iPhone 18 pode ter internet via satélite com tecnologia 5G NTN

O iPhone 18 pode levar a internet para qualquer lugar do planeta — mas a tecnologia ainda enfrenta limites importantes.

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

A conectividade móvel está prestes a dar um salto significativo. Rumores indicam que o iPhone 18 poderá ampliar drasticamente os recursos de comunicação via satélite, evoluindo do atual sistema de emergência para algo mais próximo de uma internet funcional em qualquer lugar do planeta. Se confirmado, esse avanço pode redefinir a forma como entendemos cobertura de rede.

A base dessa transformação seria a tecnologia NR-NTN (New Radio – Non-Terrestrial Networks), um padrão que integra redes celulares ao espaço. Combinada ao possível chip A20 e a um novo modem C2, a proposta sugere um smartphone capaz de manter conexão mesmo fora do alcance de torres terrestres.

O movimento também revela uma disputa silenciosa no setor. A Apple busca manter sua imagem de liderança enquanto enfrenta a pressão da Huawei, que já vem explorando recursos satelitais em smartphones recentes. O resultado dessa corrida pode moldar o futuro da comunicação global.

O que é a tecnologia NR-NTN e por que ela importa

A NR-NTN é uma evolução do padrão 5G criada para permitir que dispositivos móveis se conectem diretamente a satélites. Em vez de depender exclusivamente de antenas terrestres, o smartphone pode enviar e receber dados por meio de infraestrutura orbital.

Na prática, isso significa que áreas tradicionalmente isoladas, como regiões rurais, oceanos ou trilhas remotas, deixariam de ser “zonas mortas”. Para profissionais de campo, viajantes e equipes de resgate, a promessa é especialmente relevante.

Outro ponto crucial é a integração com redes existentes. A ideia não é substituir o 5G convencional, mas complementá-lo. O aparelho usaria a rede terrestre sempre que possível e alternaria automaticamente para o satélite quando necessário.

iPhone 18

O papel do modem C2 e do chip A20

Especula-se que o modem C2 seja o primeiro modem totalmente otimizado para comunicações híbridas, equilibrando consumo de energia e estabilidade de sinal. Esse aspecto é vital, já que transmissões via satélite exigem mais potência do que conexões tradicionais.

O chip A20, por sua vez, poderia atuar como o cérebro dessa operação, gerenciando algoritmos de conexão inteligente e reduzindo latência sempre que possível. Em teoria, isso ajudaria a tornar a experiência menos perceptível para o usuário, aproximando-a do que já conhecemos no 5G.

Além disso, a Apple já possui experiência no segmento graças à parceria com a Globalstar, responsável por sustentar serviços emergenciais atuais. Expandir essa base tecnológica seria um passo lógico.

Diferença entre mensagens de texto e internet 5G via satélite

Hoje, a conectividade satelital em smartphones costuma ser limitada a mensagens curtas e chamadas de emergência. Isso acontece porque a largura de banda é restrita e os custos operacionais ainda são elevados.

A proposta do 5G NTN, entretanto, vai além:

Mensagens via satélite:

  • Baixo consumo de dados
  • Maior confiabilidade
  • Funciona mesmo com sinal fraco

Internet via satélite:

  • Possibilidade de apps básicos
  • Envio de fotos comprimidas
  • Atualizações em tempo real

Apesar disso, não espere streaming em alta definição tão cedo. Pelo menos nas primeiras gerações, a prioridade deve ser conectividade essencial, não entretenimento pesado.

Apple vs Huawei: A corrida pela conectividade global

A Huawei saiu na frente ao implementar comunicação satelital em alguns de seus smartphones premium, posicionando o recurso como diferencial estratégico, especialmente em mercados onde infraestrutura terrestre é desigual.

Para competir, a Apple precisa ir além do marketing. Alguns fatores serão decisivos:

  • Integração perfeita: usuários esperam que a troca entre rede terrestre e satélite seja automática.
  • Eficiência energética: ninguém quer perder bateria rapidamente ao ativar o recurso.
  • Escalabilidade: a tecnologia precisa funcionar globalmente, não apenas em regiões específicas.

Caso consiga entregar esses três pilares, o iPhone 18 pode transformar um recurso antes visto como “de emergência” em algo cotidiano.

Realidade vs expectativa: O que esperar em 2026

Embora o potencial seja enorme, existem limitações técnicas importantes que não podem ser ignoradas.

  • Velocidade: inicialmente, deve ficar abaixo do 5G tradicional.
  • Latência: sinais percorrem milhares de quilômetros até o satélite.
  • Custos: é provável que operadoras cobrem planos adicionais.
  • Disponibilidade: a cobertura dependerá da densidade da constelação de satélites.

Ainda assim, mesmo uma conexão básica já seria revolucionária em cenários críticos.

Visão geral

Se os rumores se confirmarem, o iPhone 18 pode inaugurar uma nova fase da mobilidade: a da conectividade verdadeiramente global. Não se trata apenas de conveniência, mas de segurança, produtividade e inclusão digital.

A longo prazo, tecnologias como a NR-NTN podem reduzir drasticamente a dependência de infraestrutura física, aproximando o mundo de uma cobertura quase total.

Para o usuário comum, isso significa liberdade. Para o mercado, significa uma nova fronteira competitiva.

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