Lords of the Fallen 2: veja os requisitos para PC

A sequência soulslike eleva o nível técnico com Unreal Engine 5 e exige hardware de ponta no PC.

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

A sequência do soulslike que marcou 2023 já começa a mostrar que pretende dar um passo além em escala, ambição e fidelidade visual. Lords of the Fallen 2 chega com foco total na Unreal Engine 5, prometendo ambientes ainda mais densos, combates refinados e uma experiência mais cinematográfica. Com previsão para 2026, o título da CI Games já movimenta a comunidade de PC, principalmente após a divulgação das primeiras informações sobre requisitos de sistema.

O que mais chamou atenção foi o aumento significativo na demanda por hardware. Para quem acompanha a evolução dos jogos AAA no computador, os requisitos de Lords of the Fallen 2 indicam um salto técnico claro em relação ao antecessor. A pergunta que fica é simples: seu setup está pronto para essa nova fase da franquia?

O salto técnico: comparando com o primeiro jogo

O primeiro Lords of the Fallen já utilizava a Unreal Engine 5, explorando recursos como Lumen e Nanite para iluminação dinâmica e alto nível de detalhamento geométrico. Ainda assim, conseguia rodar de forma relativamente estável em placas como RTX 2080 e equivalentes.

Agora, ao analisar os requisitos de Lords of the Fallen 2, o cenário muda. A presença da RTX 3080 como referência nas configurações recomendadas mostra que a desenvolvedora está mirando resoluções mais altas, ray tracing mais consistente e maior densidade de elementos em tela.

Esse avanço não é apenas gráfico. A Unreal Engine 5 exige maior poder de processamento para lidar com mundos mais complexos, transições rápidas entre áreas e sistemas de iluminação em tempo real. O resultado é um aumento natural na exigência tanto de GPU quanto de CPU.

Para gamers de PC e entusiastas de hardware, isso confirma uma tendência da indústria: a nova geração de motores gráficos está consolidando um novo padrão mínimo de desempenho.

Tabela de especificações técnicas

Lords of The Fallen 2
Imagem: WCCFTech

Abaixo estão as configurações divulgadas até o momento para rodar o jogo no PC.

Requisitos mínimos

  • Sistema operacional: Windows 10 ou Windows 11 64-bit
  • Processador: Intel Core i5-8400 ou AMD Ryzen 5 2600
  • Memória RAM: 16 GB
  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1080 ou AMD Radeon RX 5700
  • Armazenamento: SSD com cerca de 70 GB livres

Requisitos recomendados

  • Sistema operacional: Windows 10 ou Windows 11 64-bit
  • Processador: Intel Core i7-12700K ou AMD Ryzen 7 5800X
  • Memória RAM: 32 GB
  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 3080 ou AMD Radeon RX 6800 XT
  • Armazenamento: SSD NVMe

A exigência de 32 GB de RAM nas configurações recomendadas reforça que estamos diante de um projeto mais ambicioso em termos de escopo e complexidade técnica. Além disso, a recomendação de SSD NVMe indica que o streaming de assets será intenso, algo comum em projetos modernos baseados na Unreal Engine 5.

Para quem utiliza GPUs intermediárias como RTX 2060 ou RX 6600, tecnologias de upscaling como DLSS e FSR devem ser fundamentais para manter boa taxa de quadros.

Filosofia de desenvolvimento: foco na responsabilidade

Outro ponto relevante envolve a postura da CI Games. O CEO Marek Tyminski já afirmou publicamente que a empresa não pretende responsabilizar os jogadores por eventuais problemas técnicos. A filosofia pode ser resumida na ideia de assumir falhas e corrigi-las rapidamente.

O primeiro título recebeu diversas atualizações pós-lançamento, com melhorias de desempenho, estabilidade e balanceamento. Esse histórico é importante, especialmente quando analisamos que os requisitos de Lords of the Fallen 2 são mais elevados.

Para o público de PC, otimização é tão importante quanto potência bruta. Um jogo bem escalonado consegue entregar boa experiência mesmo em configurações abaixo das recomendadas. Caso a desenvolvedora mantenha o compromisso demonstrado anteriormente, há espaço para otimismo.

Exclusividade e o ecossistema Linux

A distribuição digital deve continuar ligada à Epic Games Store, o que levanta discussões sobre compatibilidade fora do Windows. Para usuários de Linux, a principal esperança continua sendo o Proton, além do uso do Heroic Launcher.

A boa notícia é que jogos baseados na Unreal Engine 5 costumam apresentar desempenho razoável via camada de compatibilidade da Valve, desde que não utilizem sistemas de proteção incompatíveis.

Ainda assim, é importante considerar que rodar o título no Linux pode exigir margem extra de desempenho. Pequenas perdas em comparação com o Windows são comuns. Portanto, quem pretende jogar via Proton deve observar com atenção as recomendações de GPU e CPU.

O uso obrigatório de SSD rápido também é um ponto crucial para esse público, já que o carregamento dinâmico de texturas e ambientes depende fortemente da velocidade de leitura.

Conclusão: um novo padrão para a franquia

As novas exigências mostram que a franquia está entrando definitivamente na era do hardware mais robusto. O avanço técnico impulsionado pela Unreal Engine 5 traz benefícios visuais claros, mas também eleva o patamar mínimo necessário para uma experiência ideal.

Para gamers de PC, a discussão gira em torno de upgrades e custo-benefício. Para usuários de Linux, o foco está na compatibilidade e no desempenho via Proton. Em ambos os casos, o novo capítulo promete ser tecnicamente mais ousado.

Resta saber se o equilíbrio entre ambição gráfica e otimização será alcançado. Se a CI Games repetir o suporte pós-lançamento do primeiro jogo, a sequência pode se consolidar como referência técnica dentro do gênero soulslike.

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Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista em Android, Apple, Cibersegurança e diversos outros temas do universo tecnológico. Seu foco é trazer análises aprofundadas, notícias e guias práticos sobre segurança digital, mobilidade, sistemas operacionais e as últimas inovações que moldam o cenário da tecnologia.