Samsung Galaxy AI pode permitir criar apps com voz no Galaxy S26

A Samsung quer transformar seu smartphone em um assistente capaz de criar aplicativos usando apenas comandos de voz e inteligência artificial.

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

A evolução da Samsung Galaxy AI pode estar prestes a dar um salto enorme. Em vez de apenas sugerir textos, resumir mensagens ou editar fotos, a IA da Samsung pode ganhar um papel muito mais ambicioso, atuar como um verdadeiro “estagiário de programação” dentro do seu smartphone.

Executivos da Samsung, incluindo Won-Joon Choi, indicaram recentemente que a empresa está explorando maneiras de permitir que usuários criem ou modifiquem aplicativos usando comandos de voz ou linguagem natural. Na prática, isso significa pedir algo como “crie um app simples para registrar meus treinos” ou “adicione um botão neste aplicativo para exportar dados em PDF”, e deixar que a Samsung Galaxy AI faça o trabalho pesado.

Essa visão está ligada a um conceito emergente chamado Vibe Coding, uma nova abordagem de desenvolvimento de software que pode redefinir a forma como interagimos com dispositivos móveis. Se esse plano realmente se concretizar nas próximas gerações do ecossistema Galaxy, especialmente com o Galaxy S26 e a One UI 8.5, o smartphone pode deixar de ser apenas uma ferramenta para executar apps e passar a ser uma plataforma capaz de criá-los.

O que é o vibe coding e como ele muda o jogo

O conceito de Vibe Coding vem ganhando força no universo da inteligência artificial e da programação assistida. Em termos simples, trata-se de um modelo de desenvolvimento onde o usuário descreve o que deseja em linguagem natural, enquanto a IA transforma essa intenção em código funcional.

Em vez de escrever linhas em linguagens como Java, Kotlin ou Python, o usuário apenas explica o objetivo. A inteligência artificial interpreta a ideia, gera o código necessário e até faz ajustes em aplicativos existentes.

No contexto da Samsung Galaxy AI, isso pode significar algo como:

• Criar um pequeno aplicativo pessoal apenas descrevendo a funcionalidade desejada
• Modificar apps já instalados para adicionar recursos específicos
• Automatizar tarefas complexas que normalmente exigiriam programação

Imagine dizer ao smartphone: “Crie um aplicativo que registre minha ingestão de água e envie um alerta a cada duas horas”. A IA analisaria o pedido, estruturaria a interface, criaria o sistema de notificações e entregaria um app funcional.

Isso representa uma mudança radical na relação entre usuário e software. O smartphone deixa de ser um sistema fechado de aplicativos e se torna um ambiente adaptável às necessidades individuais.

Para desenvolvedores, o Vibe Coding também pode acelerar prototipagem e testes, permitindo gerar versões iniciais de apps ou funções em segundos.

S26 Ultra

De rotinas predefinidas à liberdade total

Usuários da Samsung já estão familiarizados com ferramentas de automação como Modos e Rotinas. Esse recurso permite criar regras automáticas no sistema.

Por exemplo:

• Ativar modo silencioso ao chegar ao trabalho
• Ligar o Wi-Fi automaticamente em casa
• Abrir determinados apps ao conectar um fone Bluetooth

Essas automações são úteis, mas têm uma limitação clara: funcionam dentro de regras predefinidas.

Com a evolução da Samsung Galaxy AI, a ideia é ir muito além dessas rotinas. Em vez de selecionar ações dentro de menus, o usuário poderia simplesmente descrever o que deseja.

Na prática, isso poderia permitir:

• Criar automações totalmente personalizadas
• Integrar funcionalidades entre aplicativos diferentes
• Modificar comportamentos do sistema em tempo real

A diferença é enorme. Enquanto as rotinas atuais seguem uma lógica de “se isso acontecer, faça aquilo”, o Vibe Coding abre espaço para uma personalização quase ilimitada.

É como passar de um controle remoto com botões fixos para um assistente que entende intenções.

Galaxy S26 e One UI 8.5: os primeiros passos dessa jornada

Embora a visão seja futurista, os primeiros sinais dessa transformação já aparecem no ecossistema Galaxy. A Samsung Galaxy AI, introduzida em gerações recentes de dispositivos, já oferece recursos avançados como tradução em tempo real, edição inteligente de imagens e assistência em escrita.

O próximo passo pode estar ligado à chegada do Galaxy S26 e da interface One UI 8.5, que devem expandir ainda mais a presença da IA no sistema.

A estratégia da Samsung parece clara: transformar a inteligência artificial em um componente central da experiência de uso.

Entre as possibilidades que especialistas apontam para os próximos anos estão:

• Assistentes capazes de criar pequenos apps sob demanda
• Modificação dinâmica de interfaces com base no comportamento do usuário
• Integração profunda entre IA e APIs do sistema

Caso essa abordagem evolua rapidamente, o Galaxy S26 pode se tornar um marco importante na transição para smartphones mais adaptáveis e inteligentes.

Outro ponto relevante é que esse tipo de tecnologia depende de modelos de IA cada vez mais avançados. Parte do processamento pode ocorrer diretamente no dispositivo, enquanto tarefas mais complexas poderiam ser realizadas em nuvem.

Esse equilíbrio entre processamento local e remoto é fundamental para garantir privacidade, desempenho e autonomia.

O impacto da Samsung Galaxy AI na democratização do software

Se a visão do Vibe Coding realmente se consolidar, o impacto pode ser profundo para todo o ecossistema de tecnologia.

Historicamente, criar software sempre exigiu conhecimento técnico. Linguagens de programação, frameworks e ferramentas de desenvolvimento criaram uma barreira natural de entrada.

A Samsung Galaxy AI pode ajudar a reduzir drasticamente essa barreira.

Isso significa que qualquer pessoa poderia:

• Criar aplicativos simples para uso pessoal
• Adaptar ferramentas existentes às próprias necessidades
• Automatizar tarefas do cotidiano sem saber programar

Para desenvolvedores profissionais, isso não significa o fim da programação tradicional. Pelo contrário, especialistas ainda serão essenciais para criar sistemas complexos, plataformas robustas e aplicações de grande escala.

Mas o cenário pode evoluir para algo semelhante ao que aconteceu com a criação de sites. No passado, era necessário programar cada página manualmente. Hoje, plataformas e ferramentas visuais permitem que milhões de pessoas criem seus próprios projetos.

O mesmo pode acontecer com aplicativos móveis.

Se a Samsung Galaxy AI conseguir entregar uma experiência realmente funcional nesse sentido, a empresa pode inaugurar uma nova era de personalização digital.

No fim das contas, o smartphone deixaria de ser apenas um dispositivo que executa apps desenvolvidos por terceiros. Ele passaria a ser um ambiente onde cada usuário pode criar soluções sob medida para o próprio dia a dia.

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Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista em Android, Apple, Cibersegurança e diversos outros temas do universo tecnológico. Seu foco é trazer análises aprofundadas, notícias e guias práticos sobre segurança digital, mobilidade, sistemas operacionais e as últimas inovações que moldam o cenário da tecnologia.