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Fedora 33 pode permitir compilação de pacotes com o LLVM Clang ao invés de exigir o GCC

Por enquanto, esta é apenas uma proposta.

Uma proposta de recurso levantada por Jeff Law, da Red Hat, pode permitir que os pacotes do Fedora sejam construídos no compilador LLVM Clang, em vez de deixar que todos os pacotes fossem construídos no GCC. Os pacotes criados pelo Clang seriam usados onde o software upstream recomendasse o uso do Clang por padrão ou o software sem um upstream deixaria o (s) empacotador (es) tomar sua própria decisão. Portanto, o Fedora 33 pode permitir compilação de pacotes com o LLVM Clang ao invés de exigir o GCC, o que deve ocorrer até o final do ano. Porém, tudo ainda depende de uma decisão do comitê do Fedora.

Um dos exemplos mais importantes que se beneficiariam dessa alteração na política do compilador seria permitir que o pacote Mozilla Firefox fosse construído com o Clang, em vez do GCC. O upstream Firefox é construído pela Clang e é isso que a Mozilla recomenda como seu compilador preferido, mas o Fedora vem construindo com o GCC.

Fedora 33 pode permitir compilação de pacotes com o LLVM Clang ao invés de exigir o GCC

Fedora 33 pode permitir compilação de pacotes com o LLVM Clang ao invés de exigir o GCC

O uso do GCC para criar o Firefox pode, às vezes, gerar problemas, dado o foco do Mozilla em Clang e, também em alguns casos, abaixo do desempenho ideal. Existem ainda outros exemplos, como para muitos projetos de código aberto do Google, adaptados para serem compilados no Clang.

Portanto, com essa mudança de política do compilador, o Clang pode ser usado para criar os RPMs do Fedora nos quais os fornecedores e desenvolvedores de software recomendam. Assim,  o software sem nenhum outro upstream permitiria que o empacotador decida esta questão. Para pacotes de software sem uma forte preferência do compilador, por enquanto, pelo menos, o GCC seria a opção padrão. Atualmente, a política do Fedora permite apenas ao Clang criar pacotes nos casos em que apenas o Clang é suportado para construir o software que está sendo empacotado.

Pelo menos inicialmente, a expectativa é que essa mudança de política tenha impacto apenas em alguns pacotes importantes, como Firefox e Chromium, mas será interessante ver como ela evolui ao longo do tempo. Obviamente, o Comitê de Engenharia e Direção do Fedora (FESCo) ainda precisa assinar essa alteração.

Phoronix