iPhone dobrável concha: Apple testa iPhone Flip além do Fold, diz Mark Gurman

Apple testa iPhone Flip em formato de concha enquanto prepara o iPhone Fold para marcar sua estreia definitiva no mercado de dobráveis.

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

A Apple parece cada vez mais próxima de entrar oficialmente na era dos smartphones dobráveis, e novos rumores indicam que seus planos vão além de um único modelo. De acordo com Mark Gurman, da Bloomberg, a empresa já trabalha não apenas no primeiro iPhone dobrável em formato de livro, previsto para o fim de 2026, mas também testa um segundo conceito no formato de concha, conhecido informalmente como iPhone Flip. A estratégia sugere que Cupertino pretende atacar dois segmentos distintos desse mercado em crescimento, oferecendo alternativas que vão do uso produtivo em tela grande à máxima portabilidade no bolso.

O retorno do formato concha nos laboratórios da Apple

Segundo Mark Gurman, engenheiros da Apple vêm avaliando protótipos de um celular dobrável da Apple que adota o formato de concha, semelhante ao que popularizou os antigos telefones flip, mas com tecnologia moderna de telas flexíveis. Internamente, o conceito é descrito como um “telefone quadrado”, que prioriza portabilidade extrema quando fechado e uma experiência completa de smartphone ao ser aberto.

Esse tipo de abordagem contrasta com o dobrável estilo livro, que se transforma quase em um tablet. No caso do iPhone Flip, a proposta é diferente, ele seria compacto no dia a dia, fácil de guardar em bolsos menores e bolsas, mas ainda capaz de entregar uma tela confortável para tarefas comuns, consumo de mídia e comunicação.

O formato concha não é novidade no mercado, mas representa um retorno estratégico a uma ideia antiga sob uma nova perspectiva. Para a Apple, isso significa repensar ergonomia, interface e até padrões de uso, algo que a empresa costuma fazer com cuidado extremo antes de lançar uma nova categoria de produto.

iPhone Dobrável
Imagem: 9to5Mac

iPhone Fold vs. iPhone Flip: As duas apostas de Cupertino

A coexistência de dois projetos indica que a Apple não enxerga o mercado de dobráveis como algo homogêneo. Pelo contrário, a empresa parece disposta a segmentar sua linha desde o início.

O primeiro dobrável (2026): O modelo estilo livro com tela de 7,8 polegadas

O chamado iPhone Fold deve ser o primeiro a chegar ao mercado. Rumores apontam para uma tela interna de aproximadamente 7,8 polegadas, posicionando o dispositivo como um híbrido entre smartphone e tablet. A ideia é atender usuários que valorizam multitarefa, leitura, produtividade e consumo de conteúdo em uma área maior.

Esse modelo seria o “cartão de visitas” da Apple no universo dos dobráveis, demonstrando maturidade tecnológica, acabamento premium e integração profunda com o iOS. Não por acaso, ele é tratado como prioridade e tem previsão de lançamento mais clara, no final de 2026.

O modelo concha (futuro): A resposta ao sucesso da linha Galaxy Z Flip

Já o iPhone Flip aparece como uma resposta direta ao sucesso de aparelhos como o Galaxy Z Flip, que conquistaram usuários interessados em design, portabilidade e estilo. Nesse segmento, o dobrável concha se destaca menos pela produtividade e mais pela conveniência e pelo apelo visual.

Para a Apple, entrar nesse espaço significa disputar um público que talvez não queira um aparelho que vire tablet, mas que valoriza um smartphone compacto, moderno e diferente do formato tradicional. O iPhone dobrável concha, se lançado, teria potencial para atrair usuários jovens, entusiastas de design e até consumidores que hoje não consideram um dobrável por questões de tamanho.

Desafios técnicos e a busca pelo “dobrável perfeito”

Apesar do entusiasmo, os desafios técnicos continuam sendo o principal motivo para a cautela da Apple. Um dos maiores obstáculos é o vinco na tela, uma marca visível na região da dobra que ainda incomoda parte dos consumidores. De acordo com relatos da indústria, a empresa só avançará para um lançamento quando conseguir reduzir esse efeito a um nível considerado aceitável para seus padrões.

Outro ponto crítico é a durabilidade. Um celular dobrável da Apple precisa suportar milhares de ciclos de abertura e fechamento sem comprometer a tela, a dobradiça ou a resistência estrutural. Isso vale tanto para o iPhone Fold quanto para o iPhone Flip, mas o formato concha impõe desafios adicionais por exigir uma dobra mais fechada e frequente.

Há ainda questões relacionadas à bateria, ao aproveitamento do espaço interno e à adaptação do sistema. O iOS precisará oferecer transições suaves entre os modos aberto e fechado, algo que a Apple já estuda há anos, mas que ganha nova complexidade em dispositivos dobráveis.

O impacto no mercado e expectativa de lançamento

A entrada da Apple no segmento de dobráveis deve ter um impacto significativo em todo o mercado mobile. Historicamente, a empresa não costuma ser a primeira a adotar novas categorias, mas quando entra, tende a acelerar a adoção em massa e elevar o padrão de qualidade percebida.

No curto prazo, o foco permanece no iPhone Fold, que deve estrear como um produto premium, com preço elevado e produção inicial limitada. Já o iPhone dobrável concha aparece como um projeto em estágio mais exploratório, sem janela de lançamento definida, possivelmente ficando para depois de 2027.

Ainda assim, o simples fato de a Apple testar um iPhone Flip indica que a empresa enxerga valor no formato e acompanha de perto o desempenho de concorrentes como o Galaxy Z Flip. Para consumidores e entusiastas, isso sinaliza um futuro com mais opções e menos compromissos, seja para quem quer um iPhone que vire tablet, seja para quem prefere um aparelho que fique minúsculo no bolso.

No fim das contas, a estratégia parece clara, a Apple quer chegar aos dobráveis quando estiver pronta para oferecer não apenas um produto funcional, mas uma experiência refinada, coerente com sua imagem e capaz de redefinir expectativas.

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