Alpine Linux dá a volta por cima: nova infraestrutura global encerra o susto pós-Equinix Metal

Conheça os novos parceiros que blindaram o sistema.

Escrito por
Emanuel Negromonte
Emanuel Negromonte é Jornalista, Mestre em Tecnologia da Informação e atualmente cursa a segunda graduação em Engenharia de Software. Com 14 anos de experiência escrevendo sobre...

Há um ano, o Alpine Linux encarou um daqueles alertas que travam qualquer projeto: o encerramento da Equinix Metal colocava em risco a hospedagem, os espelhos de download e até a infraestrutura de CI que mantém a distro rápida, segura e disponível no mundo todo. A mensagem para a comunidade foi direta e urgente: “precisamos de novos parceiros”. O que veio depois foi o oposto de um resgate tímido. Foi um renascimento.

Nas semanas seguintes, organizações de vários cantos ofereceram de tudo, de servidores com alta largura de banda a colocation e compute gerenciado. Depois de avaliar sustentabilidade, capacidade técnica e cobertura geográfica, o projeto selecionou um novo time de patrocinadores para reconstruir a base do Alpine com mais redundância e menos dependência de um único ponto de falha. E, para fechar lacunas no futuro, as doações via OpenCollective também viraram um colchão estratégico.

Uma nova era de performance

Novos patrocinadores Tier-1 de mirrors (o “backbone” global):

  • Osso B.V.: reforça a presença perto do time central, com capacidade e conectividade em infraestrutura independente, somando experiência em Kubernetes e segurança.
  • NETMOUNTAINS® Group GmbH: banda forte e hospedagem confiável na Alemanha, melhorando distribuição na Europa Central.
  • Cherry Servers: bare metal de alto desempenho e banda generosa para um projeto que movimenta centenas de terabytes por mês.
  • HorizonIQ: recursos extras para expandir e fortalecer a rede de mirrors.

Novos patrocinadores de CI e recursos de infraestrutura (o motor do desenvolvimento):

  • i3D.net: compute global de baixa latência para acelerar CI e fluxos de desenvolvimento.
  • Cloudon: recursos flexíveis que acompanham a evolução das necessidades do projeto.
  • Scaleway: reforço de CI com foco em riscv64, reduzindo filas e tempo de espera.

Com os novos parceiros definidos, a migração já começou. O plano é simples e poderoso: mais recursos para mirrors, CI e desenvolvimento, menos risco concentrado, mais resiliência operacional. Para quem só quer “instalar e seguir a vida”, isso tende a se traduzir em downloads mais estáveis e rápidos dos repositórios. Para quem vive de pipeline, significa builds mais ágeis e uma base mais preparada para o futuro.

Para ver os detalhes técnicos da migração e a lista completa de apoiadores, vale acessar a publicação oficial do Alpine Linux. E, se sua empresa quer entrar nessa história, o projeto segue aberto a novos patrocinadores pelo e-mail infra@alpinelinux.org.

Compartilhe este artigo