- AlmaLinux 10.1 introduz suporte nativo ao sistema de arquivos Btrfs, atendendo pedido histórico da comunidade tech.
- Projeto ELevate agora está integrado ao upstream do LEAPP, facilitando migrações automáticas entre versões principais.
- Comitê ALESCo agiu de forma independente para corrigir falhas críticas de segurança no OpenSSH e FreeType em 2025.
- Adoção em provedores de nuvem como AWS e Azure atingiu pico recorde, consolidando a distro como sucessora do CentOS.
- Fundação caminha para o status 501(c)(3), garantindo governança comunitária e proteção contra pressões comerciais.
O AlmaLinux encerrou 2025 provando que não é apenas um “clone” do RHEL, mas um motor de inovação independente. Com o lançamento das versões 10.0 e 10.1, a distribuição bateu recordes de adoção em nuvens como AWS e Azure, introduziu suporte nativo ao Btrfs e assumiu o controle de vulnerabilidades críticas de segurança de forma proativa, sem esperar passivamente pelo upstream.
O contexto
Para quem ainda está perdido, o AlmaLinux surgiu como a resposta principal ao fim do CentOS estável. É uma distro de classe empresarial, gratuita e governada pela comunidade, mantendo compatibilidade binária total com o Red Hat Enterprise Linux (RHEL), mas com governança totalmente transparente.
O que isso significa na prática
- Para o usuário final: Flexibilidade total no armazenamento com Btrfs e suporte nativo NVIDIA para estações de trabalho profissionais e renderização.
- Para desenvolvedores/sysadmins: Segurança reforçada com patches independentes para OpenSSH e migrações simplificadas via projeto ELevate, agora integrado ao LEAPP oficial.
Btrfs e o domínio na nuvem
O AlmaLinux 10.1 quebrou o conservadorismo ao adotar o sistema de arquivos Btrfs nativamente, atendendo a uma demanda histórica da comunidade. Essa ousadia técnica acompanhou uma explosão de uso em infraestruturas de larga escala. Provedores como AWS, Microsoft Azure e Hivelocity viram o AlmaLinux se consolidar como o sucessor definitivo do CentOS, impulsionado pela estabilidade e pela velocidade de lançamento das versões 9.6, 9.7 e 10.0.
Independência técnica e segurança crítica
O comitê ALESCo mostrou agilidade em 2025 ao lançar correções rápidas para vulnerabilidades pesadas no OpenSSH (CVE-2025-26465) e FreeType, garantindo proteção imediata aos servidores. O projeto também avançou na burocracia do bem: caminha para se tornar uma organização sem fins lucrativos 501(c)(3) nos EUA. Isso blinda a distribuição contra pressões comerciais externas e garante que o código permaneça comunitário para sempre.
Como atualizar
As imagens das versões estáveis 9.x e 10.x estão disponíveis nos mirrors globais. Para quem deseja testar funcionalidades experimentais, o AlmaLinux OS Kitten continua sendo o laboratório principal. Usuários da versão 9 podem realizar o upgrade para a 10 utilizando as novas rotas do projeto ELevate, que agora reduzem drasticamente o trabalho manual de manutenção.
