A participação de mercado do ChatGPT, que parecia inabalável até pouco tempo atrás, entrou em queda acentuada no início de 2026. Dados recentes indicam que a OpenAI deixou de ser a única referência para milhões de usuários que passaram a experimentar, e adotar, alternativas cada vez mais especializadas e integradas ao dia a dia. O cenário atual mostra um mercado mais fragmentado, competitivo e exigente do que nunca.
O gancho dessa virada é claro, o reinado absoluto da OpenAI está sendo desafiado como nunca antes. Ferramentas como Gemini, Grok e DeepSeek deixaram de ser apenas coadjuvantes e passaram a disputar atenção, tempo e confiança do público global.
Mais do que uma simples troca de preferência, essa mudança revela um amadurecimento do mercado de IA generativa. O usuário não quer apenas “um chatbot bom”, ele busca eficiência, integração, especialização e, cada vez mais, transparência no modelo de negócios por trás dessas plataformas.
Os números da virada: ChatGPT abaixo de 65%
Os dados mais recentes da SimilarWeb apontam uma mudança significativa na participação de mercado do ChatGPT. Em pouco mais de um ano, a ferramenta saiu de um patamar estimado em 86% de share global para algo abaixo de 65%, um recuo expressivo para um produto que dominava praticamente sozinho o segmento de IA conversacional.
Essa queda não significa um colapso da OpenAI, mas indica claramente uma redistribuição do interesse dos usuários. O tempo médio gasto no ChatGPT diminuiu, enquanto concorrentes registraram crescimento consistente tanto em acessos quanto em retenção. O comportamento sugere experimentação ativa e migração parcial, em vez de abandono total.
Outro ponto relevante é que a redução na participação de mercado do ChatGPT ocorre mesmo com melhorias técnicas contínuas. Isso reforça a ideia de que, em 2026, apenas evoluir o modelo não é mais suficiente para manter liderança absoluta.

A ascensão do Google Gemini e o fator ecossistema
O Gemini é o maior símbolo dessa virada. Segundo estimativas da SimilarWeb, a ferramenta do Google ultrapassou a marca de 20% de participação, impulsionada principalmente pelo fator ecossistema. Diferente de concorrentes isolados, o Gemini está profundamente integrado ao Google Search, Gmail, Docs, Sheets, Android e Workspace como um todo.
Essa integração reduz atrito. Para muitos usuários, o Gemini simplesmente “já está lá”, oferecendo geração de texto, análise de dados, criação de imagens realistas e automação de tarefas sem a necessidade de trocar de plataforma. Esse conforto operacional tem pesado fortemente na decisão de uso diário.
Além disso, o Google aposta em respostas mais contextualizadas com dados em tempo real, algo que atrai profissionais e usuários avançados. Esse conjunto explica por que o Gemini foi o principal responsável pela perda de participação de mercado do ChatGPT no último ano.
Grok e DeepSeek: os novos players no retrovisor
Embora ainda menores em volume absoluto, Grok e DeepSeek aparecem como forças emergentes. O Grok, associado ao ecossistema do X, cresce ao explorar dados em tempo real e uma linguagem mais direta, atraindo usuários interessados em atualidades, debates e análises rápidas.
Já o DeepSeek se consolidou como uma alternativa eficiente para tarefas técnicas e acadêmicas, especialmente entre desenvolvedores e pesquisadores. Seu crescimento percentual é expressivo, mesmo partindo de uma base menor, e reforça a fragmentação do mercado.
Esses novos players mostram que há espaço para soluções focadas, o que pressiona ainda mais a participação de mercado do ChatGPT em um ambiente onde ninguém aceita mais uma ferramenta genérica para tudo.
Por que os usuários estão migrando?
A principal razão da migração é a especialização. Em 2026, o usuário entende que diferentes IAs são melhores para tarefas distintas. Ferramentas como Claude, especialmente o Claude Code, ganharam reputação sólida em programação e análise de código, oferecendo respostas mais previsíveis e alinhadas ao fluxo de trabalho de desenvolvedores.
O Gemini se destaca em geração de imagens realistas, análise multimodal e integração com documentos do Google Workspace, algo extremamente valioso para empresas e estudantes. Enquanto isso, o ChatGPT ainda é visto como versátil, mas não necessariamente o melhor em todas as categorias.
Outro fator é o chamado cansaço de marca. Após anos sendo a referência absoluta, o ChatGPT deixou de ser novidade. Muitos usuários passaram a testar alternativas simplesmente por curiosidade, e parte deles acabou encontrando soluções mais alinhadas às suas necessidades específicas, impactando diretamente a participação de mercado do ChatGPT.
A polêmica dos anúncios no ChatGPT
Um dos temas mais sensíveis de 2026 é a possível introdução de anúncios no ChatGPT. Rumores sobre novas estratégias de monetização da OpenAI, incluindo respostas patrocinadas ou espaços publicitários sutis, geraram forte reação negativa nas redes e fóruns especializados.
Mesmo sem confirmação oficial ampla, a simples possibilidade já acendeu um alerta. Usuários que utilizam IA como ferramenta de trabalho temem perda de neutralidade, poluição visual e interferência comercial nas respostas. Para muitos, esse é um limite claro.
Esse contexto pode acelerar ainda mais a migração para concorrentes que, ao menos por enquanto, não sinalizam o mesmo caminho. Caso a OpenAI avance nessa direção, a participação de mercado do ChatGPT pode sofrer um novo impacto relevante ao longo de 2026.
Conclusão: O fim da hegemonia e o futuro da IA generativa
O que estamos presenciando não é o fim do ChatGPT, mas o fim da hegemonia absoluta. A participação de mercado do ChatGPT ainda é expressiva, porém agora dividida com concorrentes fortes, bem financiados e estrategicamente integrados ao cotidiano dos usuários.
Essa nova fase beneficia diretamente o usuário final. A competição acelera inovação, reduz dependência de uma única empresa e gera ferramentas mais potentes, especializadas e alinhadas a diferentes perfis de uso. Em vez de um vencedor único, o mercado caminha para um ecossistema plural.
No início de 2026, a grande pergunta já não é qual IA é a melhor, mas qual IA faz mais sentido para cada tarefa. E você, qual ferramenta de IA tem usado mais neste começo de ano?
