MFA obrigatório no Azure: Como se preparar para outubro de 2025

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Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

Entenda a nova exigência de segurança da Microsoft e saiba como preparar seu ambiente para a mudança.

A segurança na nuvem deixou de ser uma opção e se tornou uma necessidade crítica para empresas e profissionais de TI. Em um movimento que reforça essa tendência, a Microsoft anunciou que, a partir de outubro de 2025, a autenticação multifator (MFA Azure) será obrigatória para todas as operações de gerenciamento de recursos no Microsoft Azure. Essa mudança impacta administradores, desenvolvedores, engenheiros de nuvem e profissionais de segurança, exigindo preparação antecipada para evitar interrupções em acessos e automações.

O objetivo desta medida é claro: proteger credenciais críticas e evitar que invasores consigam acesso indevido a ambientes corporativos. Dentro da Secure Future Initiative (SFI), a Microsoft reforça a segurança de contas e operações em nuvem, acompanhando tendências globais de proteção contra roubo de credenciais e acessos não autorizados. Este artigo detalha o que muda, quem será impactado e como se preparar para essa exigência de segurança essencial.

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Imagem: Bleeping Computer

O que exatamente está mudando no Azure?

A partir de 1º de outubro de 2025, qualquer ação de Criação, Atualização ou Exclusão (CRUD) de recursos no Azure exigirá MFA Azure. Isso inclui operações realizadas por meio de Azure CLI, Azure PowerShell, SDKs, aplicativos móveis e chamadas diretas à API REST. A única exceção prevista são administradores globais, que podem solicitar um adiamento da obrigatoriedade até julho de 2026, mas apenas sob justificativa formal.

A medida significa que qualquer comando ou script que envolva gerenciamento de recursos sem MFA configurado será bloqueado, evitando alterações não autorizadas em ambientes críticos de produção.

Ferramentas que você precisa atualizar

Para garantir compatibilidade com a exigência de MFA, é fundamental atualizar as ferramentas de gerenciamento:

  • Azure CLI: versão 2.76 ou posterior
  • Azure PowerShell: versão 14.3 ou posterior

Além disso, é recomendável revisar scripts e automações que utilizam credenciais de usuário, migrando para Service Principals ou Managed Identities, práticas que aumentam a segurança e reduzem riscos de falha após a implementação do MFA.

Por que a Microsoft está fazendo isso agora?

A decisão de tornar o MFA obrigatório no Azure faz parte da Secure Future Initiative (SFI), esforço da Microsoft para fortalecer a proteção de contas e operações em nuvem. Segundo dados oficiais da empresa, o uso de MFA bloqueia 99,99% das tentativas de invasão de contas, comprovando sua eficácia como barreira de segurança.

Além disso, a medida acompanha tendências do setor, como GitHub, que também reforçou recentemente suas políticas de autenticação multifator, demonstrando que a segurança reforçada é uma prática crescente e necessária no gerenciamento de sistemas críticos e dados sensíveis.

Como verificar sua conformidade e se preparar para a mudança

Preparar-se para o MFA obrigatório Azure exige ação proativa. Aqui estão algumas orientações:

Verificando o status do MFA no seu locatário

Administradores podem monitorar a adoção de MFA usando relatórios de registro de métodos de autenticação no Microsoft Entra ID (antigo Azure Active Directory). Alternativamente, scripts PowerShell podem gerar relatórios detalhados de usuários habilitados, facilitando a auditoria e identificação de lacunas.

Passos para habilitar o MFA

A ativação pode ser feita de forma centralizada através de:

  • Padrões de Segurança (Security Defaults): forma rápida de garantir MFA para todos os usuários.
  • Políticas de Acesso Condicional (Conditional Access): permite configurações mais granulares, aplicando MFA apenas a operações sensíveis ou grupos específicos.

Além disso, a revisão de scripts de automação deve incluir a adaptação para Service Principals ou Managed Identities, garantindo que os processos automatizados continuem funcionando sem interrupções.

O impacto para administradores e desenvolvedores

A obrigatoriedade do MFA Azure terá implicações práticas imediatas:

  • Scripts de automação que utilizam credenciais de usuário podem falhar se não forem atualizados.
  • Administradores precisam revisar processos de acesso remoto, integração com CI/CD e chamadas API.
  • Embora haja um atrito inicial, a medida aumenta a resiliência e a proteção contra invasões.

Profissionais que já utilizam Service Principals ou Managed Identities perceberão menos impactos, mas ainda assim é crucial garantir compatibilidade total com Azure CLI e PowerShell atualizados.

Conclusão: um passo necessário para um ecossistema mais seguro

A partir de outubro de 2025, a Microsoft exigirá MFA Azure para gerenciar recursos, reforçando a segurança e prevenindo acessos indevidos. Todas as ferramentas de linha de comando, APIs e SDKs precisarão estar atualizadas, e os scripts de automação revisados para garantir continuidade operacional.

Não deixe para a última hora. Verifique hoje mesmo a configuração de MFA no seu ambiente Azure, atualize suas ferramentas de linha de comando e prepare seus scripts de automação para essa mudança essencial. A implementação correta não apenas evita interrupções, mas fortalece toda a postura de segurança da sua organização.

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