iPhone Fold pode ser um iPad de bolso, design dobrável da Apple surpreende

O dobrável da Apple pode não ser apenas um iPhone maior, mas um iPad mini que cabe no bolso.

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

A Apple é, historicamente, cautelosa quando entra em novas categorias de produto. Enquanto concorrentes como Samsung e Google já estão em sua terceira ou quarta geração de smartphones dobráveis, o iPhone Fold segue envolto em silêncio, rumores e expectativas. Nos últimos vazamentos, porém, uma ideia começou a ganhar força e ela é mais ousada do que simplesmente “um iPhone que dobra”. A teoria mais interessante sugere que o primeiro dobrável da Apple pode ser, na prática, um iPad mini dobrável, um verdadeiro “iPad de bolso”, pensado desde o início para produtividade, leitura e interação em uma tela ampla que cabe no dia a dia. Essa mudança de perspectiva ajuda a explicar por que a empresa demorou tanto e por que o iPhone Fold pode chegar ao mercado com um design disruptivo, diferente de tudo o que já vimos.

O protótipo 3D e a mudança de formato

Os rumores mais recentes ganharam força após análises de protótipos 3D compartilhadas por vozes respeitadas da comunidade Apple, como Stephen Hackett e Jason Snell. Ambos destacaram que o formato especulado para o iPhone Fold foge do padrão adotado pelos dobráveis atuais. Em vez de um dispositivo alto e estreito quando aberto, a Apple estaria testando um corpo mais curto e largo, com proporção próxima a de um pequeno tablet. Essa abordagem contrasta diretamente com modelos como o Galaxy Z Fold7 e o Pixel 10 Pro Fold, que priorizam uma experiência alongada, muitas vezes criticada por gerar interfaces estranhas e barras pretas em aplicativos.

A ideia de um “bloco” mais equilibrado faz sentido quando se pensa na herança do iPad mini. Ao abrir o dispositivo, o usuário teria uma tela quase quadrada, ideal para leitura, navegação, edição de documentos e consumo de conteúdo. Fechado, ele continuaria funcional como um telefone, mas sem a obsessão por imitar o formato de um smartphone tradicional em todas as situações. Essa decisão de design reforça a impressão de que a Apple não quer apenas entrar no mercado de dobráveis, mas redefinir como eles devem ser usados.

iPhone Fold

Desafios de software e interface

Um design mais largo e compacto traz implicações profundas para o software. Diferente dos dobráveis atuais, que muitas vezes apenas esticam interfaces de smartphone, o iPhone Fold exigiria uma adaptação real do iOS e, possivelmente, uma convergência ainda maior com o iPadOS. Uma tela com proporção de “bloco de notas” favorece multitarefa, janelas flutuantes e layouts em duas colunas, mas isso só funciona bem se o sistema operacional estiver preparado.

É aqui que entra a expectativa em torno do iOS 27. Rumores indicam que essa versão do sistema pode ser um marco na estratégia da Apple para telas flexíveis, trazendo APIs mais maduras para redimensionamento dinâmico, estados de aplicativos mais inteligentes e transições fluidas entre modos fechado e aberto. Para desenvolvedores interessados em UX e UI, o iPhone Fold pode representar um novo paradigma, no qual apps deixam de ser pensados apenas para “telefone ou tablet” e passam a existir em um continuum de tamanhos e interações.

Esse desafio ajuda a explicar a demora da Apple. Não basta ter uma dobradiça confiável ou uma tela sem vinco visível. É necessário que todo o ecossistema de aplicativos funcione de forma consistente, algo que a empresa historicamente trata como prioridade absoluta.

iPhone Fold ou iPad Fold? O dilema da Apple

A grande pergunta que emerge desses vazamentos é conceitual: afinal, o iPhone Fold é um telefone que se transforma em tablet ou um tablet que se dobra para caber no bolso? Do ponto de vista de marketing, o nome “iPhone” carrega um peso enorme, sendo o produto mais lucrativo da Apple. Faz sentido usá-lo para garantir adoção imediata. Por outro lado, a experiência descrita se aproxima muito mais de um iPad mini do que de um iPhone tradicional.

Esse dilema não é apenas semântico. Ele influencia preço, posicionamento e público-alvo. Um dobrável pensado como “iPad de bolso” pode ser vendido como ferramenta de produtividade e criatividade, atraindo profissionais, estudantes e entusiastas que hoje já usam dois dispositivos separados. Ao mesmo tempo, isso justificaria um preço mais elevado, alinhado ao de um tablet premium, e não apenas de um smartphone topo de linha.

A Apple já mostrou, no passado, que não tem medo de criar categorias híbridas quando enxerga valor nisso. O iPad nasceu em um espaço nebuloso entre notebooks e smartphones, e o Apple Watch evoluiu de acessório do iPhone para um dispositivo quase independente. O iPhone Fold pode ser o próximo passo nessa tradição.

Conclusão e o futuro dos dobráveis

Se os rumores se confirmarem, o iPhone Fold não será apenas mais um dobrável no mercado. Ele pode inaugurar uma nova forma de pensar esses dispositivos, menos focada em imitar smartphones tradicionais e mais voltada para oferecer uma experiência de tablet realmente portátil. Um “iPad de bolso” tem potencial para influenciar todo o setor, forçando concorrentes como Samsung a repensarem proporções e estratégias de software.

Ainda há muitas incógnitas, desde durabilidade até preço e data de lançamento, mas uma coisa parece clara: a Apple só entrará nesse mercado quando acreditar que pode fazê-lo do seu jeito. Se isso significa esperar mais alguns anos para entregar algo verdadeiramente diferente, o histórico da empresa sugere que a aposta pode valer a pena. E você, acha que o futuro dos dobráveis passa por esse formato mais compacto e largo? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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