Galaxy Z TriFold tem tela quebrada após um mês de uso, alerta para dobráveis

Inovação no formato, riscos na durabilidade, o Galaxy Z TriFold enfrenta seu primeiro teste real.

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

A promessa do Galaxy Z TriFold sempre foi clara, entregar o que há de mais avançado em design e inovação no segmento de smartphones dobráveis. Com uma tela tripla e proposta futurista, o dispositivo rapidamente se tornou objeto de desejo entre entusiastas de tecnologia e fãs da Samsung. No entanto, a realidade da durabilidade voltou a ser questionada após surgir o primeiro caso documentado de falha espontânea na tela, relatado por um usuário nos fóruns oficiais da Samsung, apenas um mês após o início do uso.

O relato acendeu um alerta importante sobre a maturidade das telas dobráveis de primeira geração, especialmente quando falamos de formatos ainda mais complexos, como o trifold. O caso levanta dúvidas não apenas sobre resistência estrutural, mas também sobre custos de manutenção e a real necessidade de seguros e garantias estendidas para tecnologias emergentes.

O defeito relatado e os custos de reparo

Segundo o usuário afetado, a tela principal do Galaxy Z TriFold passou a exibir uma linha vertical de pixels defeituosos, sem qualquer queda, impacto ou uso fora do padrão recomendado. O problema surgiu de forma gradual, evoluindo até se tornar claramente perceptível durante o uso diário, especialmente em fundos claros.

Após buscar atendimento autorizado, veio o choque, o reparo de tela foi orçado em aproximadamente US$ 900 (cerca de R$ 4,8 mil), mesmo com um desconto aplicado fora da garantia tradicional. O valor representa uma parcela significativa do preço total do aparelho e, na prática, torna o conserto economicamente inviável para muitos consumidores.

Esse tipo de falha espontânea é particularmente preocupante porque não está ligada a mau uso. Isso reforça o argumento de que, apesar dos avanços, painéis flexíveis complexos ainda enfrentam desafios estruturais, principalmente quando submetidos a múltiplos pontos de dobra e tensão constante.]

Galaxy Z TriFold
Imagem: 9to5Google

O histórico de fragilidade nos dobráveis da Samsung

Não é a primeira vez que a Samsung enfrenta questionamentos sobre a durabilidade de seus dobráveis. O Galaxy Fold original, lançado em 2019, ficou marcado por problemas graves na tela, incluindo falhas no revestimento e danos prematuros após poucos dias de uso. O caso forçou a empresa a adiar o lançamento e revisar o design.

Anos depois, mesmo com melhorias significativas, modelos como o Galaxy Z Flip 3 também registraram reclamações relacionadas a linhas de pixels mortos, rachaduras no vinco central e desgaste acelerado da camada ultrafina de vidro. Embora esses problemas não afetassem todos os usuários, eles ajudaram a consolidar a percepção de que dobráveis ainda exigem cuidados extras.

O Galaxy Z TriFold, por ser um conceito ainda mais ousado, amplia esses riscos. Três segmentos de tela significam mais dobradiças, mais pontos de estresse e maior complexidade mecânica, o que naturalmente aumenta as chances de falhas ao longo do tempo.

Vale a pena ser um early adopter de telas triplas?

Ser um early adopter sempre envolve riscos, mas no caso de dispositivos com telas dobráveis triplas, esses riscos são amplificados. O consumidor paga mais caro não apenas pelo hardware inovador, mas também pela experiência de testar uma tecnologia que ainda está em processo de amadurecimento.

Sem um seguro contra danos acidentais ou uma garantia estendida robusta, o prejuízo em caso de falha pode ser alto. Diferente de smartphones tradicionais, onde a troca de tela é relativamente acessível, dobráveis exigem componentes exclusivos, mão de obra especializada e prazos maiores de reparo.

Para muitos usuários, o caso do Galaxy Z TriFold serve como um lembrete claro, inovação tem custo, e nem sempre ele está explícito no preço de compra. Avaliar bem o perfil de uso, o orçamento para manutenção e a cobertura pós-venda se torna essencial antes de investir nesse tipo de produto.

Conclusão e o que esperar da Samsung

O primeiro caso documentado de falha espontânea na tela do Galaxy Z TriFold não significa, necessariamente, que o dispositivo seja um fracasso. No entanto, ele reforça uma discussão que acompanha os dobráveis desde o início, a durabilidade ainda não acompanha o nível de inovação.

Espera-se que a Samsung investigue o caso, identifique a causa raiz do problema e, se necessário, ajuste políticas de garantia ou até o próprio design em futuras revisões. Transparência e suporte ao consumidor serão fundamentais para manter a confiança em uma categoria que ainda busca consolidação.

Para o leitor, fica a reflexão, você teria coragem de investir em um smartphone dobrável de última geração sem seguro ou garantia estendida, sabendo que um simples defeito pode custar quase o preço de um aparelho novo?

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