A cena é cada vez mais comum nas ruas, no transporte público e nos cafés, iPhones por todos os lados, em diferentes gerações, cores e tamanhos. O que antes parecia apenas percepção agora ganhou confirmação estatística. O mais recente relatório da Counterpoint Research sobre os celulares mais vendidos de 2025 mostra um domínio quase absoluto da Apple no ranking global, com implicações profundas para todo o mercado mobile, especialmente para a Samsung, que enfrenta um paradoxo incômodo entre volume de vendas e rentabilidade.
Os números chamam atenção logo de início. Sete dos dez smartphones mais vendidos do mundo em 2025 são iPhones, um feito raro mesmo para os padrões históricos da Apple. Do lado do Android, o modelo mais popular não é um topo de linha, mas sim um aparelho básico, o Galaxy A16, reforçando uma tendência que provoca debates acalorados entre entusiastas e analistas. O mercado cresce em unidades, mas nem sempre em valor, e é exatamente aí que o jogo fica interessante.
O império do iPhone 16 e a chegada meteórica do iPhone 17
Segundo a Counterpoint Research, o grande protagonista entre os celulares mais vendidos de 2025 é o iPhone 16, especialmente em sua versão base. O modelo conseguiu algo que parecia improvável, unir preço relativamente mais acessível dentro do ecossistema Apple, desempenho sólido e uma vida útil percebida mais longa, fatores decisivos para consumidores em mercados maduros e emergentes.
O sucesso do iPhone 16 não se explica apenas por especificações técnicas. A Apple continua apostando pesado na integração entre hardware, software e serviços, criando um efeito de retenção difícil de quebrar. Para muitos consumidores, comprar um iPhone não é apenas adquirir um smartphone, mas entrar ou permanecer em um ecossistema coeso, algo que pesa tanto quanto câmera, bateria ou processador.
Mais impressionante ainda é a ascensão do iPhone 17, que mesmo com pouco tempo de mercado já aparece entre os mais vendidos globalmente. Esse desempenho acelerado indica duas coisas importantes. Primeiro, a força da marca Apple segue intacta. Segundo, há uma disposição clara do consumidor em pagar mais por lançamentos recentes, reforçando a dominância da empresa no segmento premium e pressionando concorrentes diretos.

O dilema da Samsung: Volume versus valor
Se a Apple comemora liderança e margens saudáveis, a situação da Samsung é bem mais complexa. A empresa segue como uma das maiores fabricantes do mundo em volume, mas os dados de market share revelam um cenário menos confortável quando o foco é lucro e posicionamento estratégico.
O sucesso agridoce da linha Galaxy A
No ranking da Counterpoint Research, o Galaxy A16 aparece como o smartphone Android mais vendido de 2025, acompanhado de perto por outros modelos de entrada, como o Galaxy A06. Em termos de volume, isso é uma vitória clara. Esses aparelhos garantem presença massiva em mercados sensíveis a preço, como América Latina, Índia e partes do Sudeste Asiático.
O problema é que volume não significa necessariamente rentabilidade. A linha Galaxy A opera com margens muito mais apertadas, dependendo de escala extrema para gerar resultados financeiros relevantes. Além disso, esse sucesso pode canibalizar o desejo por modelos mais caros, criando um público acostumado a pagar menos e menos disposto a migrar para aparelhos premium no futuro.
Onde está o Galaxy S25 Ultra?
Talvez o dado mais simbólico do relatório seja a posição discreta do Galaxy S25 Ultra no ranking dos celulares mais vendidos de 2025. Mesmo sendo um dos smartphones mais avançados já lançados pela Samsung, com foco em câmera, desempenho e inteligência artificial, o modelo não conseguiu competir em vendas com os iPhones equivalentes.
Isso não significa que o Galaxy S25 Ultra seja um fracasso tecnológico. Pelo contrário, ele é frequentemente elogiado por críticos e usuários avançados. O desafio está no valor percebido pelo consumidor médio. Com preços elevados e concorrência interna dos modelos intermediários, o topo de linha da Samsung acaba preso em um nicho menor do que o esperado.
O que esperar para 2026 no mercado mobile
As projeções para 2026 adicionam ainda mais tempero a esse cenário. Analistas da Counterpoint Research indicam que a Apple pode rever sua estratégia de portfólio, possivelmente eliminando o modelo considerado “padrão” e focando em variantes mais bem definidas em termos de preço e recursos.
Se essa mudança se confirmar, o impacto sobre o ranking dos celulares mais vendidos de 2025 e dos anos seguintes pode ser significativo. Um portfólio mais enxuto tende a concentrar vendas em menos modelos, reforçando ainda mais a presença da Apple no top 10 global. Para concorrentes, isso significa disputar atenção em um espaço cada vez mais limitado.
Para a Samsung e outras fabricantes Android, 2026 pode ser um ano decisivo. Ou o ecossistema consegue comunicar melhor o valor de seus modelos premium, ou continuará dependendo de aparelhos básicos para sustentar volume, mesmo que isso comprometa margens e percepção de marca.
Conclusão: O desafio do ecossistema Android
O relatório da Counterpoint Research deixa claro que o mercado de celulares mais vendidos de 2025 não é apenas uma disputa de números, mas de estratégia. A Apple domina porque consegue alinhar produto, marca e ecossistema em torno de uma proposta de valor clara. A Samsung, apesar de sua força industrial e tecnológica, enfrenta o desafio de equilibrar acessibilidade com desejo.
Para o Android recuperar espaço no segmento premium, será necessário mais do que boas especificações. Inovação percebida, diferenciação real e uma comunicação mais eficiente sobre benefícios de longo prazo serão fundamentais. Caso contrário, o cenário de 2025 pode se repetir, com iPhones no topo e Android reinando apenas no volume.
