Suporte a sensores do Apple Silicon e Intel Nova Lake-S chega ao Linux 7.0 no subsistema MFD

Apple Silicon e Intel Nova Lake-S: O Kernel Linux 7.0 revoluciona o monitoramento e gerenciamento de hardware!

Escrito por
Emanuel Negromonte
Emanuel Negromonte é Jornalista, Mestre em Tecnologia da Informação e atualmente cursa a segunda graduação em Engenharia de Software. Com 14 anos de experiência escrevendo sobre...
  • Monitoramento Real em Macs: O Kernel Linux 7.0 traz suporte nativo aos sensores do Apple SMC, permitindo finalmente a leitura precisa de temperatura, bateria e relógio em computadores com Apple Silicon.
  • Prontidão para o Futuro (Zero-Day): A atualização garante que os futuros processadores Intel Nova Lake-S sejam reconhecidos pelo Kernel Linux 7.0 antes mesmo de chegarem às prateleiras, otimizando o gerenciamento de energia desde o dia 1.
  • Controle de Energia Otimizado: Usuários de placas embarcadas ganham estabilidade com os novos drivers MFD para PMICs da ROHM e Rockchip perfeitamente integrados ao Kernel Linux 7.0.
  • Core Mais Estável e Seguro: O patch corrige possíveis falhas de concorrência (race conditions) no subsistema MFD, tornando o Kernel Linux 7.0 muito mais robusto no tratamento de múltiplas requisições de hardware simultâneas.
  • Previsão de Chegada: Em fase de Merge Window, as novidades do Kernel Linux 7.0 devem desembarcar em distribuições populares como Ubuntu e Fedora no segundo semestre de 2026.

O mantenedor Lee Jones enviou um grande pacote de atualizações (pull request) para o subsistema MFD (Multi-Function Devices), trazendo compatibilidade crítica para hardwares modernos e futuros. A mudança impacta positivamente desde usuários rodando Linux em Macs até o mercado de dispositivos embarcados.

O desenvolvedor propôs dezenas de novos drivers e melhorias, com destaque para a ativação completa dos sensores do Apple SMC e o reconhecimento antecipado dos próximos processadores Intel. O ganho imediato é que o Kernel Linux 7.0 ganha a capacidade nativa de monitorar o hardware em máquinas Apple modernas, além de garantir suporte “zero-day” para o gerenciamento de energia e comunicação dos futuros PCs da linha Nova Lake.

O que isso significa na prática:

O subsistema MFD gerencia chips que agem como “canivetes suíços” na placa-mãe, fazendo várias funções (como ler bateria, gerenciar energia e controlar relógios) em um único componente. Antes, se você instalasse Linux em um Mac com processador Apple, o sistema não se comunicava totalmente com o chip de controle do sistema (SMC), ficando cego para dados vitais de hardware. Agora, o Linux “aprende” a ler esses sensores de temperatura, relógio e dispositivos de entrada do Mac corretamente. Além disso, computadores que ainda nem foram lançados (com chips Intel Nova Lake) já serão reconhecidos pelo sistema operacional de fábrica.

Detalhes da implementação

As modificações ocorrem no coração do subsistema MFD e afetam diversos Power Management ICs (PMICs). Abaixo estão os principais destaques técnicos submetidos:

  • Apple SMC (macsmc): O driver recebeu o cabeamento (wire up) de três sub-dispositivos fundamentais: RTC (Real-Time Clock), hwmon (Hardware Monitoring) e entrada (input). O patch corrige também uma potencial falha crítica (NULL pointer dereference), garantindo que os mutexes sejam devidamente inicializados durante a fase de probe.
  • Intel Nova Lake-S (NVL-S): A arquitetura futura de desktops da Intel recebeu suporte de identificação básica, com a adição dos PCI IDs necessários no driver intel-lpss (Intel Low Power Subsystem).
  • Novos PMICs (ROHM e Rockchip): Inclusão de suporte maciço ao chip ROHM BD72720. A implementação exigiu um “wrapper regmap” engenhoso para permitir que os dispositivos filhos consigam lidar de maneira transparente com endereços I2C duplos (0x4b e 0x4c). O Rockchip RK801 e o ROHM BD73900 também ganharam suporte a MFD e drivers de reguladores de tensão.
  • Core do MFD: O patch corrige possíveis cenários de concorrência (race conditions) no próprio núcleo do subsistema, introduzindo bloqueios mutex ao redor da variável mfd_of_node_list, garantindo travamento seguro em requisições simultâneas.

Quando isso chega no meu PC?

O patch está na fase de Merge Window e integrará oficialmente o Kernel Linux 7.0. Seguindo o ciclo tradicional de desenvolvimento, a versão estável deve chegar oficialmente entre abril e maio de 2026. Usuários de distribuições rolling release (como Arch Linux e openSUSE Tumbleweed) receberão as novidades nas semanas seguintes, enquanto distribuições de ciclo fixo (como Fedora e Ubuntu) deverão incorporar a atualização em seus lançamentos do segundo semestre de 2026.

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