Como usar a multitarefa no Gemini no Android

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

Aprenda a usar a nova bolha flutuante do Gemini e faça multitarefas sem interrupções no celular.

O Gemini no Android ficou mais prático para quem precisa alternar entre aplicativos enquanto aguarda uma resposta da inteligência artificial. Durante muito tempo, o overlay do assistente ocupava a área de interação na tela e, na prática, obrigava o usuário a permanecer naquele contexto até terminar a tarefa. Agora, um novo botão “Minimizar” permite transformar o painel do Gemini em uma pequena bolha flutuante, mantendo a conversa disponível enquanto você continua usando o celular.

A mudança parece pequena, mas resolve uma limitação importante de usabilidade. É possível enviar uma pergunta, comando ou solicitação ao Gemini, minimizar o overlay e abrir outro aplicativo para continuar trabalhando. Quando quiser voltar à conversa, basta tocar na bolha. A novidade representa mais um passo para transformar a IA em uma ferramenta integrada ao Android, e não apenas em um aplicativo que precisa ser aberto separadamente.

O que muda com o novo overlay minimizável do Gemini

O overlay do Gemini já permitia chamar o assistente sobre o aplicativo que estava aberto, evitando uma troca completa de contexto. Porém, a experiência ainda tinha uma limitação: depois de iniciar uma interação, não havia uma forma simples de manter aquela conversa acessível enquanto o usuário fazia outra coisa no telefone.

Com a nova opção, o painel pode ser reduzido para uma bolha flutuante do Gemini. Ela permanece sobre a interface do Android e funciona como um atalho para recuperar rapidamente a conversa.

Isso é particularmente útil quando a resposta demora alguns segundos ou quando a solicitação exige uma análise mais extensa. Em vez de esperar olhando para a tela do Gemini, o usuário pode continuar navegando, consultar informações, escrever uma mensagem ou trabalhar em outro aplicativo.

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Imagem: PhoneArena

O fim da tela bloqueada pelo assistente

A principal mudança está justamente na liberdade para sair temporariamente do overlay sem abandonar a interação.

Antes, fechar o painel podia significar perder aquele contexto visual e exigir uma nova etapa para retornar à conversa. Com o botão Minimizar, a sessão continua acessível enquanto o usuário realiza outras tarefas.

Na prática, isso aproxima o Gemini de outros elementos persistentes da interface do Android. A IA deixa de competir diretamente pelo espaço da tela e passa a funcionar como uma ferramenta que pode ser chamada quando necessária.

O próprio Android já possui diferentes mecanismos para experiências flutuantes, mas a implementação do Gemini tem uma proposta específica: preservar rapidamente a interação iniciada pelo overlay do assistente.

Como a bolha flutuante funciona na prática

Depois que o overlay é minimizado, o Gemini é representado por uma pequena bolha com o ícone de faísca do Gemini. Ela fica sobre a interface do sistema, permitindo que o usuário continue usando outros aplicativos.

Ao tocar na bolha, o overlay é restaurado e a conversa pode continuar do ponto em que foi deixada. Também é possível interagir com a bolha para reposicioná-la ou descartá-la. A mensagem exibida pelo Google explica que o Gemini continua disponível durante a multitarefa, podendo ser expandido, movido ou dispensado.

O resultado é uma experiência semelhante às antigas bolhas de conversa presentes em aplicativos de mensagens, mas aplicada a uma sessão de inteligência artificial.

Passo a passo para usar a multitarefa com o Gemini no Android

O funcionamento é bastante simples. Como a distribuição da novidade está acontecendo gradualmente, a aparência e a disponibilidade podem variar entre aparelhos e contas.

1. Abra o overlay do Gemini

Primeiro, invoque o Gemini no Android. Dependendo da configuração do aparelho, isso pode ser feito mantendo o botão de energia pressionado ou usando o comando de voz, como “Ok Google”. O próprio Google documenta essas formas de acessar o Gemini sobre outros aplicativos.

O painel do assistente aparecerá sobre a tela que você já estava utilizando.

2. Digite ou fale o seu pedido

Agora faça a solicitação normalmente.

Você pode, por exemplo, pedir ao Gemini para resumir um assunto, explicar um conceito, pesquisar uma informação ou ajudar a elaborar um texto. Também é possível usar comandos por voz quando essa opção estiver disponível.

O ponto importante é enviar a solicitação antes de minimizar o painel.

3. Toque em “Minimizar”

Depois de inserir o comando, procure o botão “Minimizar” exibido na parte superior do container do Gemini.

Ao tocar nele, o painel desaparece e é convertido em uma bolha flutuante com o símbolo do Gemini.

A partir desse momento, você não precisa permanecer no Gemini.

4. Continue usando outros aplicativos

Com o Gemini minimizado, abra o aplicativo que deseja utilizar.

Imagine, por exemplo, que você peça ao Gemini uma explicação sobre determinado produto enquanto conversa com alguém no WhatsApp. Você pode minimizar o assistente, continuar a conversa e depois voltar ao Gemini para conferir a resposta.

Outra possibilidade é solicitar uma pesquisa mais longa e, enquanto o Gemini trabalha, abrir o navegador, consultar um documento ou organizar uma anotação.

É justamente aqui que a novidade ganha importância: a IA deixa de interromper completamente o fluxo de trabalho.

5. Toque na bolha para voltar ao Gemini

Quando quiser consultar o resultado ou continuar a conversa, toque na bolha do Gemini.

O overlay será expandido novamente, preservando a interação que estava em andamento. Assim, não é necessário abrir o aplicativo Gemini do zero para recuperar aquela conversa.

Esse comportamento também reduz o número de etapas necessárias para alternar entre uma tarefa tradicional e uma tarefa assistida por IA.

6. Mova ou descarte a bolha

A bolha pode ser arrastada para uma das posições permitidas na borda da tela. Se você não precisar mais dela, também pode arrastá-la para descartá-la.

É importante diferenciar minimizar de fechar. A primeira opção mantém o acesso rápido à conversa; fechar ou dispensar a bolha encerra aquela presença flutuante.

Limitações atuais e o que esperar do recurso

Apesar de representar uma evolução importante, a multitarefa no Gemini no Android ainda não é perfeita.

A principal limitação identificada está relacionada ao posicionamento. Atualmente, a bolha pode ficar em seis posições predeterminadas e não pode ser colocada livremente em qualquer ponto da tela.

Além disso, existe um comportamento considerado bug no qual a bolha pode voltar para o canto inferior direito depois de uma nova minimização. Isso reduz um pouco a praticidade para quem prefere manter o botão longe de determinadas áreas da interface.

Também vale lembrar que a disponibilidade do recurso pode acontecer de forma gradual. O botão Minimizar está sendo amplamente distribuído, mas nem todos os aparelhos necessariamente apresentam a função ao mesmo tempo.

No Android 17, existe ainda uma abordagem mais ampla baseada no sistema de Bubbles, que pode oferecer uma experiência mais completa para manter o Gemini acessível. Isso abre espaço para uma integração cada vez maior entre assistentes de IA e os mecanismos nativos de multitarefa do sistema.

O caminho mais interessante para o futuro seria permitir posicionamento totalmente livre, maior controle sobre sessões simultâneas e integração mais profunda com aplicativos. Se o Gemini conseguir acompanhar fluxos de trabalho completos sem interromper o usuário, a função poderá deixar de ser apenas uma conveniência e se tornar uma parte central da produtividade no Android.

Conclusão e o futuro do assistente no Android

A nova opção de minimizar o Gemini no Android mostra como pequenas alterações na interface podem produzir um impacto significativo na experiência de uso. Transformar o overlay em uma bolha flutuante elimina uma interrupção desnecessária e permite consultar a inteligência artificial sem abandonar completamente aquilo que estava sendo feito.

O recurso é especialmente útil para quem utiliza o Gemini durante atividades que envolvem vários aplicativos. Você pode iniciar uma solicitação, minimizar o assistente, continuar trabalhando e retornar à conversa quando necessário. O ganho não está apenas na velocidade, mas principalmente na preservação do contexto e do fluxo de trabalho.

Ainda existem limitações, especialmente relacionadas ao posicionamento da bolha e ao comportamento que a devolve ao canto inferior direito. Mesmo assim, a direção adotada pelo Google é clara: tornar o Gemini uma camada cada vez mais integrada ao Android.

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Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista em Android, Apple, Cibersegurança e diversos outros temas do universo tecnológico. Seu foco é trazer análises aprofundadas, notícias e guias práticos sobre segurança digital, mobilidade, sistemas operacionais e as últimas inovações que moldam o cenário da tecnologia.