AudioNoise é um pequeno programa de simulação de efeitos de pedal de guitarra, criado como passatempo. Ele está sendo escrito com Antigravity, um fork do VSCode feito pelo Google com Gemini integrado, pensado para “Vibe Coding”, isto é, programar com forte apoio de assistentes de Inteligência Artificial.
Linus Torvalds virou fã de Vibe Coding? A resposta real é bem menos dramática: o criador do Linux está usando assistentes de IA apenas em projetos pessoais e sem importância prática, como um experimento de férias, sem qualquer pretensão de levar isso para trabalho “de verdade”.
O exemplo citado é o AudioNoise, descrito pelo próprio Torvalds com autodepreciação como “mais um repositório bobo ligado a pedal de guitarra”. O projeto começou no recesso de fim de ano e, na prática, funciona como um simulador de efeitos, aqueles mesmos que guitarristas usam para distorção, delay e afins.
O detalhe curioso é a ferramenta escolhida: Antigravity, um editor/IDE derivado do Visual Studio Code com Gemini integrado. A proposta do conjunto é reduzir o atrito de prototipar, deixando o assistente gerar trechos, sugerir estruturas e acelerar iterações, o pacote clássico do que vem sendo chamado de “Vibe Coding”.
💡 Dica: isso não muda a forma como Torvalds trabalha no que importa para ele. Quando o assunto é o Kernel Linux, ele continua no modo “na unha”: Vim, código escrito manualmente e, segundo relatos anteriores, sem depender nem de recursos de autocompletar no estilo IntelliSense.
O contraste é justamente o ponto da história: Torvalds mantém a postura crítica sobre IA em projetos sérios, tratando muita coisa do setor como marketing, mas não vê problema em usar o mesmo tipo de tecnologia como brinquedo técnico. Nessa lógica, um bug em um projeto de lazer é apenas um bug; no kernel, é outra conversa.
⚖️ Veredito: para Torvalds, IA pode ser uma boa companhia em protótipos e hobbies, onde a velocidade de brincar com ideias vale mais do que o rigor. Em software de infraestrutura, o recado segue o mesmo: nada de terceirizar decisões críticas para assistentes.
