Galaxy S26 pode ter carregamento sem fio de 25W, mas sem ímãs integrados

Galaxy S26 pode estrear carregamento sem fio de 25W com Qi 2.2.1, mas a falta de ímãs integrados pode limitar a experiência com acessórios magnéticos.

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

Os primeiros rumores sobre a linha Samsung Galaxy S26 já começam a chamar atenção, principalmente no que diz respeito ao carregamento por indução. A expectativa era de que a fabricante adotasse uma implementação completa do padrão Qi 2.2.1, trazendo não apenas mais velocidade, mas também a praticidade dos acessórios magnéticos.

Na parte de desempenho, as notícias são animadoras. O novo topo de linha da Samsung pode alcançar até 25W no carregamento sem fio, um avanço considerável em relação ao limite de 15W visto em gerações anteriores. Isso reduz uma das principais desvantagens da tecnologia e aproxima a experiência wireless do carregamento com cabo.

Porém, nem tudo parece evoluir no mesmo ritmo. Informações recentes indicam que os aparelhos podem chegar ao mercado sem ímãs internos, o que impediria o suporte nativo ao perfil magnético do Qi2. Para um smartphone premium, essa ausência pode ser interpretada como uma oportunidade perdida.

Entendendo o padrão Qi 2.2.1 e o salto de performance

O Qi 2.2.1 é a versão mais recente do padrão desenvolvido pelo WPC (Wireless Power Consortium), organização responsável por definir as diretrizes globais do carregamento sem fio. O foco dessa atualização está na eficiência energética, no controle térmico e na possibilidade de operar com potências maiores.

Na prática, o avanço permite que fabricantes ultrapassem o antigo teto de 15W e explorem faixas entre 20W e 25W com mais estabilidade. Se confirmado, o novo patamar colocará o Galaxy S26 Ultra entre os smartphones Android com indução mais rápida do mercado.

Além da potência, o padrão também melhora a comunicação entre carregador e dispositivo. Isso ajuda a reduzir desperdícios de energia e evita aquecimento excessivo, dois fatores que influenciam diretamente a saúde da bateria ao longo do tempo.

Carregamento Galaxy s26
Imagem: GSMArena

O fim da lentidão no carregamento por indução?

Durante anos, o carregamento wireless foi visto como uma solução conveniente, mas lenta. Muitos usuários preferiam recorrer ao cabo sempre que precisavam de uma recarga rápida.

Com velocidades próximas de 25W, esse cenário pode mudar. Recuperar boa parte da bateria em poucos minutos deixa de ser exclusividade do carregamento com fio e torna a indução uma alternativa mais realista para rotinas intensas.

Outro benefício esperado está na gestão térmica mais inteligente. Sistemas modernos conseguem ajustar a entrega de energia conforme a temperatura sobe, protegendo a bateria contra degradação acelerada. Para quem planeja ficar vários anos com o aparelho, isso faz diferença.

Ainda assim, velocidade não resolve tudo. A experiência completa do Qi2 depende de outro elemento importante.

O mistério do MPP ausente: por que o S26 não deve ter “MagSafe” nativo

Para entender a discussão, é essencial diferenciar os dois principais perfis do padrão Qi: BPP e MPP.

O BPP (Base Power Profile) é o formato tradicional do carregamento sem fio. Ele funciona bem, mas exige posicionamento manual do smartphone na base, algo que pode gerar pequenas perdas de eficiência caso o alinhamento não seja perfeito.

Já o MPP (Magnetic Power Profile) utiliza ímãs para garantir encaixe automático. Esse sistema não apenas melhora a estabilidade da recarga como também viabiliza um ecossistema de acessórios, incluindo suportes automotivos, carteiras magnéticas e baterias externas acopláveis.

Rumores apontam que a Samsung deve manter apenas o BPP integrado ao hardware da linha S26. Na prática, quem quiser usar acessórios magnéticos provavelmente terá que recorrer a capas com anéis compatíveis.

Essa solução não chega a ser um problema técnico, mas reduz a sensação de integração que se espera de um flagship moderno.

Entre as possíveis explicações está a interferência magnética na S Pen, caso o modelo Ultra continue oferecendo suporte à caneta. Campos magnéticos podem afetar sensores de precisão, algo crítico para a experiência de escrita.

Outra hipótese envolve limitações internas de espaço. Smartphones atuais precisam acomodar baterias maiores, sensores de câmera mais avançados e sistemas térmicos robustos. Inserir um conjunto de ímãs pode exigir concessões de engenharia que a fabricante preferiu evitar.

Independentemente do motivo, a ausência do MPP tende a gerar comparações inevitáveis com concorrentes.

Vale a pena investir na linha S26 pelo carregamento?

A possível chegada dos 25W marca um avanço importante na estratégia da Samsung. Mais velocidade significa menos tempo preso a tomadas e maior flexibilidade no dia a dia.

Por outro lado, o mercado caminha para experiências cada vez mais integradas. O magnetismo deixou de ser apenas um diferencial e passou a representar conveniência real.

Sem esse recurso nativo, a linha S26 pode entregar números fortes, mas não necessariamente a experiência mais completa disponível. Para alguns consumidores, isso será irrelevante. Para outros, pode pesar na decisão de compra.

Quando observamos o cenário competitivo, Apple já consolidou o uso de acessórios magnéticos como parte do seu ecossistema, enquanto rumores indicam que o Pixel 10 pode seguir uma direção semelhante. Nesse contexto, a postura da Samsung parece mais cautelosa do que inovadora.

Ainda assim, é cedo para conclusões definitivas. Caso a empresa combine carregamento mais rápido com melhorias de bateria, eficiência energética e hardware de ponta, o Galaxy S26 Ultra continuará extremamente competitivo. No fim, tudo depende do que você valoriza mais em um smartphone.

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