- Disponibilidade imediata: o Chrome 146 beta já foi liberado para usuários do Brasil e do mundo, trazendo correções críticas de estabilidade e o novo motor de "embeddings" para histórico inteligente.
- Integração "Glic" (Gemini): a grande novidade oculta no Chrome 146 beta é a preparação para o "Glic", um botão nativo na barra de abas que transformará o Gemini em um assistente de navegação onipresente.
- Revolução no login: desenvolvedores web devem ficar atentos ao Chrome 146 beta, que introduz o elemento HTML login, substituindo scripts pesados de autenticação federada por uma solução nativa e segura.
- Correção visual esperada: o Chrome 146 beta finalmente resolve o bug de renderização de texto (text-overflow) em campos de input, alinhando o comportamento do navegador aos padrões visuais do Firefox.
- Segurança e performance: além de novos recursos, o Chrome 146 beta reforça a segurança com detecção automática de campos de senha ocultos e otimiza o uso de processos no Windows.
O Chrome 146 (beta) continua a preparação do navegador para uma integração mais profunda com IA e identidade digital. Enquanto a versão estável foca em performance, este beta revela a fundação de recursos futuros, como o Project Glic (interface do Gemini no navegador) e uma nova padronização HTML para logins federados (como “entrar com Google”). Além disso, o motor de renderização Blink recebe ajustes importantes de compatibilidade CSS que alinham o Chrome ao comportamento do Firefox.
O que descobrimos (investigação externa e contexto)
1. O mistério do “Glic” (Gemini Live in Chrome)
Vários commits neste log mencionam TabStripGlicButton e GlicWindowController.
- Análise: “Glic” é o codinome interno para Gemini Live in Chrome. A Google está movendo o botão de acesso à IA diretamente para a barra de abas (tab strip), ao lado dos grupos de abas.
- Impacto: Isso sugere que o assistente de IA deixará de ser apenas um painel lateral opcional para se tornar uma parte central da navegação (“first-class citizen”), com janelas flutuantes e integração profunda no sistema operacional.
2. O fim dos botões de login “falsos”
A introdução do esqueleto do elemento HTML <login> é um marco para desenvolvedores web.
- Contexto: Hoje, botões de “logar com Google” são geralmente
<div>s cheias de JavaScript. - Mudança: O novo elemento
<login>visa permitir que o navegador controle a exibição e segurança dessas credenciais nativamente (via FedCM API), reduzindo o risco de phishing e melhorando a acessibilidade sem depender de scripts pesados.
Principais novidades (destaques da versão)
Melhoria na renderização de texto (text-overflow: ellipsis)
Se você é desenvolvedor, já sofreu com isso: campos de texto (<input>) com text-overflow: ellipsis (os “…”) ficavam bugados ao rolar o conteúdo horizontalmente.
- Correção: O Chrome 146 agora remove as reticências automaticamente assim que o usuário começa a rolar o texto (“scroll”), revelando o conteúdo oculto.
- Repercussão: Isso alinha o comportamento do Chrome ao do Firefox, eliminando uma inconsistência visual antiga que frustrava designers de UI.
Redação inteligente de senhas (heurística)
O navegador agora consegue detectar e “ocultar” campos que parecem ser de senha, mesmo que o desenvolvedor não tenha usado explicitamente <input type="password">.
- Como funciona: O Chrome analisa se o campo usa máscaras visuais (como caracteres substituídos por pontos via JS ou CSS). Se detectado, ele trata o campo como sensível, protegendo-o de capturas de tela ou extensões maliciosas.
Incorporação de página (page embeddings)
Foi adicionado suporte para geração contínua de “embeddings” (vetores de IA) no PageEmbeddingsService.
- Na prática: Isso permite que o histórico do Chrome “entenda” o contexto semântico das páginas que você visita em tempo real, alimentando recursos como o “pesquisar no histórico com IA” de forma mais eficiente e local.
Resumo técnico (para experts)
- Sandbox (Windows): removido o manuseio de processos desnecessário no
OpenProcessTokenIPC, reduzindo a superfície de ataque e melhorando a eficiência do isolamento de processos. - ChromeOS diagnostics: refatoração massiva removendo a dependência do
crosapi(interface legada) para diagnósticos de hardware (bateria, CPU, memória), migrando chamadas diretas para ohealthdvia Mojo. Isso torna o sistema mais leve e moderno. - WebRTC: correção de uma possível divisão por zero em
OpenYuvFile, evitando crashes em manipulação de vídeo bruto. - TabStrip API: introdução do conceito de
Path(caminho) para substituir identificadores de pai simples (parent_id). Isso é crucial para suportar arrastar e soltar abas entre janelas diferentes de forma robusta.
Disponibilidade
O Chrome 146 já está disponível no canal beta para Windows, macOS, Linux e Android.
- Como atualizar: se você já usa o beta, a atualização é automática.
- Download manual: acesse google.com/chrome/beta.
- Nota: recursos como o “Glic” podem estar atrás de flags (
chrome://flags) e não ativados por padrão para todos os usuários imediatamente.
