaptação. Reter audiência, entregar profundidade e estruturar bem os vídeos tornou-se ainda mais crucial para manter relevância na busca.

Para os usuários, a experiência é ambígua. A interface está mais limpa, mas o poder de escolha diminuiu. A busca continua eficiente, porém menos previsível. Em um ecossistema cada vez mais automatizado, entender como o algoritmo funciona passou a ser tão importante quanto saber o que se está procurando.

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