A CES 2026 está consolidando o que muitos chamam de “IA física”, e a Ford promete levar essa experiência para o motorista comum. Durante a feira, a montadora revelou uma arquitetura totalmente renovada de Software-Defined Vehicles, um assistente de Inteligência Artificial de última geração e a ambiciosa meta de oferecer direção autônoma de Nível 3 para 2028. O objetivo é combinar inovação tecnológica com acessibilidade, aproximando recursos avançados do mercado de massa.
O novo cérebro da Ford
Um dos destaques da Ford na CES 2026 foi a mudança estratégica da empresa para o desenvolvimento in-house de hardware e software. A nova arquitetura permitirá reduzir custos de produção em até 30% e integrar recursos de direção assistida, conectividade e infotainment de forma mais fluida. A ideia é ter um “cérebro” central que gerencie tudo, desde a resposta do motor até os sensores de radar e câmeras. Para entusiastas de sistemas embarcados e Linux, isso significa mais oportunidades de integração e atualizações contínuas, aproximando a experiência automotiva da filosofia de software aberto.
Além disso, o foco em Software-Defined Vehicles facilita a implementação de novas funções via over-the-air updates, permitindo que modelos existentes recebam melhorias sem a necessidade de visitas à concessionária. Esse movimento alinha a Ford com tendências vistas em empresas de tecnologia, onde o software define a experiência do usuário tanto quanto o hardware físico.

O assistente de IA da Ford
Outro grande destaque apresentado na CES 2026 foi o novo assistente de Inteligência Artificial. Programado para chegar via app em 2026 e integrado diretamente no painel em 2027, ele promete revolucionar a interação entre motorista e veículo. Com suporte a LLMs (Large Language Models) e integração com Google Cloud, o assistente será capaz de responder comandos complexos, sugerir rotas inteligentes, monitorar condições de tráfego em tempo real e até adaptar o comportamento do carro ao estilo do condutor.
Para entusiastas de tecnologia, o diferencial está na capacidade do assistente de aprendizado contínuo, que se ajusta aos hábitos do usuário, tornando o veículo mais intuitivo a cada viagem. Essa integração marca a transição da Ford de apenas fornecer sistemas de infotainment para entregar IA contextual e interativa dentro de um carro conectado.
Rumo ao Nível 3 de automação
A Ford também detalhou sua trajetória rumo à direção autônoma de Nível 3, que permite a experiência “eyes-off” — ou seja, o motorista pode retirar os olhos da estrada em condições controladas, confiando que o veículo gerenciará aceleração, frenagem e direção. A meta é disponibilizar essa tecnologia em um modelo acessível, estimado em US$ 30 mil, até 2028.
Essa abordagem representa um passo crucial em relação aos concorrentes, pois combina segurança, autonomia parcial e custo competitivo. Com sensores avançados, radares, câmeras e algoritmos preditivos integrados à nova arquitetura de Software-Defined Vehicles, a Ford busca entregar uma experiência autônoma confiável sem sobrecarregar o motorista.
Para o mercado, isso significa que a Ford na CES 2026 não está apenas apresentando protótipos, mas definindo uma linha clara de evolução tecnológica que pode democratizar a direção assistida de ponta.
Conclusão e impacto no mercado
A visão da Ford na CES 2026 demonstra que a montadora está reposicionando seus carros como plataformas inteligentes, onde hardware, software e IA trabalham juntos para redefinir o que significa dirigir. A concorrência com Tesla, GM e outras fabricantes será intensificada, especialmente na corrida pelo Nível 3 acessível.
Para usuários finais, entusiastas de tecnologia e desenvolvedores de sistemas embarcados, isso abre novas oportunidades de interação, personalização e análise de dados. Com a integração de assistentes de IA, Software-Defined Vehicles e a promessa de direção autônoma segura, a Ford mostra que a inovação automotiva em 2026 vai muito além do motor — é sobre inteligência, experiência e conectividade.
