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Google Fotos prepara área para fotos RAW; veja o que muda

Mais controle sobre fotos pesadas e economia de espaço no Google Fotos.

Google Photos traz nova interface para visualização de imagens no Android
Fonte: Frandroid

A novidade identificada na versão 8.0 do aplicativo promete facilitar a localização de fotografias em formato RAW, oferecendo uma maneira mais organizada de encontrar arquivos que exigem mais espaço e recursos de edição.

Os smartphones modernos estão cada vez mais próximos de câmeras profissionais. Com sensores avançados e aplicativos capazes de capturar imagens em formato RAW, fotografar com o celular deixou de ser apenas uma atividade casual. Entretanto, essa evolução também trouxe um problema pouco percebido: encontrar fotografias originais em meio a milhares de imagens e identificar quais arquivos estão consumindo mais espaço na nuvem.

É justamente nesse cenário que o Google Fotos prepara uma novidade. Uma análise da versão 8.0.0.1011730683 do aplicativo revelou referências a uma categoria dedicada às fotos RAW no Google Fotos, com recursos específicos para localizar esse tipo de imagem na biblioteca.

A descoberta foi divulgada pelo Nerd’s Chalk em 4 de novembro de 2026 e aponta para uma melhoria na organização da galeria. A proposta é tornar mais simples a identificação de fotografias RAW, especialmente para quem costuma editar imagens e precisa encontrar rapidamente os arquivos originais.

Existe, porém, uma ressalva importante: a descoberta foi feita por meio de uma análise de APK. Portanto, estamos falando de um recurso em desenvolvimento, e não de uma funcionalidade oficialmente liberada para todos os usuários.

O problema atual das fotos RAW no Google Fotos

O Google Fotos funciona como uma biblioteca centralizada para imagens e vídeos armazenados no dispositivo e na nuvem. Essa abordagem facilita encontrar lembranças, compartilhar fotografias e manter cópias de segurança.

Entretanto, quem utiliza a câmera do smartphone em configurações avançadas pode enfrentar dificuldades para organizar diferentes formatos de imagem.

Uma fotografia capturada em JPEG aparece normalmente na biblioteca, assim como sua versão RAW, quando ambas são armazenadas. Embora existam identificações que ajudam a reconhecer determinados arquivos, localizar todas as fotografias brutas pode exigir buscas adicionais.

O problema fica ainda mais evidente em bibliotecas grandes, nas quais fotografias de viagens, capturas cotidianas, imagens recebidas e arquivos destinados à edição acabam misturados.

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Imagem: Android Authority

Consumo de armazenamento no Google One

O tamanho dos arquivos é outro fator importante.

Enquanto o JPEG utiliza compressão para reduzir o tamanho da imagem, o RAW preserva uma quantidade maior de informações capturadas pelo sensor da câmera. Isso oferece mais liberdade na edição, mas também produz arquivos consideravelmente maiores.

Dependendo do smartphone, da resolução do sensor e das configurações utilizadas, uma fotografia RAW pode ocupar várias vezes mais espaço do que sua versão JPEG.

Esse comportamento merece atenção porque o armazenamento do Google Fotos está associado à cota compartilhada da conta Google, que também contempla serviços como Gmail e Google Drive.

O resultado é que uma sequência de fotografias RAW pode consumir rapidamente o espaço disponível, especialmente em contas que utilizam o plano gratuito ou possuem uma assinatura limitada do Google One.

Sem uma identificação suficientemente acessível, o usuário pode ter dificuldade para descobrir quais arquivos estão contribuindo mais para o consumo de armazenamento.

A dificuldade na hora de editar

A organização também interfere diretamente no trabalho de quem fotografa com o celular.

Aplicativos como Adobe Lightroom e outros editores especializados conseguem aproveitar as informações adicionais presentes nos arquivos RAW para oferecer ajustes mais avançados de exposição, balanço de branco, contraste e recuperação de detalhes.

Entretanto, encontrar a fotografia original entre centenas de imagens JPEG pode tornar o processo demorado.

Para fotógrafos mobile, uma categoria específica representa uma maneira mais prática de separar o material que realmente precisa de tratamento.

Para usuários casuais, a vantagem está na possibilidade de reconhecer arquivos pesados que talvez não precisem permanecer armazenados indefinidamente.

Como funcionará a nova categoria de imagens RAW no Google Fotos

A principal descoberta na versão 8.0 do Google Fotos está relacionada à criação de uma categoria identificada como RAW images (imagens RAW).

A análise do aplicativo encontrou quatro referências internas que ajudam a compreender como a novidade deverá funcionar:

  • RAW images: nome da nova categoria dedicada às fotografias nesse formato.
  • RAW image: consulta utilizada para localizar os arquivos correspondentes.
  • No RAW images: mensagem exibida quando não existem resultados.
  • RAW photos in your library are shown here: descrição que informa ao usuário que suas fotografias RAW serão apresentadas naquele espaço.

Essas referências indicam que o Google está preparando uma experiência de pesquisa mais organizada, permitindo encontrar imagens RAW sem precisar percorrer manualmente toda a biblioteca.

É importante esclarecer um detalhe: a descoberta não confirma a criação de uma pasta exclusiva na aba Coleções. O que foi identificado no código da versão 8.0 é uma categoria dedicada à pesquisa de imagens RAW. Embora a organização da aba Coleções faça parte das mudanças recentes do Google Fotos, não há evidência suficiente para afirmar que esse novo recurso será apresentado especificamente como um atalho nessa área.

A diferença é importante porque a novidade parece estar concentrada na localização dos arquivos, e não necessariamente na criação de um novo diretório físico ou na transferência automática das fotografias para outra pasta.

Qual será a relação com o Ask Photos?

Outro ponto interessante é o contexto de evolução da pesquisa no Google Fotos.

O aplicativo vem incorporando recursos de inteligência artificial por meio do Ask Photos, experiência que utiliza modelos Gemini para interpretar perguntas e localizar imagens com base no conteúdo da biblioteca.

Na prática, esse sistema permite pesquisar fotografias usando descrições mais naturais, em vez de depender exclusivamente de palavras-chave tradicionais.

Entretanto, a descoberta da categoria RAW não comprova uma integração específica com o Ask Photos. As referências encontradas apontam para uma categoria de pesquisa própria, com consulta e mensagens de resultados específicas.

Essa distinção evita criar expectativas sobre funcionalidades que ainda não foram demonstradas.

O mais importante é que o Google parece reconhecer a necessidade de oferecer mecanismos mais específicos para bibliotecas que armazenam diferentes formatos de imagem.

O que muda para o usuário e como aproveitar a novidade

Caso seja disponibilizada publicamente, a categoria poderá melhorar dois aspectos importantes da experiência com o Google Fotos: organização das fotografias e controle do armazenamento.

Para quem trabalha com fotografia mobile, encontrar rapidamente os arquivos RAW significa reduzir o tempo gasto procurando imagens destinadas à edição.

Em vez de percorrer uma sequência extensa de fotografias convencionais, o usuário poderá acessar uma categoria específica e localizar os arquivos que preservam mais informações da captura original.

Isso também pode facilitar a integração com aplicativos de edição.

Um fotógrafo que utiliza o Adobe Lightroom Mobile, por exemplo, poderá identificar mais rapidamente quais imagens precisam de tratamento avançado, principalmente quando trabalha com capturas RAW e JPEG da mesma cena.

Outro benefício potencial está relacionado à manutenção da biblioteca.

Fotografias RAW que já foram editadas, exportadas ou que não possuem mais utilidade podem ser identificadas com maior facilidade. Isso permite avaliar quais arquivos realmente precisam permanecer armazenados na nuvem.

Entretanto, é necessário entender que encontrar imagens RAW não significa automaticamente economizar armazenamento.

A nova categoria, conforme as informações descobertas, não apresenta evidências de exclusão automática, compressão dos arquivos ou alteração das configurações de backup.

A economia dependerá das decisões do próprio usuário. Depois de localizar os arquivos, será possível avaliar quais devem ser mantidos, baixados para armazenamento local ou removidos.

Também é importante lembrar que excluir uma fotografia do Google Fotos pode afetar sua disponibilidade em dispositivos sincronizados. Antes de realizar uma limpeza, vale conferir se existe uma cópia preservada em outro local.

Para quem utiliza o Google One, essa identificação mais clara poderá representar uma ajuda adicional na administração da cota compartilhada entre os serviços Google.

Recurso em desenvolvimento e expectativas futuras

A descoberta na versão 8.0.0.1011730683 do Google Fotos é interessante, mas ainda precisa ser interpretada com cautela.

O procedimento utilizado pelo Nerd’s Chalk foi uma análise de APK, técnica que examina os arquivos internos de um aplicativo Android em busca de elementos relacionados a funcionalidades que ainda não foram disponibilizadas.

Esse tipo de investigação consegue revelar nomes de recursos, mensagens, componentes de interface e possíveis comportamentos futuros.

Entretanto, encontrar referências no código não significa que a funcionalidade esteja pronta. O Google pode modificar a implementação, restringir o acesso por meio de configurações do servidor ou até abandonar o desenvolvimento antes de um lançamento oficial.

Portanto, não existe uma data confirmada para a chegada da categoria RAW aos usuários.

Também não há confirmação de que o recurso será disponibilizado simultaneamente para todos os smartphones Android ou de que exigirá uma assinatura do Google One.

O cenário mais interessante é a possibilidade de o Google Fotos evoluir de uma simples galeria com armazenamento em nuvem para uma ferramenta mais completa de gerenciamento de bibliotecas fotográficas.

Com smartphones oferecendo sensores cada vez melhores e modos de captura avançados, a quantidade de usuários que trabalham com arquivos RAW tende a crescer. Nesse contexto, facilitar a identificação desses arquivos deixa de ser apenas um detalhe visual e passa a representar uma melhoria importante de usabilidade.

QUEM ESCREVE
Jardeson Márcio

Sobre o autor

Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista em Android, Apple, Cibersegurança e diversos outros temas do universo tecnológico. Seu foco é trazer análises aprofundadas, notícias e guias práticos sobre segurança digital, mobilidade, sistemas operacionais e as últimas inovações que moldam o cenário da tecnologia.