Parrot OS revela roadmap 2026: foco em segurança de IA, edição KDE e datas de lançamento

Projeto confirma Parrot 7.1, 7.2 e 7.3 e prepara novas frentes para IA, SCADA, automotivo e infraestrutura espacial.

Escrito por
Emanuel Negromonte
Emanuel Negromonte é Jornalista, Mestre em Tecnologia da Informação e atualmente cursa a segunda graduação em Engenharia de Software. Com 14 anos de experiência escrevendo sobre...

O Parrot Security publicou seu roteiro para 2026 e deixou claro qual será a prioridade do projeto: tratar sistemas de IA como uma nova superfície de ataque, com pesquisa aplicada e ferramentas práticas para auditoria. O plano também confirma três atualizações do Parrot 7 ao longo do ano e sinaliza expansão para áreas como SCADA, automotivo e infraestrutura espacial.

Destaques do roadmap 2026

  • Datas confirmadas: Parrot 7.1 (fevereiro), 7.2 (julho) e 7.3 (novembro).
  • IA como alvo: nova categoria de ferramentas de IA, incluindo MCPwn, voltada a pesquisa ofensiva em sistemas com LLMs e agentes.
  • Nova interface: chegada de alternativas KDE Plasma conduzidas pela comunidade, ampliando as opções além do stack atual.
  • Expansão por domínio: crescimento de categorias para segurança industrial (SCADA), automotiva e satélites/space infrastructure.
  • Containers mais integráveis: containers do Parrot devem se tornar compatíveis com MCP (Model Context Protocol) para encaixar melhor em pipelines modernos.

2025 em retrospecto: a base foi “refeita” para o Parrot 7

O projeto descreve 2025 como um ciclo pesado, tanto no lado técnico quanto no comunitário. No calendário de releases, saíram Parrot 6.3 e 6.4, com melhorias de segurança, ajustes de site e atualização/entrada de várias ferramentas, como Rocket e Caido, além de atualizações relevantes em utilitários bem conhecidos do ecossistema de pentest (por exemplo, John the Ripper, Katana, Subfinder, Metasploit e WPScan).

O ponto de virada foi o Parrot 7, tratado como uma reescrita completa do sistema. A equipe comenta que isso exigiu desenvolver “no escuro” por grande parte do processo, porque só no fim foi possível montar um beta coerente e testar tudo como um conjunto. A intenção foi “zerar” fundações antigas que não recebiam uma revisão profunda havia anos.

No lado da comunidade, o texto cita crescimento e iniciativas de participação, incluindo:

  • +30 mil novos seguidores, chegando a 136 mil no total nas redes sociais.
  • +2.500 novos membros, levando a comunidade a mais de 12,5 mil pessoas.
  • Lançamento do Hack Chirp, como chamada direta para envolver usuários mais cedo no ciclo do Parrot 7.
  • Ampliação de presença e colaborações no ecossistema de segurança e open source, com menção a atividades na DEFCON e interação com comunidades/projetos como Athena OS, Fedora, Red Hat, OWASP e Caido.

A virada de 2026: IA como superfície de ataque, não como “moda”

A mensagem central do plano é que 2026 não será sobre “adicionar IA” ao sistema por tendência. O objetivo declarado é entender como chatbots e agentes baseados em LLM entram em fluxos reais de segurança e, com isso, passam a compor superfícies de ataque cada vez mais relevantes.

Na prática, o projeto diz que pretende:

  • Pesquisar falhas e comportamentos de risco em sistemas de IA (como eles quebram, se desviam do esperado ou são explorados de formas indevidas).
  • Prototipar ferramentas pequenas e diretas para expor fraquezas e comportamentos perigosos em soluções guiadas por IA.
  • Compartilhar inteligência de mercado sobre como IA vem mudando o pentest, desde comportamento de atacantes até expectativas de ferramentas.
  • Manter uma postura seletiva e realista, focando onde o Parrot consegue contribuir com impacto, em vez de “encher” a distro com projetos sem tração.

Cronograma 2026: Parrot 7.1, 7.2 e 7.3

O roadmap estabelece um ciclo de três releases após o Parrot 7, que “fecha” o fim de 2025:

  • Parrot 7.1: fevereiro de 2026
  • Parrot 7.2: julho de 2026
  • Parrot 7.3: novembro de 2026

A promessa se mantém: entregar ferramentas que as pessoas realmente usam, ampliar domínios sem inflar desnecessariamente o sistema e manter o Parrot adaptável conforme novas frentes de segurança amadurecem.

O que pode mudar para usuários e equipes

Para quem usa o Parrot no dia a dia, o roteiro indica três impactos prováveis:

  1. Curadoria mais forte para IA ofensiva e defensiva
    A nova categoria de ferramentas tende a organizar melhor esse universo, que hoje fica espalhado entre scripts, repositórios e stacks externos.
  2. Mais flexibilidade de desktop com KDE comunitário
    A chegada de alternativas KDE amplia escolhas para perfis que preferem esse ambiente, sem necessariamente mudar o foco do projeto.
  3. Parrot mais “plugável” em pipelines modernos
    A compatibilidade de containers com MCP sugere melhor encaixe com fluxos automatizados e integração com ferramentas contemporâneas de segurança.

Como a comunidade entra nisso: Parrot Corsairs

O texto reforça que o crescimento do Parrot depende da comunidade e aponta 2026 como um ano de maior abertura de trabalho via Parrot Corsairs, com oportunidades que vão além de código: conteúdo, documentação, manutenção de pacotes, testes e suporte comunitário.

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