MacBook de baixo custo com A18 Pro chega em março

Apple prepara MacBook de baixo custo com chip de iPhone e preço agressivo

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

Março costuma ser um mês estratégico para a Apple, tradicionalmente marcado por anúncios voltados ao público geral e ao setor educacional. Agora, um novo vazamento indica que a empresa pode apresentar um MacBook de baixo custo equipado com o poderoso A18 Pro, chip originalmente desenvolvido para iPhones. A mudança representa uma possível quebra de paradigma dentro da linha Mac e pode redefinir o mercado de notebooks de entrada em 2026.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Mark Gurman, conhecido por antecipar movimentos da Apple com alto grau de precisão, a empresa estaria testando um laptop acessível da Apple com foco em estudantes, usuários domésticos e mercados emergentes. A grande novidade não está apenas no preço sugerido, mas na estratégia de usar um chip da linha mobile em um Mac, algo que pode ampliar ainda mais o alcance da plataforma Apple Silicon.

Mas o que exatamente esperar desse novo MacBook 2026? Vamos analisar os detalhes técnicos e o impacto dessa possível estreia.

O coração do novo MacBook: Chip A18 Pro

A principal diferença do MacBook de baixo custo estaria no seu processador. Em vez de utilizar um chip da linha M, como M1 ou M2, o modelo traria o A18 Pro, conhecido por seu desempenho avançado nos iPhones mais recentes.

McBook

Performance vs M1

A comparação mais imediata é com o M1, que ainda equipa modelos de entrada vendidos em diversos mercados. O A18 Pro deve oferecer:

• CPU com arquitetura otimizada para tarefas de alto desempenho em núcleos híbridos
GPU aprimorada com foco em eficiência gráfica
• Neural Engine atualizado para tarefas de inteligência artificial

Embora o M1 ainda tenha vantagem em workloads sustentadas e tarefas profissionais mais pesadas, o A18 Pro pode entregar desempenho comparável em atividades do dia a dia, como navegação, edição leve de documentos, consumo de mídia e programação básica.

Para estudantes e usuários de Linux interessados em virtualização ou dual boot, o cenário é interessante. A arquitetura ARM já é consolidada no ecossistema Apple Silicon, e a maturidade das ferramentas de virtualização vem evoluindo rapidamente. Isso significa que o novo MacBook 2026 pode atender a desenvolvedores e entusiastas que buscam um MacBook barato como máquina secundária.

Eficiência energética

Se há um ponto onde o A18 Pro pode surpreender é na eficiência energética. Chips desenvolvidos para smartphones são projetados para extrair o máximo desempenho com consumo mínimo de energia.

Na prática, isso pode resultar em:

• Bateria com autonomia superior a 15 horas
• Sistema de refrigeração simplificado, possivelmente sem ventoinha
• Menor geração de calor

Esse conjunto pode tornar o MacBook de baixo custo extremamente atraente para uso acadêmico e mobilidade constante, reforçando sua proposta como laptop acessível da Apple.

Design e cores: A volta do visual divertido

Outro ponto que chama atenção nos rumores é o retorno de cores vibrantes, algo que remete à fase mais “divertida” da Apple, como nos antigos iMacs coloridos.

Os protótipos estariam sendo testados em cores como:

• Azul vibrante
• Verde menta
• Rosa suave
• Amarelo claro

A proposta parece clara, atingir estudantes e jovens consumidores que valorizam identidade visual além de especificações técnicas.

Em relação ao material, o novo MacBook 2026 deve manter estrutura em alumínio, porém com um processo de fabricação mais econômico. Isso pode envolver:

• Redução de espessura em partes não estruturais
• Menos usinagem interna
• Otimização de componentes para reduzir custos

Mesmo assim, a expectativa é que a Apple mantenha o padrão premium de construção. Afinal, mesmo sendo um MacBook de baixo custo, a marca dificilmente abriria mão da percepção de qualidade.

A tela deve ser um painel LCD de 13 polegadas, possivelmente com resolução próxima a 2560×1600, brilho em torno de 400 nits e suporte ao True Tone. Não há indícios de mini-LED ou ProMotion, o que ajuda a manter o preço competitivo.

Preço e mercado: O fim do domínio dos Chromebooks?

O preço sugerido de US$ 699 é o ponto mais estratégico desse lançamento. Historicamente, os MacBooks sempre ocuparam faixas acima de US$ 999. Ao posicionar um MacBook barato abaixo dos US$ 700, a Apple entra diretamente no território dominado por Chromebooks e notebooks Windows de entrada.

Esse movimento pode ter três impactos principais:

  1. Educação: Escolas e universidades que antes optavam por Chromebooks podem considerar o MacBook de baixo custo como alternativa viável.
  2. Consumidor doméstico: Usuários que desejavam entrar no ecossistema Apple, mas eram barrados pelo preço, passam a ter uma porta de entrada real.
  3. Mercado emergente: Países com alta sensibilidade a preço podem ver aumento na adoção de Macs.

Além disso, a integração com iPhone e iPad continua sendo um diferencial poderoso. Recursos como Handoff, AirDrop e sincronização via iCloud reforçam o valor agregado, mesmo em um laptop acessível da Apple.

Para o mercado Linux, o cenário também é curioso. Muitos usuários compram hardware Apple pela qualidade de construção e utilizam virtualização para rodar outras distribuições. Com preço mais competitivo, o novo MacBook 2026 pode se tornar uma opção popular para quem busca hardware durável com arquitetura ARM moderna.

Conclusão e impacto

O possível lançamento do MacBook de baixo custo em março representa mais do que apenas um produto novo. Ele simboliza uma mudança estratégica importante na Apple, aproximando a marca de um público que antes estava fora do seu alcance.

Ao combinar o chip A18 Pro, design colorido, eficiência energética e preço agressivo, a empresa pode redefinir o conceito de notebook de entrada premium. Se os rumores estiverem corretos, março pode marcar o início de uma nova fase para o ecossistema Apple Silicon, agora mais democrático e acessível.

Resta saber como o mercado reagirá e se a Apple conseguirá manter margens saudáveis com esse posicionamento. Uma coisa é certa, o debate já começou.

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