Os rumores em torno do Galaxy S26 Ultra ganharam força após novas informações atribuídas ao informante Ice Universe apontarem para uma evolução significativa no vidro frontal do próximo topo de linha da Samsung. A empresa, que mantém uma parceria histórica com a Corning, estaria pronta para dar mais um salto tecnológico com uma nova geração do Gorilla Armor, prometendo resistência superior contra riscos, reflexos reduzidos e maior durabilidade no uso diário. Neste artigo, analisamos o que muda em relação às gerações anteriores, o impacto real dessa tecnologia e se, finalmente, as tradicionais películas de proteção podem se tornar dispensáveis.
A evolução do vidro Gorilla Armor: Do S24 ao S26 Ultra
A estreia do Gorilla Armor no Galaxy S24 Ultra marcou um ponto de inflexão na estratégia da Samsung para telas premium. Diferente dos vidros convencionais reforçados quimicamente, o Armor introduziu uma composição com elementos cerâmicos, focada não apenas em resistência a quedas, mas principalmente em proteção contra riscos, um dos maiores vilões no uso cotidiano.
No Galaxy S25 Ultra, a expectativa do mercado é a consolidação do Gorilla Armor 2, com pequenos ajustes na fórmula e melhorias incrementais na resistência superficial. Já no Galaxy S26 Ultra, segundo os vazamentos, a Corning prepara uma nova geração do material, ainda sem nome oficial, mas descrita como significativamente mais dura e com propriedades ópticas aprimoradas.
O grande diferencial estaria no refinamento da matriz cerâmica do vidro, reduzindo microarranhões causados por partículas comuns como areia e poeira, algo que afeta até mesmo smartphones premium atuais. Em termos práticos, isso significa uma tela que mantém a aparência de nova por mais tempo, mesmo sem acessórios adicionais.

O que muda na escala de dureza de Mohs
Para entender o impacto dessa evolução, é essencial falar da Escala de Mohs, referência para medir a dureza de materiais. Vidros tradicionais de smartphones costumam apresentar riscos visíveis a partir do nível 6, com danos mais profundos no nível 7.
Com o Gorilla Armor, a Corning já havia conseguido elevar ligeiramente esse patamar, tornando os riscos menos perceptíveis e mais superficiais. A nova geração prevista para o Galaxy S26 Ultra promete resistir melhor a materiais no nível 6 e atrasar significativamente a formação de marcas no nível 7.
Isso não significa que o vidro será “à prova de riscos”, mas sim que o desgaste normal do dia a dia será muito menor. Chaves, moedas e até partículas minerais comuns terão menos impacto visual ao longo do tempo, algo que pesa bastante para usuários que dispensam capas e películas.
O fim das películas: Realidade ou marketing?
A grande pergunta que surge com esses avanços é direta: estamos diante do fim das películas de proteção? Do ponto de vista técnico, a resposta é mais complexa do que o marketing costuma sugerir.
A nova tela do Galaxy S26 Ultra não aposta apenas em resistência. Um dos destaques esperados é a evolução do tratamento antirreflexo, que já é referência no Galaxy S24 Ultra. Esse revestimento reduz drasticamente reflexos em ambientes externos, algo que muitas películas, especialmente as de vidro, acabam prejudicando.
Outro ponto importante é o rumor sobre o recurso Privacy Guard, uma tecnologia integrada ao próprio vidro que limita o ângulo de visão lateral, aumentando a privacidade sem a necessidade de películas específicas. Se confirmada, essa função elimina um dos principais motivos que ainda levam usuários a recorrerem a acessórios de terceiros.
Por outro lado, películas continuam oferecendo uma vantagem clara, o sacrifício do acessório em vez da tela. Em quedas mais severas, mesmo o vidro mais avançado pode trincar, enquanto uma película absorve parte do impacto e é facilmente substituída. Portanto, o discurso de obsolescência precisa ser visto com cautela.
Samsung vs Apple: A liderança em telas antirreflexo
A disputa entre Samsung e Apple no segmento premium também passa pela qualidade das telas. Enquanto os rumores indicam que o iPhone 17 deve trazer melhorias no vidro frontal, a empresa de Cupertino ainda depende fortemente de soluções mais conservadoras da própria Corning, sem um foco tão agressivo em antirreflexo.
Hoje, a Samsung lidera claramente nesse aspecto. O tratamento antirreflexo do Gorilla Armor oferece melhor legibilidade sob luz intensa, menos reflexos internos e uma experiência mais confortável para leitura e consumo de conteúdo. Caso a nova geração do vidro no Galaxy S26 Ultra amplie ainda mais essa vantagem, a empresa pode consolidar uma liderança técnica difícil de alcançar no curto prazo.
Essa diferença não é apenas estética. Em uso real, menos reflexo significa menor esforço visual, menos brilho forçado e até economia de bateria em ambientes externos, fatores que pesam na decisão de compra de usuários mais exigentes.
Conclusão: Vale a pena confiar apenas no vidro da Corning?
O Galaxy S26 Ultra tem potencial para redefinir expectativas sobre durabilidade de telas em smartphones. A evolução do Gorilla Armor, combinando maior resistência a riscos, propriedades cerâmicas avançadas, antirreflexo superior e possíveis recursos como o Privacy Guard, aponta para um futuro em que películas deixam de ser uma necessidade para muitos usuários.
Ainda assim, confiar exclusivamente no vidro exige uma mudança de mentalidade. Para quem busca máxima proteção contra quedas e impactos imprevisíveis, acessórios continuarão fazendo sentido. Para o usuário que prioriza experiência visual, estética e praticidade, a nova geração de vidro da Corning pode finalmente ser suficiente.
No fim, mais do que decretar o fim das películas, o Galaxy S26 Ultra representa um amadurecimento da tecnologia de telas, dando ao consumidor a liberdade real de escolher entre proteção adicional ou confiança no avanço do material.
