Galaxy AI 2026: Samsung quer 800 milhões de dispositivos com IA

Samsung quer levar a Galaxy AI a 800 milhões de dispositivos e transformar a inteligência artificial em parte essencial do dia a dia em 2026.

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

Durante a CES 2026, TM Roh, co-CEO da Samsung, deixou claro que a empresa não pretende apenas acompanhar a revolução da inteligência artificial, mas liderá-la de forma agressiva. A meta anunciada é ambiciosa, dobrar a presença da Galaxy AI e alcançar 800 milhões de dispositivos compatíveis até o fim de 2026. Esse movimento reflete a urgência da Samsung em recuperar protagonismo global em um mercado cada vez mais definido por software, serviços e IA, e não apenas por especificações de hardware. Para o usuário comum, a promessa é de uma experiência mais inteligente, integrada e acessível, com recursos avançados deixando de ser exclusividade dos modelos premium. No centro dessa estratégia está a expansão da Galaxy AI 2026, apoiada por parcerias estratégicas e por uma mudança clara de foco no ecossistema Galaxy.

A fala de TM Roh não foi apenas um anúncio de números, mas um sinal de reposicionamento. A Samsung reconhece que a disputa com Apple e Google entrou em uma nova fase, onde quem controlar a camada de inteligência e produtividade terá vantagem competitiva. Nesse contexto, a IA deixa de ser um diferencial e passa a ser um pilar central da experiência do usuário.

O plano de TM Roh: IA em tudo e para todos

A estratégia apresentada pela liderança da Samsung é direta, integrar inteligência artificial em todos os produtos, serviços e categorias “o mais rápido possível”. Isso inclui smartphones, tablets, wearables, notebooks, TVs, eletrodomésticos conectados e até soluções corporativas. A IA da Samsung passa a ser tratada como uma plataforma transversal, não como um recurso isolado de software.

Segundo TM Roh, a visão é tornar a IA invisível, funcionando de forma contextual e proativa no dia a dia. Em vez de o usuário precisar “ativar” recursos inteligentes, a Galaxy AI deve antecipar necessidades, sugerir ações e otimizar tarefas rotineiras, desde a organização da agenda até o consumo de conteúdo e o controle da casa conectada. Essa abordagem reforça a ideia de que a IA será um componente tão essencial quanto a bateria ou a conectividade.

Galaxy AI

O salto de 400 para 800 milhões: O que esse número representa

Sair de aproximadamente 400 milhões para 800 milhões de dispositivos com Galaxy AI em menos de dois anos não significa apenas vender mais smartphones topo de linha. Pelo contrário, o foco da Samsung está em democratizar a IA, levando recursos avançados para modelos intermediários e até de entrada, algo essencial para mercados emergentes como o Brasil, Índia e América Latina.

Esse número representa escala, dados e relevância. Quanto mais dispositivos ativos, maior a capacidade da Samsung de treinar, adaptar e refinar suas soluções de IA, sempre respeitando políticas de privacidade e processamento híbrido entre nuvem e dispositivo. Para o consumidor, isso se traduz em recursos mais maduros, rápidos e personalizados, mesmo em aparelhos que não custam valores premium.

Além disso, a expansão da Galaxy AI 2026 reforça o ecossistema Galaxy como um todo. Um usuário que começa com um smartphone intermediário pode ter uma experiência consistente ao migrar para um tablet, um relógio inteligente ou uma TV, todos compartilhando a mesma base de inteligência artificial.

A aliança com o Google: Gemini 3 no coração do Galaxy

Um dos pilares dessa expansão é a parceria estratégica com o Google, que coloca o Gemini 3 como o principal modelo de linguagem e raciocínio dentro do ecossistema Galaxy. Essa integração profunda vai além de um simples assistente virtual, afetando recursos de busca contextual, resumo de conteúdos, geração de texto, edição de imagens e até automações entre aplicativos.

Com o Gemini 3, a Samsung ganha acesso a um dos modelos de IA mais avançados do mercado, capaz de competir diretamente com soluções como o GPT-5.2, da OpenAI, e com a Apple Intelligence, que aposta fortemente em processamento local e integração com o iOS. A diferença está na abordagem aberta do Android e na escala de hardware da Samsung, que permite levar esses recursos a uma base muito maior de usuários.

Essa aliança também fortalece a posição da Samsung frente à Apple, que mantém sua IA restrita ao próprio ecossistema. Enquanto a Apple foca em experiências altamente controladas e limitadas a poucos dispositivos, a Samsung aposta em volume, diversidade de produtos e rápida disseminação de recursos, criando um contraste claro entre as duas filosofias.

O que o usuário ganha na prática?

Para além dos anúncios e metas, a grande pergunta é como isso impacta o uso diário. A Samsung destaca que os recursos mais utilizados da Galaxy AI hoje estão ligados à produtividade e à comunicação. Ferramentas de busca inteligente, capazes de encontrar informações dentro do próprio dispositivo, tradução em tempo real para chamadas, mensagens e conteúdos, e edição generativa de fotos e vídeos são os exemplos mais populares.

Esses recursos reduzem fricções no dia a dia, economizam tempo e tornam tarefas complexas acessíveis a qualquer usuário. Um estudante pode resumir textos longos em segundos, um profissional pode traduzir reuniões internacionais sem aplicativos extras, e um criador de conteúdo pode ajustar imagens com poucos toques, tudo integrado ao sistema.

Outro dado relevante apresentado pela Samsung é a evolução na percepção de marca. O conhecimento do público sobre a Galaxy AI teria saltado de cerca de 30% para 80% em um curto período, indicando que a estratégia de comunicação e integração está funcionando. Isso é crucial em um mercado onde muitos usuários ainda associam IA a conceitos abstratos, e não a benefícios concretos.

Conclusão e os desafios para 2026

A meta de atingir 800 milhões de dispositivos com Galaxy AI 2026 posiciona a Samsung como uma das empresas mais agressivas na corrida pela liderança em inteligência artificial para consumo. O impacto potencial é enorme, tanto para usuários quanto para o mercado, que passa a ver a IA como um padrão esperado, e não um luxo.

No entanto, os desafios são reais. Custos elevados de infraestrutura, escassez de chips especializados e a possibilidade de cobrança futura por recursos avançados de IA levantam questionamentos sobre sustentabilidade e acesso. A Samsung terá de equilibrar inovação, rentabilidade e democratização para manter sua promessa de “IA para todos”.

Ainda assim, a direção é clara. A inteligência artificial caminha para se tornar onipresente, integrada de forma quase invisível à tecnologia que usamos todos os dias. A Samsung aposta que, ao levar essa experiência ao maior número possível de dispositivos, estará moldando não apenas seu futuro, mas o padrão do mercado como um todo.

Você está pronto para essa nova onda de IA integrada ou ainda prefere que a evolução dos smartphones foque mais em bateria e câmera do que em inteligência artificial?

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