A discussão sobre o próximo CEO da Apple deixou de ser um exercício hipotético e passou a ganhar contornos reais. Após mais de 14 anos no comando da empresa, Tim Cook tem sinalizado cansaço e uma possível transição planejada, algo reforçado por análises recentes do The New York Times, que descrevem a busca da Apple por um perfil diferente daquele que assumiu após a era Steve Jobs. Nesse cenário, um nome se destaca de forma consistente nos bastidores de Cupertino, John Ternus, um executivo discreto, profundamente técnico e cada vez mais visto como o candidato natural à sucessão.
A possível escolha de Ternus não representa apenas uma troca de liderança, mas uma mudança simbólica de fase. Se Cook foi o CEO da eficiência operacional, da expansão de serviços e da consolidação financeira, o próximo CEO da Apple pode ser alguém moldado pela engenharia de produto, pelo domínio do hardware e pela visão de longo prazo sobre silício, design e integração.
Quem é John Ternus e seu estilo na Apple
John Ternus ingressou na Apple em 2001, ainda nos primeiros anos do renascimento da empresa sob Steve Jobs. Diferente de executivos mais midiáticos, ele construiu sua carreira longe dos holofotes, sempre associado a times de engenharia e desenvolvimento de produto. Atualmente, ocupa o cargo de vice-presidente sênior de engenharia de hardware, sendo responsável por decisões estratégicas que impactam diretamente iPhone, iPad, Mac e acessórios.
Seu estilo é marcado por pragmatismo e foco absoluto em execução. Internamente, Ternus é conhecido por questionar custos, eficiência energética e viabilidade técnica antes de qualquer aposta ousada. Um exemplo recorrente citado por fontes internas é seu papel no equilíbrio do uso de LiDAR em dispositivos móveis, avaliando não apenas o potencial tecnológico, mas o impacto real para o usuário e para a cadeia de suprimentos.
Esse perfil reforça por que ele é visto como favorito a próximo CEO da Apple, alguém que entende profundamente o produto e, ao mesmo tempo, sabe dizer “não” quando a tecnologia não justifica o investimento.

O legado técnico: Do Apple Silicon ao iPhone Air
Poucos executivos da Apple podem reivindicar participação tão direta em transformações estruturais quanto John Ternus. Um dos maiores marcos de sua trajetória foi o papel central na transição histórica dos processadores Intel para o Apple Silicon, uma decisão que redefiniu o desempenho, a eficiência e a independência tecnológica da empresa.
Sob sua liderança, nasceram chips como as famílias M1, M2 e suas evoluções, consolidando a Apple como uma das maiores designers de silício do mundo. Essa mudança não apenas melhorou Macs e iPads, como também fortaleceu o ecossistema fechado que diferencia a empresa de seus concorrentes.
Outro projeto associado ao seu nome é o iPhone Air, uma abordagem que privilegia design ultrafino, eficiência energética e escolhas técnicas mais refinadas. O conceito reflete bem a filosofia de Ternus, menos foco em exageros de especificação, mais atenção ao equilíbrio entre engenharia, custo e experiência do usuário. Esses projetos reforçam sua credencial como próximo CEO da Apple com DNA de produto.
O foco em hardware vs. política
A comparação entre Tim Cook e John Ternus ajuda a entender por que a sucessão pode marcar uma virada estratégica. Cook construiu sua carreira como especialista em operações, logística e relações institucionais, tornando-se um CEO altamente político e diplomático, capaz de navegar por crises regulatórias e cadeias globais complexas.
Ternus, por outro lado, é um executivo de laboratório, alguém que fala a linguagem dos engenheiros e toma decisões baseadas em limites físicos, térmicos e energéticos. Caso se torne próximo CEO da Apple, a empresa pode ver um reposicionamento sutil, com maior protagonismo do hardware e menor dependência de discursos institucionais.
Outros nomes na mesa de sucessão
Embora John Ternus seja apontado como favorito, a Apple tradicionalmente trabalha com múltiplos cenários internos. Craig Federighi, chefe de engenharia de software, é frequentemente lembrado por seu carisma e domínio do iOS e macOS. Eddy Cue, responsável por serviços, representa a vertente de negócios digitais e conteúdo. Greg Joswiak, líder de marketing, e Deirdre O’Brien, responsável por varejo e pessoas, também aparecem como alternativas, ainda que menos prováveis.
Nenhum deles, porém, combina de forma tão clara profundidade técnica, liderança de produto e visão industrial quanto Ternus, fator decisivo na disputa pelo posto de próximo CEO da Apple.
O que esperar da Apple sob nova direção
Caso a sucessão se confirme, a Apple pode entrar em uma fase de maior ousadia no hardware. Há expectativas de aceleração em projetos como iPhones dobráveis, novos formatos de Mac e avanços mais agressivos em realidade aumentada e computação espacial. Um CEO com perfil de engenheiro tende a assumir riscos calculados, priorizando diferenciação técnica em vez de expansão incremental.
Essa mudança também pode impactar o ritmo de lançamentos, o design industrial e até a forma como a empresa comunica seus produtos. O próximo CEO da Apple, se for John Ternus, provavelmente reforçará a imagem da empresa como líder em engenharia integrada, algo que remete, em parte, ao espírito da era Jobs, mas com maturidade industrial.
Conclusão
A possível transição de Tim Cook para John Ternus representa mais do que uma troca de comando, sinaliza uma mudança de foco estratégico na Apple. Um próximo CEO da Apple com perfil técnico pode redefinir prioridades, acelerar inovações em hardware e reposicionar a empresa para a próxima década de desafios tecnológicos.
Para o mercado, trata-se de um movimento observado com atenção, para os consumidores, uma promessa de produtos ainda mais integrados e ambiciosos. Resta saber se a Apple está pronta para colocar novamente um engenheiro no topo e se esse é o caminho que você, leitor, acredita ser o ideal.
