Samsung SmartThings chega a 430 milhões de usuários e aposta em IA em 2026

A Samsung acelera o SmartThings com IA, suporte a câmeras via Matter 1.5 e um ecossistema que já soma 430 milhões de usuários.

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

O crescimento da Samsung no setor de Internet das Coisas não é mais uma promessa distante, é uma realidade mensurável. Em 2026, o Samsung SmartThings atinge a marca de 430 milhões de usuários registrados globalmente, consolidando-se como um dos maiores ecossistemas de casa conectada do mundo e deixando claro o objetivo ambicioso de chegar a meio bilhão de usuários em um futuro próximo. Esse avanço não ocorre por acaso, ele é resultado direto da integração profunda com dispositivos Galaxy, do avanço do protocolo Matter e de uma nova camada de inteligência artificial apresentada na CES 2026, que redefine como interagimos com nossos lares inteligentes.

O momento é estratégico para a Samsung. Em um mercado cada vez mais fragmentado, no qual consumidores buscam simplicidade, segurança e compatibilidade, o SmartThings se posiciona como um hub central capaz de unificar diferentes marcas, tecnologias e experiências. A combinação entre crescimento acelerado, suporte avançado ao Matter 1.5 e uso responsável de IA mostra que a empresa não quer apenas liderar em números, mas também em confiança e inovação.

O fenômeno SmartThings: de 350 para 430 milhões em um ano

O salto de 350 para 430 milhões de usuários em apenas um ano chamou atenção durante as apresentações da Samsung na CES 2026. Segundo Chelogi Kim, executiva responsável pelo SmartThings, esse crescimento reflete a maturidade do ecossistema e a estratégia de tornar a plataforma invisível para o usuário, funcionando de forma integrada ao dia a dia. A expansão foi impulsionada principalmente pela venda de smartphones Galaxy, TVs, eletrodomésticos conectados e dispositivos vestíveis que já chegam ao consumidor com o SmartThings ativado ou sugerido como padrão.

SmartThings

Esse avanço representa mais do que um número expressivo. No mercado de smart home, escala significa relevância para desenvolvedores, fabricantes parceiros e, principalmente, para o consumidor final. Quanto maior a base de usuários, maior é o incentivo para que novas marcas adotem o Samsung SmartThings como plataforma principal de integração, criando um ciclo virtuoso de crescimento. Em 2026, a Samsung passa a disputar não apenas com Google Home e Alexa, mas também com soluções proprietárias de fabricantes menores que enfrentam dificuldades para alcançar o mesmo nível de interoperabilidade.

Outro ponto importante é o perfil desses usuários. Não se trata apenas de entusiastas de tecnologia, mas de pessoas comuns que passaram a usar automação residencial para tarefas simples, como controle de iluminação, segurança, economia de energia e rotinas automatizadas. O Samsung SmartThings deixa de ser um produto de nicho e se torna uma camada fundamental da experiência digital doméstica.

A revolução do Matter 1.5 e o suporte para câmeras

Um dos anúncios mais relevantes ligados ao Samsung SmartThings em 2026 é o suporte completo ao Matter 1.5, especialmente no que diz respeito à integração de câmeras inteligentes. Enquanto Google e Amazon ainda avançam de forma gradual nesse segmento, a Samsung sai na frente ao permitir que câmeras compatíveis com Matter sejam adicionadas diretamente ao SmartThings, com controle unificado e menor dependência de aplicativos proprietários.

O Matter nasceu com a promessa de resolver o maior problema da casa conectada, a fragmentação. Com a versão 1.5, essa promessa começa a se concretizar de forma mais ampla, incluindo dispositivos historicamente mais complexos, como câmeras de segurança. No Samsung SmartThings, isso se traduz em uma experiência mais simples para o usuário, que pode visualizar feeds, configurar automações e receber alertas sem sair do ecossistema principal.

Esse avanço também reforça a posição da Samsung como uma das empresas mais comprometidas com o padrão aberto. Ao adotar rapidamente o Matter 1.5, a empresa envia um sinal claro ao mercado de que interoperabilidade não é apenas um discurso, mas um pilar estratégico.

Integração multiplataforma e o fim do “muro” entre marcas

A integração multiplataforma é talvez o maior benefício prático do Matter dentro do Samsung SmartThings. Marcas como Aqara, Eve e outras fabricantes conhecidas por seus próprios ecossistemas passam a funcionar de maneira mais fluida quando conectadas ao hub da Samsung. Isso reduz drasticamente a necessidade de múltiplos aplicativos e configurações redundantes.

Para o usuário, o impacto é imediato. Sensores de uma marca podem acionar lâmpadas de outra, enquanto câmeras de um terceiro fabricante se integram a rotinas criadas no SmartThings. Esse cenário quebra o antigo “muro” entre marcas e transforma a casa inteligente em um ambiente realmente coeso. Em 2026, essa abordagem se torna um diferencial competitivo importante, especialmente para consumidores que já investiram em dispositivos variados ao longo dos anos.

Inteligência artificial e privacidade na CES 2026

Além da interoperabilidade, a inteligência artificial é o grande motor da próxima fase do Samsung SmartThings. Na CES 2026, a empresa apresentou a visão “Vem AI a Casa do Futuro”, destacando como algoritmos avançados podem aprender hábitos, antecipar necessidades e otimizar o consumo de energia sem exigir interação constante do usuário.

A IA no SmartThings atua como um orquestrador invisível. Ela analisa padrões de uso, horários, presença e preferências para criar automações mais inteligentes e contextuais. Por exemplo, o sistema pode ajustar automaticamente a climatização com base no clima externo, no histórico do usuário e na presença detectada por sensores e câmeras integradas via Matter.

No entanto, a Samsung também enfatizou um ponto sensível, a privacidade. Em 2026, cresce a preocupação com o uso de dados pessoais em ambientes domésticos. A resposta da empresa é o processamento local sempre que possível, reduzindo a dependência da nuvem para tarefas críticas. Isso significa que muitas decisões da IA acontecem dentro da própria casa, nos hubs e dispositivos compatíveis, aumentando a segurança e diminuindo riscos de exposição de dados.

Essa abordagem fortalece a confiança do consumidor e contribui para a percepção de autoridade da Samsung no segmento de smart home, um fator essencial para a adoção em massa.

Conclusão: o impacto do SmartThings no futuro da casa conectada

O marco de 430 milhões de usuários confirma que o Samsung SmartThings deixou de ser apenas uma plataforma complementar e se tornou um dos pilares da estratégia da Samsung para o futuro digital. A combinação de crescimento acelerado, suporte avançado ao Matter 1.5, integração de câmeras e uso inteligente de IA posiciona o ecossistema como uma referência em 2026.

Mais do que números, o impacto está na experiência. A casa conectada se torna mais simples, mais segura e mais inteligente, sem exigir conhecimento técnico avançado do usuário. Para entusiastas de tecnologia e consumidores comuns, o SmartThings representa um caminho claro para uma automação residencial madura e confiável.

E você, como gerencia hoje a sua casa inteligente, prefere centralizar tudo em um único ecossistema ou ainda convive com vários aplicativos diferentes?

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